segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Norte tem maior crescimento relativo de vagas de nível superior em unidades de saúde

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A oferta de postos de trabalho de nível superior nos estabelecimentos de saúde cresceu 27,0% entre 2005 e 2009, ao passar de 870,4 mil para 1,1 milhão. Embora mais da metade dessas vagas tenham sido ofertadas na Região Sudeste (51,5%), o maior crescimento relativo foi observado no Norte (42%). A maior proporção de profissionais com nível superior é de médicos (57,8%), seguidos pelos enfermeiros (14,7%).

A constatação é da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país, a partir da investigação dos estabelecimentos do setor, públicos e privados, com ou sem internação.

O levantamento aponta que o país ainda encontra forte concentração de postos de trabalho médicos nas capitais, numa realidade que não acompanha, na mesma proporção, a distribuição populacional. Enquanto respondiam, em 2009, por 23,7% da população, as capitais concentravam 40,2% do total de postos de trabalho médicos.

Com isso, o estudo revela uma proporção de 5,6 desses postos por mil habitantes nas capitais e de 2,6 postos para cada mil habitantes nos demais municípios do país. A concentração é mais intensa no Sul, cujas capitais têm média de 7,8 postos por mil habitantes e os demais municípios, 2,8.

A média para o país foi de 3,3 vagas por mil habitantes. O Sudeste apresenta a relação mais elevada, com 4,3 a cada mil habitantes, contra 2,3 no Nordeste e 1,0 no Norte. Entre as unidades da Federação, o Maranhão registrou o pior resultado desse indicador, com 1,3 posto médico para cada mil habitantes, seguido pelo Pará (1,7) e pelo Ceará (1,8).

Segundo o estudo, as principais áreas de atuação dos médicos nos estabelecimentos de saúde são: clínico geral (16,7%), pediatria (10,0%), gineco-obstetra (9,5%) e médico de saúde da família (6,3%). Além disso, eles estão empregados principalmente no setor privado, especialmente nas regiões Sudeste (58,5%), Sul (64,4%) e Centro-Oeste (54,9%). Já nas regiões menos desenvolvidas, o setor público responde pela maior parte dos postos de trabalho médicos, sendo 62,2%, no Norte, e 54,1% no Nordeste.

Edição: Juliana Andrade

Fora do Brasil “Mais 18 mil utentes* entopem Urgências”

(*utentes = a pessoas que utilizam os serviços públicos)

Mais 18 203 pessoas acorreram ao Serviço de Urgência do novo Hospital de Cascais entre Março e Setembro de 2010 do que em igual período de 2008, quando a unidade estava nas antigas instalações. Ou seja, em dois anos, a procura das Urgências aumentou 3033 utentes por mês, 101 por dia

Este aumento do número de doentes é a justificação dada ao CM pela administração hospitalar para explicar a situação de ruptura que é vivida no Serviço de Urgência. O Hospital de Cascais, público com gestão privada, foi inaugurado em Fevereiro. Mas, passados poucos meses, as Urgências já estão congestionadas e há doentes acamados nos corredores, o que tem motivado protestos de pacientes e familiares.

"A responsabilidade de toda esta situação não é nossa", diz João Varandas, director clínico do Hospital de Cascais. O responsável acredita que será aprovada a criação de mais um piso para internamento. O novo hospital cascalense substituiu três unidades: o antigo hospital, o centro oncológico e o Hospital Ortopédico da Parede.

A sobrelotação do hospital levou o Bloco de Esquerda a requerer, na semana passada, a presença de Manuel Pizarro, secretário de Estado Adjunto e da Saúde no Parlamento para apurar as razões e as responsabilidades do problema.

A direcção clínica do Hospital de Cascais já reuniu, no início do mês, com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para encontrar uma solução, que passa pelo reforço do número de camas.

A ARSLVT aprovou o aumento dos internamentos de Psiquiatria e Ginecologia. Na Psiquiatria, vão ser aumentados os internamentos até dez doentes e transformados dois quartos individuais em duplos. No serviço de Ginecologia, 19 quartos individuais vão passar a duplos, o que permitirá internar o dobro do número de doentes com patologia cirúrgica mamária, abdominal e pélvica.

