sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ministério deve rever formas de remuneração do médico

por Saúde Business Web

Secretário de Atenção à Saúde aceita a proposta das entidades médicas nacionais de criação de um grupo para estudar a tabela do SUS


O Ministério da Saúde deve rever as formas de remuneração do médico. O secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, aceitou a proposta das entidades médicas nacionais de criação de um grupo de trabalho para estudar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação foi feita durante reunião na terça-feira (15), em Brasília.

O grupo abordará todas as questões relacionadas ao valor da remuneração médica, possíveis distorções, forma de pagamento do código 45 e 7, além de reavaliar a forma contratual do Ministério aos hospitais.

Segundo o 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) e coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, Aloísio Tibiriçá Miranda, é a primeira vez que o profissional da Medicina entra nesse debate. "Essa era uma demanda da pauta médica e da Pró-SUS. O médico não participou da construção da tabela SUS. Queremos estudar as distorções".

Outros trabalhos - O secretário Helvécio Magalhães também foi convidado a indicar um representante do Ministério para a próxima reunião da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CFM. A entidade que debater o Projeto de Acolhimento e Classificação de Risco, a regulação do sistema e a questão salarial.

"Queremos debater todas as formas de remuneração do trabalho médico", apontou o secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Márcio Bichara.

Participou também do início da reunião o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso Filho.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Saúde investirá R$ 12 mi no Programa de Saúde da Família

por Saúde Business Web
09/02/2011

Repasse irá para equipes com médico de família e comunidade


A partir deste ano, equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) compostas por um médico com residência médica em medicina de família e comunidade (MFC) ou título de especialista na área receberam do Ministério da Saúde incentivo de mil reais a mais em seu orçamento mensal, o que significa investimento de R$ 12 milhões ao ano.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Gustavo Gusso, este é o acontecimento dos últimos cinco anos para a especialidade e para a Atenção Primária à Saúde (APS).

Atualmente, as equipes recebem entre R$ 6.400 a R$ 9.600, que, de acordo com o Departamento de Atenção Básica à Saúde (DAB), depende da população do município, do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e da região onde está localizada.

das doenças mais comuns, como asma, diabetes, hepatites, depressão, entre outras, e fazer o encaminhamento de casos complexos a outros profissionais da saúde. Entretanto, o especialistas ressalta que que o salário atrai os profissionais, mas não os fixa.

Hoje, nas 31.500 equipes de ESF do país responsáveis pelo atendimento de 99% dos municípios brasileiros, há apenas 1.500 médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade atuantes.

Número de mortes por dengue é maior na rede privada

por Agência Brasil Alex Rodrigues
09/02/2011

Padilha destaca a importância de os hospitais e clínicas particulares estarem aptos a atender pacientes suspeitos de dengue

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a destacar nesta quarta-feira (09) a importância de os hospitais e clínicas particulares estarem aptos a atender pacientes suspeitos de dengue. Padilha revelou que pesquisas feitas pelo ministério indicam que o número de mortes é maior na rede particular - de seis mortes por dengue recentemente registradas no estado do Amazonas, quatro ocorreram em hospitais particulares.

Segundo ele, toda a rede pública e privada de atenção à saúde, dos postos aos hospitais mais sofisticados, devem ser capazes de identificar e lidar com os casos suspeitos da doença.

Em janeiro, logo após o Ministério da Saúde ter implantado um cartão com o protocolo de atendimento médico específico para os casos suspeitos, Padilha se reuniu com representantes das operadoras de planos de saúde. Ele propôs às empresas que ajudem a divulgar os procedimentos entre os profissionais dos estabelecimentos privados.

"Fizemos uma reunião com as operadoras de saúde e solicitamos que o protocolo de atenção usado na rede pública passe a ser usado também na rede privada para que ela esteja preparada para atender aos casos de dengue de forma prioritária", explicou Padilha ao participar, durante a manhã, da abertura oficial da campanha do Dia Nacional de Mobilização Contra a Dengue.

Promovida com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a população para a necessidade de todos participarem da luta contra o mosquito transmissor da doença (Aedes aegypti), a campanha irá se estender às superintendências estaduais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de todo o país.

"Todo mundo tem que saber que o mosquito da dengue está muito presente no dia a dia das pessoas", ressaltou o ministro ao percorrer o edifício da Funasa, na região central de Brasília, e distribuir, em um semáforo próximo, panfletos com orientações de como combater a doença.

Segundo ele, é fundamental reforçar a mobilização social. "Está provado que quando conseguimos mobilizar a sociedade para combater os focos do mosquito nas casas, nos bairros e nas comunidades, temos uma redução no número de casos".

