sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dirceu Raposo deixa a presidência da Anvisa

Após seis anos, mandato do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária chega ao fim

Nomeação para o segundo mandado de Dirceu Raposo aconteceu em janeiro de 2008

O mandato do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, terminou nesta última quarta-feira (05), segundo informou a Anvisa. Doutor em Análises Clínicas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), Raposo esteve durante seis anos como diretor da Agência, permanecendo à frente da presidência da Agência desde julho de 2005.

A nomeação para o segundo mandado de Dirceu Raposo aconteceu em janeiro de 2008, encerrando em 2011.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Padilha marca reunião para definir plano de trabalho do Ministério da Saúde

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Atendimento de qualidade na rede pública hospitalar e o combate ao crack e à dengue são algumas das prioridades que serão discutidas na próxima quarta-feira (10) durante a reunião do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com os técnicos do ministério. O encontro é para definir o plano de trabalho da pasta para os primeiros três meses do governo Dilma Rousseff.

Para conhecer de perto o problema da dengue, Padilha vai visitar o Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (7) – estado com risco de enfrentar uma epidemia da doença neste verão. O ministro irá participar, até fevereiro, de atividades de mobilização contra a doença no Amazonas, Acre, Espírito Santo, Ceará, Pará, em Tocantins e Goiás, caravana que já percorreu outros estados e foi iniciada pelo antecessor, José Gomes Temporão.

De acordo com último levantamento divulgado pelo ministério, 24 cidades correm risco de surto de dengue e 154 estão em alerta, incluindo 14 capitais (Salvador, Palmas, Belém, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória).

Alexandre Padilha esteve hoje (5) na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando pediu empenho dos servidores na erradicação da pobreza e na detecção e prevenção de casos de dengue – que aumentam nesta época do ano por conta das chuvas. Uma das atribuições da Funasa é levar saneamento básico e água tratada aos municípios com menos de 50 mil habitantes.


Edição: Aécio Amado

SUS pode pagar por reparação em mulheres agredidas

Segundo projeto de lei, hospitais e os centros de saúde deverão informar às vítimas de violência sobre esse direito à cirurgia gratuita


Projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a pagar por cirurgias plásticas de reparação em mulheres que têm sequelas de violência encontra-se na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta, apresentada pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ), receberá decisão terminativa - aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

De acordo com o projeto (PLC 112/09), os hospitais e os centros de saúde deverão informar às vítimas de violência sobre esse direito à reparação gratuita. Além disso, o texto estabelece que as mulheres sejam encaminhadas, se necessário, a serviços especializados para complementação diagnóstica ou tratamento.

Segundo informações da Agência Câmara, Mulim ressaltou que a maioria dos casos de agressão às mulheres acontece com quem não pode pagar uma cirurgia plástica reparadora. Para o autor, o procedimento cirúrgico é importante, uma vez que as mulheres agredidas têm sua integridade física comprometida, o que também afeta sua autoestima.

De acordo com a Sociedade Mundial de Vitimologia, o Brasil é o país em que as mulheres estão mais sujeitas à violência doméstica, entre 54 analisados.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).


FONTE: www.saudebusiness.com.br

Nova estatal ajudará na contratação de pessoas

por Agência Brasil
Paula Laboissière

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares terá como finalidade a prestação de serviços médico-hospitalares e laboratoriais

Uma das últimas medidas provisórias (MPs) assinadas pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) - uma alternativa para resolver problemas na contratação de trabalhadores em hospitais federais do País. Segundo o Ministério da Educação, ao qual a nova empresa é vinculada, atualmente, os hospitais universitários têm 70 mil servidores. Desse total, 22 mil não são do quadro.

De acordo com a MP 520/2010, publicada no dia 31 de dezembro, a empresa terá como finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Está prevista ainda a prestação, às instituições federais de ensino, de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, à aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública.

A EBSERH será uma sociedade anônima de direito privado e patrimônio próprio. Com sede em Brasília, a empresa poderá manter escritórios em outros estados, além de subsidiárias regionais.

Em discurso durante a cerimônia de posse, a presidenta Dilma Rousseff afirmou querer ser a pessoa que irá consolidar o SUS, "tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo". Dilma destacou ainda que vai acompanhar pessoalmente o desenvolvimento do setor.