Fonte: www.cmjornal.xl.pt

Apesar de desigualdades regionais, aumenta oferta de equipamentos hospitalares no país

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Embora o Brasil ainda registre desigualdades regionais na oferta de equipamentos hospitalares, como mamógrafos, tomógrafos e ultrassom, a disponibilidade desses aparelhos aumentou em todo o país entre os anos de 2005 e 2009. Na Região Norte, por exemplo, onde a oferta geral de equipamentos é menor do que no resto do país, o número de mamógrafos por 100 mil habitantes passou de 0,8 em 2005 para 1,1 em 2009. Esse aumento representa um crescimento anual de 7% entre 2005 e 2009, superior à média nacional para o mesmo período, de 5,3%.

Os dados são da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso do procedimento de ressonância magnética, o número de estabelecimentos que oferecem o serviço em todo o país mais que dobrou no período, tendo passado de 415 para 848 unidades de saúde, um crescimento de 118,4%.

Para os aparelhos de ultrassom, o maior aumento anual (7,7%) ocorreu na Região Sul, onde foi registrado 11 aparelhos por 100 mil habitantes, índice também superior à média do país, que foi de 10,1. Na Região Norte, o indicador foi de 6,9; na Região Nordeste, de 8,5 e na Sudeste, de 11,1 pelo mesmo grupo de habitantes.

Já em relação aos equipamentos de hemodiálise, a oferta verificada por de 9,8 por 100 mil habitantes para o conjunto do país. A Região Nordeste foi a que apresentou o maior aumento (9,2% ao ano), tendo alcançado 7,6 aparelhos por 100 mil habitantes. O estudo destaca ainda que desses equipamentos, apenas um em cada dez pertence ao setor público, cabendo às unidades privadas financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 83% das máquinas.

Por outro lado, os aparelhos de raio x tiveram queda anual na oferta por 100 mil habitantes nas regiões Centro-Oeste e Sul. Já na Região Norte, o número de equipamentos por esse grupo de habitantes teve aumento anual de 1,9% e passou de 5,8, em 2005, para 6,3 em 2009.

Edição: Talita Cavalcante

Gastos com saúde levam 100 milhões de pessoas à pobreza a cada ano, segundo OMS

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que 100 milhões de pessoas caem na pobreza a cada ano por causa de gastos com serviços de saúde. O dado consta em relatório da OMS divulgado hoje (22), em Genebra.

A OMS alerta que os países, ricos ou pobres, devem ajustar o financiamento da saúde para oferecer atendimento a toda a população. A organização sugere novas taxas em produtos e transações financeiras como formas de arrecadar mais recursos para o setor.

De acordo com a OMS, se 22 nações emergentes aumentarem em 50% os impostos incidentes sobre o tabaco, conseguirão arrecadar US$ 1,42 bilhão para a saúde. A Índia, por exemplo, teria US$ 370 milhões por ano com uma taxa de apenas 0,005% sobre as transações financeiras estrangeiras.

Segundo a OMS, há desperdício de 20% a 40% dos recursos do setor. O relatório prevê que são necessários US$ 44 por pessoa para oferecer cuidados com a saúde de qualidade nos países em desenvolvimento. Atualmente, 31 países gastam menos de US$ 35per capita com saúde.

A OMS cita o Brasil entre os países que têm caminhado, nas últimas décadas, para o atendimento universal, ao lado do Chile, México e da China.


Edição: João Carlos Rodrigues

Dilma quer perfil técnico para a Saúde

Presidente almoçou com 26 médicos na tarde do último sábado depois de fazer um check up no Sírio-Libânes

Em almoço com 26 médicos na tarde do último sábado (20), em São Paulo, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) disse que "não abre mão" de um ministro com perfil técnico para ocupar a pasta da Saúde, segundo o relato de alguns convidados. As informações são da Agência Estado.
O encontro foi promovido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho em sua residência, nos Jardins, área nobre da capital paulista, depois que Dilma se submeteu a um check-up no hospital Sírio-Libanês. Kalil Filho, médico da petista, negou ter sido convidado para o ministério.

De acordo com relatos dos convidados, a presidente eleita debateu, acompanhada do deputado Antonio Palocci (PT-SP), coordenador de sua equipe de transição, formas de financiamento e gestão da saúde pública.