Padilha não descartou o risco real de uma epidemia, mas garantiu que o governo tem ações permanentes para evitar que isso ocorra. "A médio prazo, o esforço é para que tenhamos uma vacina, que é a forma mais eficaz de combater a doença. Mas ainda vamos demorar muito para ter uma vacina e não podemos ficar esperando", disse o ministro, ao alertar sobre a importância de a população evitar deixar água parada acumulada em recipientes ou objetos.

Dengue causa prejuízo de US$ 2 bi por ano na América

Valor supera perda causada por outras doenças virais, como o HPV e o rotavírus


O prejuízo causado pelo vírus da dengue no hemisfério ocidental pode chegar a 2 bilhões de dólares, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brandeis e publicado no American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. A doença é apontada como a principal transmitida por mosquito do mundo, a dengue saiu das suas origens no sudeste da Ásia e ressurgiu nas Américas, em países como o Estados Unidos, a Argentina, o Chile e o Brasil.

O valor supera a perda causada por outras doenças virais, como o HPV (vírus do papiloma humano, sexualmente transmissível) e o rotavírus, causa de diarreias graves e que aparece como uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo.

De acordo com estimativas do grupo de estudo, 60% das perdas financeiras causadas pela dengue são resultado de custos indiretos - as perdas de produtividade que afetam principalmente as famílias e os gastos do governo. Os custos diretos incluem a assistência ambulatorial e hospitalar.

Os pesquisadores acreditam que entender o impacto econômico da dengue é uma importante ferramenta para a formulação de políticas que ajudem no combate e no controle da doença. A dengue é classificada pela Organização Mundial de Saúde como "doença tropical negligenciada", o que significa a prevalência em áreas tropicais, mas que não recebe atenção devida no que diz respeito à prevenção.

Dengue no Brasil

Paraná confirma 582 casos de dengue; Londrina tem cenário mais grave

Novo balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná revela que o estado já registrou 582 casos de dengue. O último levantamento apontava 390 pessoas infectadas pela doença.

A cidade de Londrina, que já decretou estado de emergência em razão da dengue, registra a maioria dos casos - 275 no total. Um dos pacientes chegou a apresentar a forma mais grave da doença: a febre hemorrágica.

Ao todo, 165 municípios paranaenses têm notificações de dengue. Foram confirmados casos em pelo menos 32 deles. Há ainda suspeita de mortes em Londrina, mas nenhuma foi confirmada pela secretaria até o momento.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

SUS é regular para 40% dos brasileiros

por Agência Brasil Paula Laboissière
09/02/2011

Proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9% e de insatisfeitos, em 28,5%


Estudo divulgado nesta quarta-feira (09) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 42,6% dos brasileiros classificam os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como regulares. A proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9% e de insatisfeitos, em 28,5%.

Para a diarista Judite Aparecida Santana, de 47 anos, os serviços do SUS são regulares por conta da demora para marcar consultas e outros atendimentos. "Minha saúde não é nada boa, tenho câncer no estômago e não tenho condição de pagar uma consulta pré-operatória, recorri ao SUS para tentar marcar a consulta e só consegui para daqui a cinco meses, não sei como estarei até lá" disse.

O estudo ouviu, no total, 2.773 pessoas no período de 3 a 19 de novembro de 2010. O objetivo foi avaliar a percepção da população sobre serviços prestados pelo SUS. A pesquisa incluiu também perguntas sobre planos e seguros privados de saúde.

Entre os que tiveram alguma experiência com o SUS nos últimos 12 meses, a proporção de opiniões de que os serviços são muito bons ou bons foi maior (30,4%) do que entre os que não usufruíram dos serviços (19,2%) no período.

O vendedor Anderson dos Santos, de 40 anos, precisou do sistema público de saúde há dois anos para se submeter a uma cirurgia de coluna e não tem do que reclamar. "O SUS é bom, salvou minha vida, há dois anos descobri uma hérnia de disco e estava sem andar, entrei com o pedido de cirurgia pelo SUS e, um mês depois, fui operado. Poderia ter ficado paraplégico", contou.

O estudo do Ipea também mostra que a proporção de opiniões de que os serviços prestados são ruins ou muito ruins é maior entre os entrevistados que não tiveram experiência com o SUS (34,3%), em comparação com os que tiveram alguma experiência nos últimos 12 meses (27,6%).

Em ambos os grupos, predominam as avaliações do SUS como regulares.

Consistência nas informações

Para a técnica de Planejamento e Pesquisa do órgão, Luciana Mendes, as opiniões da população foram "muito mais consistentes" do que os resultados que vêm de outros sistemas e dos meios de comunicação sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

A margem de erro da pesquisa do Ipea é de 2% para mais ou para menos. De acordo com Luciana, o fato de terem sido ouvidos cidadãos de todos os estados, regiões e de grande número de municípios indica "um acerto sobre a visão do quadro atual da saúde no país". Para ela, o trabalho do Ipea "tem validade interna muito importante".