HNSG recebe certificação de nível 3 da ONA

Hospital Nossa Senhora das Graças (Curitiba) comprova qualidade na assistência e segurança para os pacientes e profissionais


O Hospital Nossa Senhora das Graças acaba de receber a certificação de qualidade nível 3 de Acreditação Hospitalar. Após a avaliação da instituição acreditadora Instituto Paranaense de Acreditação em Serviços de Saúde (IPASS), o HNSG recebeu da Organização Nacional de Acreditação (ONA) a certificação de Hospital Acreditado com Excelência.

"O processo da qualidade apresenta benefícios para o paciente e a instituição, como por exemplo, qualidade na assistência e segurança para os pacientes e profissionais, racionalização de recursos, redução de riscos e melhoria contínua dos processos", disse a gerente de planejamento e qualidade do HNSG, Marcella Fernanda de Barros e Silva, em comunicado.

Processo certificação

Para obter a certificação de Hospital Acreditado nível 1, o HNSG comprovou: foco no cliente, gerenciamento dos riscos, identificação de fornecedores e clientes, melhoria continua na assistência ao paciente, trabalho em equipe e cooperação.

De acordo com o hospital, o nível 2 em Acreditado Pleno foi conquistado ao demonstrar cultura da qualidade, padronização de procedimentos e gerenciamento dos processos, aprimoramento de grupos de trabalho e auditorias internas para melhoria da metodologia e capacitação permanente da equipe.

SOCIEDADE BRASILEIRA BENEFICIENTE DE SP É REACREDITADA

ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação
No fim de 2010, a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que desenvolve ações integradas de assistência social, saúde, ensino e de pesquisa há 85 anos, foi reacreditada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência internacional acreditadora em saúde.

UNIDADE HOSPITAL SÃO JOSÉ É ACREDITADA PELO CBA


ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação

A Unidade Hospital São José, pertencente ao complexo hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos maiores da América Latina, recebeu o certificado de acreditação internacional do Consórcio Brasileiro de Acreditação em dezembro de 2010. O hospital conta com 111 leitos e trabalha com o conceito de atendimento humanizado. Suas UTI´s são individualizadas, proporcionando maior privacidade e conforto aos pacientes e seus familiares.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

GERENCIAMENTO DE MEDICAMENTOS: NORMAS QUE SALVAM VIDAS

Acreditação da JCI busca soluções que passam despercebidas pela ANVISA

Na última semana, o caso da menina Sthephanie dos Santos Teixeira, de apenas 12 anos, comoveu o país. Internada em um hospital de São Paulo, com dores abdominais, diarréia e vômito, teve injetada na veia vaselina, ao invés de soro fisiológico, o que ocasionou sua morte. Dias depois, na Bahia, um bebê recebeu vacina vencida em um posto de saúde. A mãe de Rafaela, de apenas 2 meses, conta que, ao conferir a caderneta onde consta o lacre da vacina, descobriu que o medicamento estava vencido desde outubro. A criança passou mal. Os dois casos elucidam a falta de cuidados e normas das instituições de saúde com uma das questões mais importantes da administração hospitalar: o gerenciamento de medicamentos.

"Acredito que esses dois eventos, assim como vários outros ocorridos no ano, servem para atentar à necessidade de uma melhoria contínua da qualidade hospitalar", afirma Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), único representante no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência do mundo em qualidade e segurança em saúde. Criado para aprimorar a qualidade hospitalar e promover um melhor atendimento ao paciente, o Manual Internacional de Acreditação da JCI trata o tema gerenciamento de medicamentos de uma forma bem abrangente, criando normas e itens até então ignorados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Segundo Maria Manuela, um dos itens cruciais para se evitar a troca de medicamentos é o treinamento de pessoal. Ela frisa que jornadas de trabalho extenuantes e contrárias às leis trabalhistas (que determinam uma carga horária máxima de 8 horas de trabalho diário) são extremamente prejudiciais à concentração do profissional de saúde, que fica mais suscetível a cometer erros. "Sabemos que a maior parte dos erros são cometidos nos últimos momentos da jornada de trabalho. As empresas não podem permitir que os funcionários emendem plantões em vários hospitais ou que dobrem suas escalas. Além disso, elas também devem investir em treinamento continuado e de supervisão eficiente", diz.

Outro ponto extremamente importante é a organização dos medicamentos, tanto no que diz respeito às embalagens, quanto à disposição das mesmas nas prateleiras, armários e gavetas. De acordo com a superintendente do CBA, muitas unidades de saúde deixam seus medicamentos em embalagens parecidas em locais favoráveis à mistura de componentes diferentes. "Todos os medicamentos que chegam a um hospital devem passar por uma checagem e, posteriormente, devem ser embalados e etiquetados de maneira a não serem confundidos. As identificações devem ser feitas em letras grandes e visíveis", destaca ela.