Dilma busca uma maneira de repor recursos para a área, já que, com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), o governo federal perdeu uma receita anual de R$ 40 bilhões. Uma das ideias em estudo é criar um novo imposto, como a Contribuição Social para a Saúde (CSS).

O almoço com a classe médica é a segunda reunião temática de Dilma no período da transição. A primeira, realizada na semana passada, teve como eixo a erradicação da miséria no País.

Teto financeiro inviabiliza maior atendimento via SUS

Para presidente da Santa Casa de Palmital, a queda deve-se ao déficit na remuneração oferecida pelo Estado aos hospitais beneficentes


"Temos capacidade para atender o dobro de pacientes pelo SUS do que atendemos atualmente, mas é inviável por conta do teto financeiro que nos é estabelecido", explicou, em comunicado, o presidente da Santa Casa de Palmital, Edson Rogatti.

De acordo com um comunicado da Federação dos Hospitais e Casas Beneficentes de São Paulo (Fehosp), a pesquisa divulgada na última sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) deflagra as consequências de uma realidade enfrentada há anos pelas Santas Sasas e Hospitais Beneficentes. Segundo o levantamento, o país perdeu 11.214 leitos para internação entre 2005 e o ano passado. Além disso, a oferta de leitos privados ao SUS teve redução de 12% no mesmo período.

Confira a análise da Fehosp referente ao estudo do IBGE na íntegra:
Entre outros motivos, a queda pode ser relacionada ao déficit na remuneração oferecida pelo Estado aos hospitais beneficentes no atendimento dos pacientes da rede pública. Pelas regras, essas unidades prestam assistência gratuita à população e são ressarcidas posteriormente pelo Governo. O repasse é feito considerando uma tabela de procedimentos do SUS que estipula o valor de cada intervenção médica. "O problema é que essa tabela está desatualizada e há muito tempo não recebe as correções necessárias", afirma José Reinaldo de Oliveira Júnior, presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes de São Paulo).

De acordo com as instituições, o déficit atual é de, em média, 40%, ou seja, para cada R$ 100,00 empregados no atendimento gratuito, as unidades beneficentes recebem de volta R$ 60,00. "É uma distorção que, prolongada e sem solução, produziu uma dívida que as entidades não conseguem mais suportar", alerta o presidente da Fehosp. Segundo ele, vários hospitais já fecharam e existe uma tendência, entre os gestores em diminuir a parcela de atendimento ao SUS. Em parte isso explica a redução de leitos privados detectada pela pesquisa do IBGE.

A Santa Casa de Misericórdia de Palmital, no interior de São Paulo, por exemplo, que conta com 68 leitos, sendo 44 para a rede pública, atende mensalmente pelo SUS cerca de 2.740 consultas e 130 internações. "Temos capacidade para atender o dobro do que atendemos atualmente, mas é inviável por conta do teto financeiro que nos é estabelecido. Para tudo que for feito acima do teto, não há remuneração, aumentando o nosso déficit operacional", explica Edson Rogatti, presidente da Santa Casa de Palmital. Mesmo operando abaixo de sua capacidade, a instituição soma mais de 800 mil reais em dívidas bancárias. "Apesar da importância estratégica para o SUS, não existe ainda uma política de recursos financeiros que assegure a continuidade dessa prestação com gestão, qualidade e resolutividade", acrescenta Rogatti.

Já a Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, que conta com 303 leitos e é o único hospital SUS que atende alta e grande parte da média complexidade para 22 municípios da região (cerca de 700 mil habitantes), convive com um endividamento de mais de 42 milhões de reais. O hospital tem 92% da taxa de ocupação pelo SUS, superando a capacidade disponibilizada para o sistema que, por lei, deve ser de no mínimo 60%. Atualmente são mais de 63 mil atendimentos ambulatoriais, 300 partos e 1.575 internações mensais. "Esses dados colocam a Santa Casa de Franca como um dos dez hospitais do estado de São Paulo que mais internam para o SUS", comenta José Candido Chimionato, presidente da instituição.