Um dos resultados do levantamento, feito em novembro do ano passado, é que grande parte do público acha que seria melhor atendido se tivesse um plano de saúde privado. O SUS tem uma demanda de 120 milhões a 130 milhões de pessoas. A expectativa do público em relação aos planos de saúde "não é real", segundo a pesquisadora, pois o cliente "nem sempre consegue marcar com rapidez sua consulta, nessa área também faltam profissionais e há ainda deficiência de equipamentos".

Nesse ponto, é sabido, disse Luciana, que o sistema público tem equipamentos de boa qualidade, assim como bom nível técnico. A pesquisa não revela dificuldades com equipamentos e materiais, pois o público não tem muito conhecimento nessa área, que fica afeta aos médicos e enfermeiros, esclareceu.

Ela afirmou que a espera por atendimento é maior em muitos países, como é o caso da Inglaterra, onde pode levar até um ano, mas as pessoas sabem que vai ocorrer. Por isso, no Brasil, uma espera de até seis meses é considerada um absurdo, uma vez que não há certeza quanto ao atendimento. A espera leva a uma busca dos pacientes pelos hospitais, o que nem sempre resulta em solução para o problema.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Veja as nove prioridades da Agência Nacional de Saúde até 2012

Diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Mauricio Ceschin, elenca os eixos temáticos que serão trabalhados em sua gestão

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) elencou nove temas prioritários para sua atuação entre 2011 e 2012. Esses temas compõem a primeira Agenda Regulatória da Agência. Nesta última segunda-feira, a ANS disponibilizou entrevista com o seu diretor-presidente, Mauricio Ceschin.

O que é uma Agenda Regulatória?
Mauricio Ceschin: É um instrumento de planejamento regulatório em que uma Agência Reguladora estabelece um cronograma de atividades prioritárias, com abordagem organizada e estruturada, a fim de garantir maior transparência e previsibilidade na sua atuação e, assim, promover o desenvolvimento saudável e sustentável do setor regulado. É parte fundamental do esforço do estado brasileiro para melhorar a qualidade da regulação.

Em setores de atividade privada com forte viés e interesse social, como o da saúde suplementar, com interesses contraditórios e assimetria de informações, a tarefa reguladora é bastante desafiadora.

A Agenda Regulatória da ANS reúne um conjunto de temas ou questões (com suas ações específicas) que, para a diretoria, são prioritárias, de cunho estratégico e impactam ou impactarão, em um futuro próximo, o setor de saúde suplementar. Portanto, devem ser estudadas, discutidas e regulamentadas pela Agência.

Estimular a transparência e a previsibilidade das ações da ANS permite que, não só os agentes do setor, mas toda a sociedade, conheça e participe das discussões e propostas e assim a ANS possa se antecipar aos desafios que inevitavelmente surgirão como ameaça à sustentabilidade e qualidade dos serviços ofertados aos beneficiários e consumidores de planos de saúde.

Por que a ANS decidiu desenvolver uma Agenda Regulatória?
Mauricio Ceschin: Na minha opinião, a atuação de um órgão regulador vai além de se preocupar com os chamados temas ou problemas conjunturais, via de regra urgentes e importantes, ou ser pautado por eventuais crises. Devemos não perder o foco das questões estratégicas que afetam ou afetarão o setor regulado, principalmente seus consumidores. Discutir alternativas e buscar, constantemente, soluções e ações estruturantes que tenham efeito não só imediato, mas em longo prazo e, sempre que possível, também possam corrigir distorções e imperfeições do setor que afetam não só o equilíbrio nas relações entre seus agentes produtivos, mas, principalmente, possam impedir ou ameaçar o que foi contratado por parte do consumidor.

A proposta de organizar temas estratégicos em uma agenda permite uma atuação pró-ativa da ANS e a antecipação de sua atuação junto a possíveis problemas futuros.

Se atentarmos para a história da ANS, vamos observar que a atividade regulatória apresenta ciclos evolutivos razoavelmente bem marcados: primeiro vieram as regras e o esforço para instituir a agência e a regulação-base; em um segundo momento a preocupação maior foi a sustentabilidade econômico-financeira das operadoras, e agora o foco é na garantia de entrega e na qualidade do produto/serviço entregue ao consumidor.

Em um setor complexo como o da Saúde Suplementar, não é possível se pensar em qualidade sem garantir o acesso aos serviços prometidos e as informações necessárias para o exercício do poder de escolha por parte do consumidor; sem considerar as opções de oferta e grau de concorrência que estimulem a competição pela melhor oferta e menor custo; sem estudar alternativas de modelos de financiamento e reajuste de preços que viabilizem a continuidade do benefício... E por aí vai.