O capítulo de gerenciamento de medicamentos do Manual Internacional de Acreditação da JCI fala também sobre acondicionamento, recomendando a manutenção da medicação em uma farmácia ou almoxarifado reservado somente para isso. "Substâncias que dependem de refrigeração, têm de estar estocadas sempre na temperatura correta. Nem um grau a mais, nem um grau menos", reforça Maria Manuela, que lembra que as normas propostas pelo capítulo atentam também para um correto descarte dos medicamentos.


ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Código do Consumidor não se aplica aos médicos"

por CFM
06/12/2010


CFM defende que o tema jurídico que deve prevalecer na relação médico-paciente deve ser o Código Civil e não o de Defesa do Consumidor

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d"Avila, defendeu que não se deve aplicar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ao médico por não se tratar de uma relação comercial de consumo. "O paciente não é consumidor. O CDC age em defesa do paciente, não regulando inteiramente a responsabilidade médica e não tem referencia expressa ao serviço prestado pelo médico". A opinião foi dada na sexta-feira (3) durante o I Congresso Brasileiro de Direito Médico do CFM, realizado em Brasília.

A posição também foi defendida por Márcia Fernandes, professora da Faculdade de Direito Uniritter e pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Bioética e Ética em Ciência. "Entendo que o tema jurídico que deve prevalecer na relação médico-paciente tem que ser o Código Civil e não o CDC. Aqui não há uma relação consumeirista presente".

A pesquisadora ainda lembrou da importância do prontuário médico. "É uma ferramenta reconhecida que comprova as ações cuidadosas do profissional como o tempo de consulta, os procedimentos adotados e, também, as solicitações de exames. É um resguardo para médicos e pacientes", enalteceu Fernandes.

Danos - A tarde da sexta-feira também recebeu o painel: Os limites da responsabilidade médica: como os juízes fazem contas e calculam danos e antecipam tutelas.

O desembargador Francisco Tenório apontou que a falta de qualidade e condições mínimas das faculdades de Medicina aumentam o número de erros médicos. "A comunidade médica precisa se unir, as autoridades públicas tem culpa ao autorizar estas faculdades sem as mínimas condições. A sociedade quem perde".

O conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Antonio Carlos Roselli, apontou que os limites são estabelecidos como consequência do ato da pratica médica.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Construção sustentável: sinônimo de preservação ambiental e economia administrativa


Por: Cristina Miguez
SB Comunicação



Construção sustentável: sinônimo de preservação ambiental e economia administrativa
No dia 14 de dezembro, o Consórcio Brasileiro de Acreditação promove a palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que tem como foco a sustentabilidade em hospitais. Para falar sobre a importância da sustentabilidade na construção civil, arquitetura hospitalar sustentável, a certificação LEED, as barreiras do mercado e o cenário ideal, o CBA convidou o arquiteto Arthur Brito e o engenheiro Marcos Casado, que apresentarão estudos de caso do Green Building Council Brasil (GBCB), entre eles, o do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, maior edifício de saúde, do mundo, a obter a certificação LEED GOLD.

Arthur Brito que é diretor de projetos da Kahn do Brasil e atou como principal planejador hospitalar para o Plano Diretor do Hospital Israelita Albert Einstein, assegura que a certificação LEED reduz significativamente o consumo de eletricidade e de água potável. “No caso do Hospital Albert Einstein, a redução no consumo de água chegou a 35% e de energia a 15%. Isto, além de um benefício para a sociedade, representa uma economia constante para o hospital”, pondera o arquiteto, que é professor do curso Aplicação de Ferramentas de Certificação Green Building para Empreendimentos Existentes.

Gerente técnico do GBCB e coordenador dos cursos de pós-graduação da instituição, Marcos Casado, ressalta que a certificação LEED exige alta eficiência energética, uso racional da água, qualidade ambiental interna, espaços sustentáveis com boa infraestrutura urbana e tecnologias ecologicamente apropriadas. Em contrapartida, destaca os benefícios na Construção Sustentável: “Temos a redução do consumo de água entre 30 e 50%, de energia, entre 20 e 30%, resíduos desviados de aterro, de 70 a 90%, e a redução de CO2 em torno de 30%. Para implantação deste conceito há um investimento maior, em torno de 2 a 7%, com uma redução do custo operacional entre 8 e 9%, o que justifica esse investimento inicial maior.”