Apesar das dificuldades, as Santas Casas e Hospitais Beneficentes ainda são importantes parceiros do Estado na oferta de assistência para a população. Anualmente, realizam mais de 185 milhões de atendimentos ambulatoriais em pacientes da rede pública, grande parte deles procedimentos complexos e escassos na rede pública, e mantêm 1/3 dos leitos hospitalares do país. "Também é preciso considerar que em grande parte das cidades do interior as Santas Casas são o principal, e muitas vezes o único, recurso de saúde para a população", lembra José Reinaldo.

Para o presidente da Fehosp, diante deste cenário, a prioridade é mobilizar o Congresso para a regulamentação da Emenda Constitucional 29. Com a indefinição atual em torno da lei, aponta, metade dos Estados deixam investir o montante determinado em saúde e mesmo nas regiões que oficialmente cumprem a regra não há a garantia de que os recursos sejam realmente empregados no atendimento à população. "Isso porque não está definido claramente o que são serviços de saúde. Essa lacuna permite que dinheiro que deveria ir para hospitais seja utilizado, por exemplo, para obras de saneamento básico ou projetos sociais", explica. "A regulamentação da EC 29 é a saída para evitarmos o colapso das Santas Casas e Hospitais Beneficentes", acrescenta José Reinaldo.

Queda no número de leitos em hospitais segue tendência mundial, diz ministério

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A redução no número de leitos hospitalares por habitante segue uma tendência mundial, informou o Ministério da Saúde. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (19), constatou que o número de leitos para internação caiu de 2,4 para 2,3 por mil habitantes, de 2005 a 2009 , ficando abaixo do recomendado pelo ministério, entre 2,5 e 3. Nesse período, o Brasil perdeu 11.214 leitos, uma queda de 2,5%.

Em nota, o ministério informou que houve queda no número de leitos, por exemplo, nos países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa as principais potências econômicas mundiais. De acordo com uma tabela apresentada pelo ministério, no Japão, o número de leitos passou de 12, em 2005, para 8,2, em 2007. Na Alemanha, de 6,9 para 5,7, no mesmo período.

Segundo o ministério, a queda é resultado da ampliação de outros serviços de saúde, como o atendimento ambulatorial. “Essa tendência também está relacionada à introdução de novas tecnologias na assistência à saúde. Os atendimentos que antes só poderiam ser realizados em estabelecimentos de saúde com internação, atualmente podem ser feitos em ambulatório, como é o caso de vasectomia e tratamento para câncer. Isso significa uma mudança de foco na assistência à saúde da população; ou seja, aumenta-se a atenção para as ações básicas e ambulatoriais de saúde para que se reduzam as intervenções hospitalares”, diz a nota.

A pesquisa do IBGE foi feita em parceria com o ministério e traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país em unidades públicas e privadas, com ou sem internação.

Edição: João Carlos Rodrigues

Brasil perde 11,2 mil leitos em quatro anos

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O número de leitos para internação no Brasil caiu mais uma vez entre os anos de 2005 e 2009. Neste período, o país perdeu 11.214 leitos, o que representa uma queda de aproximadamente 2,5%. O movimento foi observado em todas as regiões, com exceção da Norte, que teve alta anual de 1,0%. Quando a análise é feita em relação à população, também se verifica redução. No mesmo período o número de leitos por mil habitantes caiu de 2,4 para 2,3. Com isso, somente a Região Sul, que tem 2,6 leitos por mil habitantes, ficou dentro do parâmetro preconizado pelo Ministério da Saúde, entre 2,5 e 3.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009 divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feita em parceria com o Ministério da Saúde. A pesquisa traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país, a partir da investigação dos estabelecimentos públicos e privados do setor, com ou sem internação.

De acordo com o levantamento, as regiões mais desprovidas de leitos em relação à população continuam sendo a Norte (1,8 por mil habitantes) e a Nordeste (2,0). Nelas, conforme destacam os técnicos do IBGE, embora tenha ocorrido aumento na oferta de leitos públicos no período, que representam mais de 50% dos disponíveis para internação, esse número não foi suficiente para compensar a diminuição dos leitos privados e o aumento populacional.