Outro forte motivador foi exatamente a existência de temas que devem ser estudados e discutidos agora, mesmo que só pareçam ter impacto daqui a 20 ou 30 anos. As mudanças demográficas no Brasil vêm se acentuando, e o seu impacto no chamado mutualismo - regime de partição simples - que é a base de sustentação e financiamento do setor, certamente acontecerá. Quais são as alternativas possíveis? Esses são alguns temas que estão na Agenda do Biênio 2011/2012.

Qual a importância de uma iniciativa desta para uma agência reguladora?
Mauricio Ceschin: Em primeiro lugar, acredito que esta iniciativa vai ao encontro do cumprimento da missão da Agência de promover a defesa do interesse público na assistência à Saúde Suplementar, regular as operadoras do setor e contribuir para as ações de saúde no país.

Em segundo lugar, muito se fala hoje de transparência, a agenda regulatória é um anúncio público antecipado do que se pretende fazer, do ponto de vista estratégico.

Não podemos perder de vista que em função da característica técnica de muitos temas, é necessária uma atenção constante não apenas na divulgação, mas na tradução em linguagem clara, dos temas em discussão. Isso não é simples ou trivial, mas é essencial.

Em recente artigo li a citação de um juiz americano, por ocasião da crise de 1929 no sistema financeiro: "A luz do sol é o melhor dos desinfetantes". Para qualquer atividade regulatória a mesma ‘luz do sol" é essencial.

Além do aspecto da transparência, acredito que a Agenda promove maior clareza na atuação da ANS, sobretudo para a sociedade e os agentes regulados e maior previsibilidade dos mecanismos e normas utilizados na atuação regulatória. Ela também possibilita o acompanhamento dos compromissos pré-estabelecidos, qualifica a gestão regulatória da ANS e possibilita a participação da Câmara de Saúde Suplementar no debate sobre a pauta de decisões estratégicas e prioritárias da ANS.

O que muda efetivamente para a ANS e para a sociedade?
Mauricio Ceschin: Planejar o futuro, pensar em cronogramas e ações e metas, discutir e antever recursos e necessidades para cada projeto. A agenda já vem movimentando parte do corpo técnico da ANS desde novembro do ano passado. Estamos ainda tornando concreta a outra necessidade histórica: integrar as Diretorias. Os responsáveis primário e secundário de cada ação são sempre de diretorias diferentes e cada ação da agenda regulatória é atividade que envolve técnicos de várias diretorias. Alem disso vamos abrir a participação nos trabalhos dos planos de ação para todos os servidores que tiverem conhecimento específico no que está sendo estudado, mesmo que ele não esteja lotado na equipe responsável pelo tema.

O impacto para a sociedade será tanto maior quanto mais participativos forem seus representantes na Câmara de Saúde Suplementar. É preciso ter clareza para a forma que a sociedade participa dessas discussões: através das diversas instituições que representam a todos na CSS.

Os consumidores estão representados, bem como os profissionais de saúde, os hospitais e clínicas e os trabalhadores sindicalizados. Enfim, há representação suficiente. Cabe a cada um cobrar seu representante, pois a agenda é de todos. É importante lembrar que a própria construção do tema foi permeada de tempo para que as instituições representativas dos operadores setoriais fizessem suas sugestões. Da mesma forma temos a expectativa que a participação da sociedade irá crescer com o desenrolar dos temas e seu aprofundamento.

Há que se ressalvar que esta é a nossa primeira experiência em fazer uma agenda regulatória, portanto, teremos muito que aprimorar.

Quais os principais eixos (há destaques especiais)?
Mauricio Ceschin: São nove eixos temáticos, cada um deles tendo subtemas que podem ter mais de uma ação. O importante é passarmos, mesmo que rapidamente, os eixos temáticos para termos idéia do tamanho e importância do desafio: Eixo 1: Modelo de Financiamento do Setor; Eixo 2: Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial; Eixo 3: Modelo de Pagamento a Prestadores; Eixo 4: Assistência Farmacêutica; Eixo 5: Incentivo à Concorrência; Eixo 6: Garantia de Acesso a Informação; Eixo 7: Contratos Antigos; Eixo 8: Assistência ao Idoso; Eixo 9: Integração com o SUS.

Como fruto de longas reflexões e debates é muito difícil eleger algum como ‘destaque especial", mas aponto dois destaques que acredito que podem ter um efeito a curto e médio prazo importante na percepção do consumidor, o que para mim, é bastante relevante: a) Dar poder ao consumidor. Isto é, dar informação para escolher, para cobrar o que está no contrato, para qualificar a operadora e o hospital que o atenderam e, b) Atacar de frente o problema na demora do atendimento a um paciente que necessite de um procedimento, uma internação, ou o que quer que seja.