No entanto, Brito alerta que o momento da decisão pela certificação é um fator importante para a gestão de custos. Segundo ele, o quanto antes a instituição optar por um projeto de edifício novo ou grande reforma, mais simples será sua conquista. “Se o LEED é uma opção desde o momento da escolha do terreno, antes do início dos projetos de arquitetura e engenharia, o atendimento aos seus requisitos pode ser feito sem adição de custo à obra e com enorme potencial de redução dos custos operacionais do hospital. Já se a decisão é tomada com projetos prontos, ou obra iniciada, o desafio é enorme”, assiná-la. Especialista em administração hospitalar e em sistemas de saúde, Arthur afirma ainda que a familiaridade com o processo de acreditação da JCI/CBA pode beneficiar um hospital a conquistar uma certificação LEED. “A experiência com o Hospital Israelita Albert Einstein demonstrou que a disciplina e prática documental requeridas pela acreditação JCI auxiliam no atendimento ao processo de certificação LEED.”

A palestra Construção Sustentável e Empreendimentos Hospitalares, que acontece às 14h do dia 14 de dezembro, no auditório da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, é voltada para engenheiros, arquitetos, profissionais e técnicos de saúde, e pessoas envolvidas com a proteção ao meio ambiente e a sustentabilidade. Para participar, basta doar uma lata de leite em pó ou um pacote de fraldas descartáveis nos tamanhos M ou G. As doações serão enviadas a uma instituição social para crianças. As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo e-mail eventos@cbacred.org.br. Mais informações através dos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8240.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cabral diz que secretário Sérgio Côrtes deverá ser ministro da Saúde de Dilma


Rio de Janeiro – O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje (30) que o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, deverá ser ministro da Saúde no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff. Ele afirmou que conversou “longamente” com Dilma ontem (29), em Brasília, e que um dos assuntos abordados foi a possibilidade de convidar Côrtes para o cargo.

“Ela foi muito enfática, na campanha, na admiração do trabalho que realizamos aqui na área da saúde pública. E o Sérgio Côrtes, provavelmente, será o próximo ministro da Saúde. Para nós, é uma honra. Já foi feito um convite. Eu já o consultei, e ele aceitou. Mas é evidente que ele vai ter que sentar com a presidenta e conversar”, disse Cabral, durante a inauguração da 13ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no Morro dos Macacos, zona norte da cidade.

O governador informou que a atual subsecretária executiva, Monique Fazzi, substituirá Côrtes no comando da pasta.

Segundo o governador, a presidenta eleita prometeu grandes investimentos no Rio de Janeiro, por meio de obras da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no estado.

Edição: Nádia Franco//A matéria foi ampliada


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Norte tem maior crescimento relativo de vagas de nível superior em unidades de saúde

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A oferta de postos de trabalho de nível superior nos estabelecimentos de saúde cresceu 27,0% entre 2005 e 2009, ao passar de 870,4 mil para 1,1 milhão. Embora mais da metade dessas vagas tenham sido ofertadas na Região Sudeste (51,5%), o maior crescimento relativo foi observado no Norte (42%). A maior proporção de profissionais com nível superior é de médicos (57,8%), seguidos pelos enfermeiros (14,7%).

A constatação é da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país, a partir da investigação dos estabelecimentos do setor, públicos e privados, com ou sem internação.

O levantamento aponta que o país ainda encontra forte concentração de postos de trabalho médicos nas capitais, numa realidade que não acompanha, na mesma proporção, a distribuição populacional. Enquanto respondiam, em 2009, por 23,7% da população, as capitais concentravam 40,2% do total de postos de trabalho médicos.

Com isso, o estudo revela uma proporção de 5,6 desses postos por mil habitantes nas capitais e de 2,6 postos para cada mil habitantes nos demais municípios do país. A concentração é mais intensa no Sul, cujas capitais têm média de 7,8 postos por mil habitantes e os demais municípios, 2,8.

A média para o país foi de 3,3 vagas por mil habitantes. O Sudeste apresenta a relação mais elevada, com 4,3 a cada mil habitantes, contra 2,3 no Nordeste e 1,0 no Norte. Entre as unidades da Federação, o Maranhão registrou o pior resultado desse indicador, com 1,3 posto médico para cada mil habitantes, seguido pelo Pará (1,7) e pelo Ceará (1,8).