Em todo o país, houve aumento de 0,6% no número de leitos públicos (3.926 a mais). A oferta foi ampliada em todas as regiões com exceção da Sul, que apresentou redução de 0,7% (398 leitos a menos).

Ainda segundo a pesquisa, caiu 12,2% o número de leitos privados disponíveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as regiões, a Nordeste foi a que apresentou a maior queda, de 23,0%, seguida da Região Centro-Oeste (-16,9%).

Na média do país, havia 1,6 leito disponível ao SUS para cada mil habitantes. Entre as regiões, a menor proporção foi verificada no Nordeste, com 1,5; e a maior, no Sul, com 1,9, todas abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde.

Os leitos privados respondem por 64,6% do total do país e os públicos, 35,4%.

Ainda de acordo com o levantamento, entre 2005 e 2008, o número de internações no país registrou queda de 0,2%. Do total de quase 23,2 milhões de internações realizadas, 15 milhões foram no setor privado.


Edição: Lílian Beraldo

Unidades privadas de saúde reduzem participação na oferta de serviços ao SUS

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os estabelecimentos privados reduziram em 11,7% a participação na oferta de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), entre os anos de 2005 e 2009. Neste período, o número de unidades nesse perfil caiu de 3066 para 2707.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (MAS) 2009, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, traça o perfil da oferta de serviços de saúde no país a partir da investigação dos estabelecimentos do setor – públicos e privados, com ou sem internação.

Segundo o levantamento, o Sistema Único de Saúde (SUS) se manteve em 2009 como fonte de financiamento mais frequente entre os estabelecimentos de saúde, embora tenha reduzido ligeiramente sua participação nos últimos anos. Em 2005, 70,9% dessas unidades tinham financiamento do SUS; em 2009, eram 67,2%. Em seguida, como fonte frequente de financiamento, aparece o pagamento direto das atividades (atendimento particular) com 42,7%; os planos de saúde, com 35,5%, e os planos próprios, com 2,8%.

Ao todo, o país contava em 2009 com 94 mil estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial, índice que corresponde a um aumento de 22,2% em quatro anos. Mais da metade (55,3%) é de natureza jurídica e pública, sendo a maioria ligada à esfera municipal (95,6%). As unidades ligadas à administração federal representavam apenas 1,8% e 2,5%, à esfera estadual, “refletindo a política de municipalização da assistência à saúde implantada no país”, conforme destaca o documento.

Os estabelecimentos privados, por outro lado, são predominantemente com fins lucrativos (90,6%). O documento mostra também uma tendência de diminuição de instituições sem fins lucrativos (9,4%) e de unidades com vínculo com o sistema público de saúde (SUS), que em 2005 representavam 30,6% dos estabelecimentos privados, passando para 27,1% em 2009.

Edição: Talita Cavalcante

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Comissão aprova remédio gratuito para doente crônico

Pela proposta, SUS reembolsará farmácias e drogarias comerciais por fornecerem os medicamentos

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta última quarta-feira (17) proposta que garante aos pacientes com doenças crônico-degenerativas receber medicamentos de uso contínuo em farmácias e drogarias comerciais. Medida vale para quando não houver remédio nas farmácias da rede própria, contratada ou conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS).
O reembolso dos valores às farmácias habilitadas que entregarem o medicamento aos pacientes será feito pelo SUS.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Dr. Nechar (PP-SP), aos Projetos de Lei 3171/00, do Senado, e 2099/99 e 3167/08, apensados.

Segundo reportagem da Agência Câmara de Notícias Nechar acredita que metade dos brasileiros não tem condições de adquirir em farmácias comerciais o medicamento que deveria estar disponível gratuitamente pelo SUS.

Ressarcimento

A proposta original e os PLs 3211/00 e 3899/00, ambos com a mesma redação que o original, previam o ressarcimento ao paciente dos gastos com medicamentos comprados na rede privada. Para Dr. Nechar, esses projetos partem da premissa errada "de que os pacientes têm recursos próprios para comprar os remédios".

Outra necessidade apontada pelo relator é incluir na proposta uma relação dos medicamentos passíveis de serem fornecidos pelas farmácias comerciais. O texto aprovado estabelece que o elenco de remédios deve ser elaborado pelo SUS, a partir da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).