Como cada ítem tem sido trabalhado?
Mauricio Ceschin: As equipes finalizaram a construção dos planos de ação para cada tema. Faremos divulgações internas e convidaremos os servidores que queiram participar dos planos de ação que procurem os responsáveis pelos mesmos.

Acertamos também que periodicamente será feita uma apresentação, por parte dos responsáveis por cada plano de ação, para os servidores que se interessarem pela evolução dos trabalhos.Concomitantemente, será feita a divulgação da Agenda Regulatória no nosso sítio e meios de comunicação.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saúde suplementar reduz reembolso ao SUS

Segundo as operadoras de saúde, lei que obriga o reembolso é inconstitucional

O ressarcimento feito pelas operadoras de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) caiu 31,7% entre 2007 e 2009, passando de R$8,23 milhões para R$5,62 milhões segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo.

As operadoras alegam que a lei que obriga os planos de saúde a reembolsarem o SUS, criada em 1998, é inconstitucional, uma vez que o direito de acesso à saúde é garantido pela constituição federa, sendo um direito de todos. Para evitar o pagamento ao governo as operadoras recorrem à justiça e estão movendo uma ação de inconstitucionalidade, ainda não julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No período de 2007 a 2009 os valores cobrados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - que não seriam necessariamente repassados ao SUS - sofreram uma redução de 80%, passando de R$ 64 milhões para R$ 12 milhões.

Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou, também, que nos últimos cinco anos, a ANS deixou de cobrar das organizações cerca de R$ 2,6 bilhões.

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

Reembolso ao SUS pela saúde privada é prioridade

Ministro da Saúde defende maior diálogo entre saúde suplementar e pública, inclusive no que se refere ao ressarcimento ao SUS

Consolidação do SUS, pedidos prioritários da presidente Dilma Rousseff, integração da saúde pública versus privada foram alguns dos assuntos comentados pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (28), durante café da manhã com representantes do setor de todas as esferas no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

"Vamos retomar o diálogo entre a saúde suplementar e a privada para concretizarmos ações complementares entre elas, inclusive o que é garantido por lei como o ressarcimento que tem que ser feito ao Sistema Único de Saúde (SUS)", disse Padilha.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Governador Siqueira Campos Lança a Obra do Hospital Geral de Araguaína

O hospital de Araguaína atenderá procedimentos de média e alta complexidade e será referência para o atendimento de toda a população da região Norte do Estado do Tocantins. A atorização da obra foi assinada no último dia 06 de janeiro pelo Governador Siqueira Campos.

A cidade de Araguaína é Pólo no Norte do Estado com um comércio bastante forte, além de ser uma das principais cidades do Tocantins no setor agropecuário, fazendo com que seja economicamente uma das principais na região.

Como se encontra geograficamente bem ao norte, o serviço de saúde oferecido em Araguaína acaba sendo procurado também por outros estados como Maranhão e Pará.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dirceu Raposo deixa a presidência da Anvisa

Após seis anos, mandato do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária chega ao fim

Nomeação para o segundo mandado de Dirceu Raposo aconteceu em janeiro de 2008

O mandato do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, terminou nesta última quarta-feira (05), segundo informou a Anvisa. Doutor em Análises Clínicas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), Raposo esteve durante seis anos como diretor da Agência, permanecendo à frente da presidência da Agência desde julho de 2005.

A nomeação para o segundo mandado de Dirceu Raposo aconteceu em janeiro de 2008, encerrando em 2011.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Padilha marca reunião para definir plano de trabalho do Ministério da Saúde

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Atendimento de qualidade na rede pública hospitalar e o combate ao crack e à dengue são algumas das prioridades que serão discutidas na próxima quarta-feira (10) durante a reunião do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com os técnicos do ministério. O encontro é para definir o plano de trabalho da pasta para os primeiros três meses do governo Dilma Rousseff.

Para conhecer de perto o problema da dengue, Padilha vai visitar o Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (7) – estado com risco de enfrentar uma epidemia da doença neste verão. O ministro irá participar, até fevereiro, de atividades de mobilização contra a doença no Amazonas, Acre, Espírito Santo, Ceará, Pará, em Tocantins e Goiás, caravana que já percorreu outros estados e foi iniciada pelo antecessor, José Gomes Temporão.

De acordo com último levantamento divulgado pelo ministério, 24 cidades correm risco de surto de dengue e 154 estão em alerta, incluindo 14 capitais (Salvador, Palmas, Belém, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória).

Alexandre Padilha esteve hoje (5) na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando pediu empenho dos servidores na erradicação da pobreza e na detecção e prevenção de casos de dengue – que aumentam nesta época do ano por conta das chuvas. Uma das atribuições da Funasa é levar saneamento básico e água tratada aos municípios com menos de 50 mil habitantes.