Segundo o estudo, as principais áreas de atuação dos médicos nos estabelecimentos de saúde são: clínico geral (16,7%), pediatria (10,0%), gineco-obstetra (9,5%) e médico de saúde da família (6,3%). Além disso, eles estão empregados principalmente no setor privado, especialmente nas regiões Sudeste (58,5%), Sul (64,4%) e Centro-Oeste (54,9%). Já nas regiões menos desenvolvidas, o setor público responde pela maior parte dos postos de trabalho médicos, sendo 62,2%, no Norte, e 54,1% no Nordeste.

Edição: Juliana Andrade

Fora do Brasil “Mais 18 mil utentes* entopem Urgências”

(*utentes = a pessoas que utilizam os serviços públicos)

Mais 18 203 pessoas acorreram ao Serviço de Urgência do novo Hospital de Cascais entre Março e Setembro de 2010 do que em igual período de 2008, quando a unidade estava nas antigas instalações. Ou seja, em dois anos, a procura das Urgências aumentou 3033 utentes por mês, 101 por dia

Este aumento do número de doentes é a justificação dada ao CM pela administração hospitalar para explicar a situação de ruptura que é vivida no Serviço de Urgência. O Hospital de Cascais, público com gestão privada, foi inaugurado em Fevereiro. Mas, passados poucos meses, as Urgências já estão congestionadas e há doentes acamados nos corredores, o que tem motivado protestos de pacientes e familiares.

"A responsabilidade de toda esta situação não é nossa", diz João Varandas, director clínico do Hospital de Cascais. O responsável acredita que será aprovada a criação de mais um piso para internamento. O novo hospital cascalense substituiu três unidades: o antigo hospital, o centro oncológico e o Hospital Ortopédico da Parede.

A sobrelotação do hospital levou o Bloco de Esquerda a requerer, na semana passada, a presença de Manuel Pizarro, secretário de Estado Adjunto e da Saúde no Parlamento para apurar as razões e as responsabilidades do problema.

A direcção clínica do Hospital de Cascais já reuniu, no início do mês, com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para encontrar uma solução, que passa pelo reforço do número de camas.

A ARSLVT aprovou o aumento dos internamentos de Psiquiatria e Ginecologia. Na Psiquiatria, vão ser aumentados os internamentos até dez doentes e transformados dois quartos individuais em duplos. No serviço de Ginecologia, 19 quartos individuais vão passar a duplos, o que permitirá internar o dobro do número de doentes com patologia cirúrgica mamária, abdominal e pélvica.

Fonte: www.cmjornal.xl.pt

Apesar de desigualdades regionais, aumenta oferta de equipamentos hospitalares no país

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Embora o Brasil ainda registre desigualdades regionais na oferta de equipamentos hospitalares, como mamógrafos, tomógrafos e ultrassom, a disponibilidade desses aparelhos aumentou em todo o país entre os anos de 2005 e 2009. Na Região Norte, por exemplo, onde a oferta geral de equipamentos é menor do que no resto do país, o número de mamógrafos por 100 mil habitantes passou de 0,8 em 2005 para 1,1 em 2009. Esse aumento representa um crescimento anual de 7% entre 2005 e 2009, superior à média nacional para o mesmo período, de 5,3%.

Os dados são da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso do procedimento de ressonância magnética, o número de estabelecimentos que oferecem o serviço em todo o país mais que dobrou no período, tendo passado de 415 para 848 unidades de saúde, um crescimento de 118,4%.

Para os aparelhos de ultrassom, o maior aumento anual (7,7%) ocorreu na Região Sul, onde foi registrado 11 aparelhos por 100 mil habitantes, índice também superior à média do país, que foi de 10,1. Na Região Norte, o indicador foi de 6,9; na Região Nordeste, de 8,5 e na Sudeste, de 11,1 pelo mesmo grupo de habitantes.

Já em relação aos equipamentos de hemodiálise, a oferta verificada por de 9,8 por 100 mil habitantes para o conjunto do país. A Região Nordeste foi a que apresentou o maior aumento (9,2% ao ano), tendo alcançado 7,6 aparelhos por 100 mil habitantes. O estudo destaca ainda que desses equipamentos, apenas um em cada dez pertence ao setor público, cabendo às unidades privadas financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 83% das máquinas.