Custeio

De acordo com a proposta aprovada, o custeio do programa de distribuição de medicamentos ficará dividido em 60% para o Executivo federal, 30% para os Estados e 10% para os Municípios. Ainda segundo o projeto, a fiscalização das farmácias e drogarias comerciais habilitados será de responsabilidade do SUS.

A proposta, que tem caráter conclusivo e tramita em regime de prioridade, ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Projeto que tramita na Câmara dos Deputados dará o que falar...

Assim como o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, projeto lei propõe que profissionais da área da saúde sejam obrigados a realizar uma prova antes de exercer a profissão.


A alegação é de que erros cometidos no dia-a-dia dos hospitais podem ser praticados em parte pela baixa qualidade de alguns cursos. O CFM começa a discutir a criação de um teste para avaliar o aprendizado dos futuros médicos durante o andamento do curso, caso não sejam aprovados, retornam para adquirir o conhecimento necessário para a continuidade do curso.
Paralelo a isto, um projeto na Câmara dos Deputados (Dep. Fed. Paes de Lira -PTC/SP) quer tornar obrigatória uma prova para os profissionais de saúde logo após a formatura, a qual seria realizada em duas fases, ficando sob a responsabilidade dos Conselhos Federais de cada categoria, só quem conseguisse a aprovação é que poderia começar a trabalhar dentro da sua área.

CRM/TO - Concede coletiva à imprensa nesta manhã


Por: Fabíola Casado/Gabriela Almeida

Em coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira, 17, o presidente do CRM – Conselho Regional de Medicina, Nemésio Tomasela disse que o CRM vai encaminhar ao Ministério Público Estadual uma série de denúncias feitas ao órgão por médicos, pacientes e funcionários do HGP – Hospital Geral de Palmas.

Segundo Tomasela faltam medicamentos e insumos essenciais para o atendimento aos pacientes. A preocupação do presidente, é que esta falta prejudique o trabalho dos profissionais e que eles sejam penalizados por isso.

Tomasela ressaltou que o desabastecimento é normal nos finais de ano, quando as indústrias farmacêuticas dão férias coletivas aos funcionários e as licitações realizadas pelas Secretarias de Estado da Saúde dão desertas em sua maioria.

Contudo, Tomasela, ressaltou o empenho da direção do Hospital e da Gestão da Sesau para corrigir os problemas e colocou o CRM à disposição para ajudar a atual gestão a resolver os problemas.

Na coletiva, Tomasela parabenizou a direção do HGP por ter tomado a iniciativa de levantar os problemas e tentar encontrar soluções.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dados com preços de produtos para saúde é atualizado

Foram incluídos cerca de 40 novos produtos de cardiologia e 80 produtos da área de ortopedia pela Anvisa e ANS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou, em setembro de 2010, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), informações e preços sobre 274 produtos da área de cardiologia. Trata-se de banco de dados inédito com os preços nacionais e internacionais de produtos para a saúde comercializados no País.

Nessa segunda-feira (08), a Agência publicou atualização desse banco de dados. Foram incluídos cerca de 40 novos produtos de cardiologia e 80 produtos da área de ortopedia.

Segundo a Anvisa, o objetivo da ferramenta é diminuir a assimetria de informações existente no setor de produtos para saúde. Além de dados de registro, é possível obter os preços praticados no Brasil e em mais dez países: Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Japão, Portugal, e Reino Unido.

"A divulgação dos preços permite que gestores e profissionais da saúde, além dos cidadãos em geral, possam comparar os preços e questionar as práticas abusivas", disse o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Quem Matou o Sistema de Saúde?"

Líderes do setor debateram o livro da economista da Harvard Regina Herzlinger que faz críticas contundentes ao sistema americano de saúde

Com um título original agressivo: Who Killed Health Care? ("Quem Matou o Sistema de Saúde?", na sigla em inglês), o livro, de autoria da economista e professora de Harvard Regina Herzlinger, é repleto de críticas à estrutura de saúde americana. A obra, no mínimo, pode ser considerada polêmica. Dessa forma, a IT Mídia promoveu um debate, nesta quinta-feira (04), em São Paulo, entre quatro líderes do setor de saúde brasileiro para abordar as questões levantadas na obra.