Edição: Aécio Amado

SUS pode pagar por reparação em mulheres agredidas

Segundo projeto de lei, hospitais e os centros de saúde deverão informar às vítimas de violência sobre esse direito à cirurgia gratuita


Projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a pagar por cirurgias plásticas de reparação em mulheres que têm sequelas de violência encontra-se na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta, apresentada pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ), receberá decisão terminativa - aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

De acordo com o projeto (PLC 112/09), os hospitais e os centros de saúde deverão informar às vítimas de violência sobre esse direito à reparação gratuita. Além disso, o texto estabelece que as mulheres sejam encaminhadas, se necessário, a serviços especializados para complementação diagnóstica ou tratamento.

Segundo informações da Agência Câmara, Mulim ressaltou que a maioria dos casos de agressão às mulheres acontece com quem não pode pagar uma cirurgia plástica reparadora. Para o autor, o procedimento cirúrgico é importante, uma vez que as mulheres agredidas têm sua integridade física comprometida, o que também afeta sua autoestima.

De acordo com a Sociedade Mundial de Vitimologia, o Brasil é o país em que as mulheres estão mais sujeitas à violência doméstica, entre 54 analisados.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).


FONTE: www.saudebusiness.com.br

Nova estatal ajudará na contratação de pessoas

por Agência Brasil
Paula Laboissière

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares terá como finalidade a prestação de serviços médico-hospitalares e laboratoriais

Uma das últimas medidas provisórias (MPs) assinadas pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) - uma alternativa para resolver problemas na contratação de trabalhadores em hospitais federais do País. Segundo o Ministério da Educação, ao qual a nova empresa é vinculada, atualmente, os hospitais universitários têm 70 mil servidores. Desse total, 22 mil não são do quadro.

De acordo com a MP 520/2010, publicada no dia 31 de dezembro, a empresa terá como finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Está prevista ainda a prestação, às instituições federais de ensino, de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, à aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública.

A EBSERH será uma sociedade anônima de direito privado e patrimônio próprio. Com sede em Brasília, a empresa poderá manter escritórios em outros estados, além de subsidiárias regionais.

Em discurso durante a cerimônia de posse, a presidenta Dilma Rousseff afirmou querer ser a pessoa que irá consolidar o SUS, "tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo". Dilma destacou ainda que vai acompanhar pessoalmente o desenvolvimento do setor.

HNSG recebe certificação de nível 3 da ONA

Hospital Nossa Senhora das Graças (Curitiba) comprova qualidade na assistência e segurança para os pacientes e profissionais


O Hospital Nossa Senhora das Graças acaba de receber a certificação de qualidade nível 3 de Acreditação Hospitalar. Após a avaliação da instituição acreditadora Instituto Paranaense de Acreditação em Serviços de Saúde (IPASS), o HNSG recebeu da Organização Nacional de Acreditação (ONA) a certificação de Hospital Acreditado com Excelência.

"O processo da qualidade apresenta benefícios para o paciente e a instituição, como por exemplo, qualidade na assistência e segurança para os pacientes e profissionais, racionalização de recursos, redução de riscos e melhoria contínua dos processos", disse a gerente de planejamento e qualidade do HNSG, Marcella Fernanda de Barros e Silva, em comunicado.

Processo certificação

Para obter a certificação de Hospital Acreditado nível 1, o HNSG comprovou: foco no cliente, gerenciamento dos riscos, identificação de fornecedores e clientes, melhoria continua na assistência ao paciente, trabalho em equipe e cooperação.

De acordo com o hospital, o nível 2 em Acreditado Pleno foi conquistado ao demonstrar cultura da qualidade, padronização de procedimentos e gerenciamento dos processos, aprimoramento de grupos de trabalho e auditorias internas para melhoria da metodologia e capacitação permanente da equipe.

SOCIEDADE BRASILEIRA BENEFICIENTE DE SP É REACREDITADA

ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação
No fim de 2010, a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que desenvolve ações integradas de assistência social, saúde, ensino e de pesquisa há 85 anos, foi reacreditada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência internacional acreditadora em saúde.