Por outro lado, os aparelhos de raio x tiveram queda anual na oferta por 100 mil habitantes nas regiões Centro-Oeste e Sul. Já na Região Norte, o número de equipamentos por esse grupo de habitantes teve aumento anual de 1,9% e passou de 5,8, em 2005, para 6,3 em 2009.

Edição: Talita Cavalcante

Gastos com saúde levam 100 milhões de pessoas à pobreza a cada ano, segundo OMS

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que 100 milhões de pessoas caem na pobreza a cada ano por causa de gastos com serviços de saúde. O dado consta em relatório da OMS divulgado hoje (22), em Genebra.

A OMS alerta que os países, ricos ou pobres, devem ajustar o financiamento da saúde para oferecer atendimento a toda a população. A organização sugere novas taxas em produtos e transações financeiras como formas de arrecadar mais recursos para o setor.

De acordo com a OMS, se 22 nações emergentes aumentarem em 50% os impostos incidentes sobre o tabaco, conseguirão arrecadar US$ 1,42 bilhão para a saúde. A Índia, por exemplo, teria US$ 370 milhões por ano com uma taxa de apenas 0,005% sobre as transações financeiras estrangeiras.

Segundo a OMS, há desperdício de 20% a 40% dos recursos do setor. O relatório prevê que são necessários US$ 44 por pessoa para oferecer cuidados com a saúde de qualidade nos países em desenvolvimento. Atualmente, 31 países gastam menos de US$ 35per capita com saúde.

A OMS cita o Brasil entre os países que têm caminhado, nas últimas décadas, para o atendimento universal, ao lado do Chile, México e da China.


Edição: João Carlos Rodrigues

Dilma quer perfil técnico para a Saúde

Presidente almoçou com 26 médicos na tarde do último sábado depois de fazer um check up no Sírio-Libânes

Em almoço com 26 médicos na tarde do último sábado (20), em São Paulo, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) disse que "não abre mão" de um ministro com perfil técnico para ocupar a pasta da Saúde, segundo o relato de alguns convidados. As informações são da Agência Estado.
O encontro foi promovido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho em sua residência, nos Jardins, área nobre da capital paulista, depois que Dilma se submeteu a um check-up no hospital Sírio-Libanês. Kalil Filho, médico da petista, negou ter sido convidado para o ministério.

De acordo com relatos dos convidados, a presidente eleita debateu, acompanhada do deputado Antonio Palocci (PT-SP), coordenador de sua equipe de transição, formas de financiamento e gestão da saúde pública.

Dilma busca uma maneira de repor recursos para a área, já que, com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), o governo federal perdeu uma receita anual de R$ 40 bilhões. Uma das ideias em estudo é criar um novo imposto, como a Contribuição Social para a Saúde (CSS).

O almoço com a classe médica é a segunda reunião temática de Dilma no período da transição. A primeira, realizada na semana passada, teve como eixo a erradicação da miséria no País.

Teto financeiro inviabiliza maior atendimento via SUS

Para presidente da Santa Casa de Palmital, a queda deve-se ao déficit na remuneração oferecida pelo Estado aos hospitais beneficentes


"Temos capacidade para atender o dobro de pacientes pelo SUS do que atendemos atualmente, mas é inviável por conta do teto financeiro que nos é estabelecido", explicou, em comunicado, o presidente da Santa Casa de Palmital, Edson Rogatti.

De acordo com um comunicado da Federação dos Hospitais e Casas Beneficentes de São Paulo (Fehosp), a pesquisa divulgada na última sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) deflagra as consequências de uma realidade enfrentada há anos pelas Santas Sasas e Hospitais Beneficentes. Segundo o levantamento, o país perdeu 11.214 leitos para internação entre 2005 e o ano passado. Além disso, a oferta de leitos privados ao SUS teve redução de 12% no mesmo período.

Confira a análise da Fehosp referente ao estudo do IBGE na íntegra:
Entre outros motivos, a queda pode ser relacionada ao déficit na remuneração oferecida pelo Estado aos hospitais beneficentes no atendimento dos pacientes da rede pública. Pelas regras, essas unidades prestam assistência gratuita à população e são ressarcidas posteriormente pelo Governo. O repasse é feito considerando uma tabela de procedimentos do SUS que estipula o valor de cada intervenção médica. "O problema é que essa tabela está desatualizada e há muito tempo não recebe as correções necessárias", afirma José Reinaldo de Oliveira Júnior, presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes de São Paulo).