UNIDADE HOSPITAL SÃO JOSÉ É ACREDITADA PELO CBA


ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação

A Unidade Hospital São José, pertencente ao complexo hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos maiores da América Latina, recebeu o certificado de acreditação internacional do Consórcio Brasileiro de Acreditação em dezembro de 2010. O hospital conta com 111 leitos e trabalha com o conceito de atendimento humanizado. Suas UTI´s são individualizadas, proporcionando maior privacidade e conforto aos pacientes e seus familiares.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

GERENCIAMENTO DE MEDICAMENTOS: NORMAS QUE SALVAM VIDAS

Acreditação da JCI busca soluções que passam despercebidas pela ANVISA

Na última semana, o caso da menina Sthephanie dos Santos Teixeira, de apenas 12 anos, comoveu o país. Internada em um hospital de São Paulo, com dores abdominais, diarréia e vômito, teve injetada na veia vaselina, ao invés de soro fisiológico, o que ocasionou sua morte. Dias depois, na Bahia, um bebê recebeu vacina vencida em um posto de saúde. A mãe de Rafaela, de apenas 2 meses, conta que, ao conferir a caderneta onde consta o lacre da vacina, descobriu que o medicamento estava vencido desde outubro. A criança passou mal. Os dois casos elucidam a falta de cuidados e normas das instituições de saúde com uma das questões mais importantes da administração hospitalar: o gerenciamento de medicamentos.

"Acredito que esses dois eventos, assim como vários outros ocorridos no ano, servem para atentar à necessidade de uma melhoria contínua da qualidade hospitalar", afirma Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), único representante no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência do mundo em qualidade e segurança em saúde. Criado para aprimorar a qualidade hospitalar e promover um melhor atendimento ao paciente, o Manual Internacional de Acreditação da JCI trata o tema gerenciamento de medicamentos de uma forma bem abrangente, criando normas e itens até então ignorados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Segundo Maria Manuela, um dos itens cruciais para se evitar a troca de medicamentos é o treinamento de pessoal. Ela frisa que jornadas de trabalho extenuantes e contrárias às leis trabalhistas (que determinam uma carga horária máxima de 8 horas de trabalho diário) são extremamente prejudiciais à concentração do profissional de saúde, que fica mais suscetível a cometer erros. "Sabemos que a maior parte dos erros são cometidos nos últimos momentos da jornada de trabalho. As empresas não podem permitir que os funcionários emendem plantões em vários hospitais ou que dobrem suas escalas. Além disso, elas também devem investir em treinamento continuado e de supervisão eficiente", diz.

Outro ponto extremamente importante é a organização dos medicamentos, tanto no que diz respeito às embalagens, quanto à disposição das mesmas nas prateleiras, armários e gavetas. De acordo com a superintendente do CBA, muitas unidades de saúde deixam seus medicamentos em embalagens parecidas em locais favoráveis à mistura de componentes diferentes. "Todos os medicamentos que chegam a um hospital devem passar por uma checagem e, posteriormente, devem ser embalados e etiquetados de maneira a não serem confundidos. As identificações devem ser feitas em letras grandes e visíveis", destaca ela.

O capítulo de gerenciamento de medicamentos do Manual Internacional de Acreditação da JCI fala também sobre acondicionamento, recomendando a manutenção da medicação em uma farmácia ou almoxarifado reservado somente para isso. "Substâncias que dependem de refrigeração, têm de estar estocadas sempre na temperatura correta. Nem um grau a mais, nem um grau menos", reforça Maria Manuela, que lembra que as normas propostas pelo capítulo atentam também para um correto descarte dos medicamentos.


ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Código do Consumidor não se aplica aos médicos"

por CFM
06/12/2010


CFM defende que o tema jurídico que deve prevalecer na relação médico-paciente deve ser o Código Civil e não o de Defesa do Consumidor

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d"Avila, defendeu que não se deve aplicar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ao médico por não se tratar de uma relação comercial de consumo. "O paciente não é consumidor. O CDC age em defesa do paciente, não regulando inteiramente a responsabilidade médica e não tem referencia expressa ao serviço prestado pelo médico". A opinião foi dada na sexta-feira (3) durante o I Congresso Brasileiro de Direito Médico do CFM, realizado em Brasília.

A posição também foi defendida por Márcia Fernandes, professora da Faculdade de Direito Uniritter e pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Bioética e Ética em Ciência. "Entendo que o tema jurídico que deve prevalecer na relação médico-paciente tem que ser o Código Civil e não o CDC. Aqui não há uma relação consumeirista presente".

A pesquisadora ainda lembrou da importância do prontuário médico. "É uma ferramenta reconhecida que comprova as ações cuidadosas do profissional como o tempo de consulta, os procedimentos adotados e, também, as solicitações de exames. É um resguardo para médicos e pacientes", enalteceu Fernandes.

Danos - A tarde da sexta-feira também recebeu o painel: Os limites da responsabilidade médica: como os juízes fazem contas e calculam danos e antecipam tutelas.

O desembargador Francisco Tenório apontou que a falta de qualidade e condições mínimas das faculdades de Medicina aumentam o número de erros médicos. "A comunidade médica precisa se unir, as autoridades públicas tem culpa ao autorizar estas faculdades sem as mínimas condições. A sociedade quem perde".

O conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Antonio Carlos Roselli, apontou que os limites são estabelecidos como consequência do ato da pratica médica.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Construção sustentável: sinônimo de preservação ambiental e economia administrativa


Por: Cristina Miguez
SB Comunicação



Construção sustentável: sinônimo de preservação ambiental e economia administrativa
No dia 14 de dezembro, o Consórcio Brasileiro de Acreditação promove a palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que tem como foco a sustentabilidade em hospitais. Para falar sobre a importância da sustentabilidade na construção civil, arquitetura hospitalar sustentável, a certificação LEED, as barreiras do mercado e o cenário ideal, o CBA convidou o arquiteto Arthur Brito e o engenheiro Marcos Casado, que apresentarão estudos de caso do Green Building Council Brasil (GBCB), entre eles, o do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, maior edifício de saúde, do mundo, a obter a certificação LEED GOLD.

Arthur Brito que é diretor de projetos da Kahn do Brasil e atou como principal planejador hospitalar para o Plano Diretor do Hospital Israelita Albert Einstein, assegura que a certificação LEED reduz significativamente o consumo de eletricidade e de água potável. “No caso do Hospital Albert Einstein, a redução no consumo de água chegou a 35% e de energia a 15%. Isto, além de um benefício para a sociedade, representa uma economia constante para o hospital”, pondera o arquiteto, que é professor do curso Aplicação de Ferramentas de Certificação Green Building para Empreendimentos Existentes.

Gerente técnico do GBCB e coordenador dos cursos de pós-graduação da instituição, Marcos Casado, ressalta que a certificação LEED exige alta eficiência energética, uso racional da água, qualidade ambiental interna, espaços sustentáveis com boa infraestrutura urbana e tecnologias ecologicamente apropriadas. Em contrapartida, destaca os benefícios na Construção Sustentável: “Temos a redução do consumo de água entre 30 e 50%, de energia, entre 20 e 30%, resíduos desviados de aterro, de 70 a 90%, e a redução de CO2 em torno de 30%. Para implantação deste conceito há um investimento maior, em torno de 2 a 7%, com uma redução do custo operacional entre 8 e 9%, o que justifica esse investimento inicial maior.”

No entanto, Brito alerta que o momento da decisão pela certificação é um fator importante para a gestão de custos. Segundo ele, o quanto antes a instituição optar por um projeto de edifício novo ou grande reforma, mais simples será sua conquista. “Se o LEED é uma opção desde o momento da escolha do terreno, antes do início dos projetos de arquitetura e engenharia, o atendimento aos seus requisitos pode ser feito sem adição de custo à obra e com enorme potencial de redução dos custos operacionais do hospital. Já se a decisão é tomada com projetos prontos, ou obra iniciada, o desafio é enorme”, assiná-la. Especialista em administração hospitalar e em sistemas de saúde, Arthur afirma ainda que a familiaridade com o processo de acreditação da JCI/CBA pode beneficiar um hospital a conquistar uma certificação LEED. “A experiência com o Hospital Israelita Albert Einstein demonstrou que a disciplina e prática documental requeridas pela acreditação JCI auxiliam no atendimento ao processo de certificação LEED.”

A palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que acontece às 14h do dia 14 de dezembro, no auditório da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, é voltada para engenheiros, arquitetos, profissionais e técnicos de saúde, e pessoas envolvidas com a proteção ao meio ambiente e a sustentabilidade. Para participar, basta doar uma lata de leite em pó ou um pacote de fraldas descartáveis nos tamanhos M ou G. As doações serão enviadas a uma instituição social para crianças. As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo e-mail eventos@cbacred.org.br. Mais informações através dos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8240.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cabral diz que secretário Sérgio Côrtes deverá ser ministro da Saúde de Dilma


Rio de Janeiro – O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje (30) que o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, deverá ser ministro da Saúde no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff. Ele afirmou que conversou “longamente” com Dilma ontem (29), em Brasília, e que um dos assuntos abordados foi a possibilidade de convidar Côrtes para o cargo.

“Ela foi muito enfática, na campanha, na admiração do trabalho que realizamos aqui na área da saúde pública. E o Sérgio Côrtes, provavelmente, será o próximo ministro da Saúde. Para nós, é uma honra. Já foi feito um convite. Eu já o consultei, e ele aceitou. Mas é evidente que ele vai ter que sentar com a presidenta e conversar”, disse Cabral, durante a inauguração da 13ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no Morro dos Macacos, zona norte da cidade.

O governador informou que a atual subsecretária executiva, Monique Fazzi, substituirá Côrtes no comando da pasta.

Segundo o governador, a presidenta eleita prometeu grandes investimentos no Rio de Janeiro, por meio de obras da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no estado.

Edição: Nádia Franco//A matéria foi ampliada