De acordo com as instituições, o déficit atual é de, em média, 40%, ou seja, para cada R$ 100,00 empregados no atendimento gratuito, as unidades beneficentes recebem de volta R$ 60,00. "É uma distorção que, prolongada e sem solução, produziu uma dívida que as entidades não conseguem mais suportar", alerta o presidente da Fehosp. Segundo ele, vários hospitais já fecharam e existe uma tendência, entre os gestores em diminuir a parcela de atendimento ao SUS. Em parte isso explica a redução de leitos privados detectada pela pesquisa do IBGE.

A Santa Casa de Misericórdia de Palmital, no interior de São Paulo, por exemplo, que conta com 68 leitos, sendo 44 para a rede pública, atende mensalmente pelo SUS cerca de 2.740 consultas e 130 internações. "Temos capacidade para atender o dobro do que atendemos atualmente, mas é inviável por conta do teto financeiro que nos é estabelecido. Para tudo que for feito acima do teto, não há remuneração, aumentando o nosso déficit operacional", explica Edson Rogatti, presidente da Santa Casa de Palmital. Mesmo operando abaixo de sua capacidade, a instituição soma mais de 800 mil reais em dívidas bancárias. "Apesar da importância estratégica para o SUS, não existe ainda uma política de recursos financeiros que assegure a continuidade dessa prestação com gestão, qualidade e resolutividade", acrescenta Rogatti.

Já a Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, que conta com 303 leitos e é o único hospital SUS que atende alta e grande parte da média complexidade para 22 municípios da região (cerca de 700 mil habitantes), convive com um endividamento de mais de 42 milhões de reais. O hospital tem 92% da taxa de ocupação pelo SUS, superando a capacidade disponibilizada para o sistema que, por lei, deve ser de no mínimo 60%. Atualmente são mais de 63 mil atendimentos ambulatoriais, 300 partos e 1.575 internações mensais. "Esses dados colocam a Santa Casa de Franca como um dos dez hospitais do estado de São Paulo que mais internam para o SUS", comenta José Candido Chimionato, presidente da instituição.

Apesar das dificuldades, as Santas Casas e Hospitais Beneficentes ainda são importantes parceiros do Estado na oferta de assistência para a população. Anualmente, realizam mais de 185 milhões de atendimentos ambulatoriais em pacientes da rede pública, grande parte deles procedimentos complexos e escassos na rede pública, e mantêm 1/3 dos leitos hospitalares do país. "Também é preciso considerar que em grande parte das cidades do interior as Santas Casas são o principal, e muitas vezes o único, recurso de saúde para a população", lembra José Reinaldo.

Para o presidente da Fehosp, diante deste cenário, a prioridade é mobilizar o Congresso para a regulamentação da Emenda Constitucional 29. Com a indefinição atual em torno da lei, aponta, metade dos Estados deixam investir o montante determinado em saúde e mesmo nas regiões que oficialmente cumprem a regra não há a garantia de que os recursos sejam realmente empregados no atendimento à população. "Isso porque não está definido claramente o que são serviços de saúde. Essa lacuna permite que dinheiro que deveria ir para hospitais seja utilizado, por exemplo, para obras de saneamento básico ou projetos sociais", explica. "A regulamentação da EC 29 é a saída para evitarmos o colapso das Santas Casas e Hospitais Beneficentes", acrescenta José Reinaldo.

Queda no número de leitos em hospitais segue tendência mundial, diz ministério

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A redução no número de leitos hospitalares por habitante segue uma tendência mundial, informou o Ministério da Saúde. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (19), constatou que o número de leitos para internação caiu de 2,4 para 2,3 por mil habitantes, de 2005 a 2009 , ficando abaixo do recomendado pelo ministério, entre 2,5 e 3. Nesse período, o Brasil perdeu 11.214 leitos, uma queda de 2,5%.

Em nota, o ministério informou que houve queda no número de leitos, por exemplo, nos países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa as principais potências econômicas mundiais. De acordo com uma tabela apresentada pelo ministério, no Japão, o número de leitos passou de 12, em 2005, para 8,2, em 2007. Na Alemanha, de 6,9 para 5,7, no mesmo período.

Segundo o ministério, a queda é resultado da ampliação de outros serviços de saúde, como o atendimento ambulatorial. “Essa tendência também está relacionada à introdução de novas tecnologias na assistência à saúde. Os atendimentos que antes só poderiam ser realizados em estabelecimentos de saúde com internação, atualmente podem ser feitos em ambulatório, como é o caso de vasectomia e tratamento para câncer. Isso significa uma mudança de foco na assistência à saúde da população; ou seja, aumenta-se a atenção para as ações básicas e ambulatoriais de saúde para que se reduzam as intervenções hospitalares”, diz a nota.

A pesquisa do IBGE foi feita em parceria com o ministério e traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país em unidades públicas e privadas, com ou sem internação.

Edição: João Carlos Rodrigues

Brasil perde 11,2 mil leitos em quatro anos

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O número de leitos para internação no Brasil caiu mais uma vez entre os anos de 2005 e 2009. Neste período, o país perdeu 11.214 leitos, o que representa uma queda de aproximadamente 2,5%. O movimento foi observado em todas as regiões, com exceção da Norte, que teve alta anual de 1,0%. Quando a análise é feita em relação à população, também se verifica redução. No mesmo período o número de leitos por mil habitantes caiu de 2,4 para 2,3. Com isso, somente a Região Sul, que tem 2,6 leitos por mil habitantes, ficou dentro do parâmetro preconizado pelo Ministério da Saúde, entre 2,5 e 3.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009 divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feita em parceria com o Ministério da Saúde. A pesquisa traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país, a partir da investigação dos estabelecimentos públicos e privados do setor, com ou sem internação.

De acordo com o levantamento, as regiões mais desprovidas de leitos em relação à população continuam sendo a Norte (1,8 por mil habitantes) e a Nordeste (2,0). Nelas, conforme destacam os técnicos do IBGE, embora tenha ocorrido aumento na oferta de leitos públicos no período, que representam mais de 50% dos disponíveis para internação, esse número não foi suficiente para compensar a diminuição dos leitos privados e o aumento populacional.

Em todo o país, houve aumento de 0,6% no número de leitos públicos (3.926 a mais). A oferta foi ampliada em todas as regiões com exceção da Sul, que apresentou redução de 0,7% (398 leitos a menos).

Ainda segundo a pesquisa, caiu 12,2% o número de leitos privados disponíveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as regiões, a Nordeste foi a que apresentou a maior queda, de 23,0%, seguida da Região Centro-Oeste (-16,9%).

Na média do país, havia 1,6 leito disponível ao SUS para cada mil habitantes. Entre as regiões, a menor proporção foi verificada no Nordeste, com 1,5; e a maior, no Sul, com 1,9, todas abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde.

Os leitos privados respondem por 64,6% do total do país e os públicos, 35,4%.

Ainda de acordo com o levantamento, entre 2005 e 2008, o número de internações no país registrou queda de 0,2%. Do total de quase 23,2 milhões de internações realizadas, 15 milhões foram no setor privado.


Edição: Lílian Beraldo

Unidades privadas de saúde reduzem participação na oferta de serviços ao SUS

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os estabelecimentos privados reduziram em 11,7% a participação na oferta de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), entre os anos de 2005 e 2009. Neste período, o número de unidades nesse perfil caiu de 3066 para 2707.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país a partir da investigação dos estabelecimentos do setor – públicos e privados, com ou sem internação.

Segundo o levantamento, o Sistema Único de Saúde (SUS) se manteve em 2009 como fonte de financiamento mais frequente entre os estabelecimentos de saúde, embora tenha reduzido ligeiramente sua participação nos últimos anos. Em 2005, 70,9% dessas unidades tinham financiamento do SUS; em 2009, eram 67,2%. Em seguida, como fonte frequente de financiamento, aparece o pagamento direto das atividades (atendimento particular) com 42,7%; os planos de saúde, com 35,5%, e os planos próprios, com 2,8%.

Ao todo, o país contava em 2009 com 94 mil estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial, índice que corresponde a um aumento de 22,2% em quatro anos. Mais da metade (55,3%) é de natureza jurídica e pública, sendo a maioria ligada à esfera municipal (95,6%). As unidades ligadas à administração federal representavam apenas 1,8% e 2,5%, à esfera estadual, “refletindo a política de municipalização da assistência à saúde implantada no país”, conforme destaca o documento.

Os estabelecimentos privados, por outro lado, são predominantemente com fins lucrativos (90,6%). O documento mostra também uma tendência de diminuição de instituições sem fins lucrativos (9,4%) e de unidades com vínculo com o sistema público de saúde (SUS), que em 2005 representavam 30,6% dos estabelecimentos privados, passando para 27,1% em 2009.

Edição: Talita Cavalcante