De acordo com os participantes da discussão, a publicação questiona inúmeros aspectos importantes sobre o mercado de saúde. No entanto, todos concordaram que o livro é excessivamente crítico e, por vezes, ácido. Os presentes ao debate foram: Carlos Alberto Goulart (Presidente Executivo da Abimed); Henrique Sutton Neves (Diretor Geral do Hospital Albert Einstein); Francisco Balestrin (vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados) e Paulo Marcos Senra Souza (Diretor da Amil).

Para a autora, os culpados pelos problemas da saúde dos EUA são: governo, hospitais, operadoras e acadêmicos. Todos estariam preocupados com os próprios interesses financeiros, segundo publicação.

Por meio de um personagem central, que sofre de problemas renais e precisa de um transplante, a autora explicita as distorções do setor, apontando a ausência dos médicos nas discussões políticas, os diversos lobbys que impendem inovações, as financiadoras que só buscam o lucro, entre outros.

"Os EUA é o país que mais gasta em saúde. Cerca de US$ 2 trilhões por ano, o equivalente ao PIB da China. E mesmo assim é completamente desintegrado", disse Souza.

Outro aspecto abordado pela Regina refere-se aos hospitais. Na opinião da professora, as entidades deveriam ser especializadas e não generalistas. "Aqui no Brasil o que prevalece são os hospitais generalistas. Do ponto de vista prático, isso tem uma razão econômica de ser", afirmou Neves.

A tecnologia em nenhum momento da obra se faz central. No entanto, a autora reconhece sua importância para a inovação do segmento.

Para o presidente da Abimed, essa questão trazida para o Brasil enfrenta sérios problemas. "Para um novo produto entrar no mercado é preciso aguardar em uma fila de pelo menos dois anos, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa emitir o certificado de boas práticas. Depois disso, espera-se mais dez meses para obter o registro. Com isso, podemos ter um apagão tecnológico no longo prazo", enfatizou Goulart.

A segunda parte do livro apresenta algumas soluções para o sistema. Uma delas consiste na formação de uma agência reguladora que consolide todas as informações das instituições de saúde em prol dos clientes (pacientes).

O livro descreve uma verdadeira guerra, onde os players da cadeia são os vilões. "Os médicos estão de fora dessa guerra, pois, na visão da autora, saem perdendo em termos de remuneração. E os pacientes são uma espécie de civis em tempos de guerra", disse Balestrin.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SP tem 270 novas vagas para profissionais da saúde

Salários vão de R$ 580 a R$ 1.300, para funções como auxiliar de enfermagem e cuidador de idosos


A partir desta segunda-feira (4), o Centro de Solidariedade ao Trabalhador de São Paulo seleciona para 270 vagas na área de saúde. As inscrições vão até a próxima sexta-feira (8).

Os salários variam de R$ 580 a R$ 1.300. Há cinco oportunidades para acompanhantes de idosos, 16 para copeiros de hospital, 15 para técnicos de laboratório em patologias clínicas, 17 para auxiliares de enfermagem, entre outros.

No posto da Liberdade, selecionadores de um hospital da Zona Sul coordenam o processo seletivo para 165 vagas de técnico de enfermagem. A seleção será na quarta-feira (6), às 7h e às 12h. É necessário ter experiência mínima de seis meses na função, e giram em torno de R$ 1.500. Os interessados podem comparecer nesta segunda (4) e terça-feira (5) para retirar carta de encaminhamento.

Às 13h da sexta-feira (8), o posto recebe candidatos para 50 vagas de auxiliar de enfermagem, sem experiência. Podem se inscrever técnicos e auxiliares recém-formados, com certificado do curso. Há vagas para todas as regiões.

Os interessados devem comparecer nos postos da Liberdade e de Santo Amaro, entre 7h e 16h. É necessário levar carteira profissional, RG, certificado de escolaridade e currículo.

Os endereços são:

Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, Zona Central - São Paulo (SP)

Rua Barão do Rio Branco, 864, Santo Amaro, Zona Sul - São Paulo (SP)

*Com informações do G1

Acre e Pernambuco têm mais de 50 vagas em saúde

As oportunidades são para médicos, farmacêuticos e vacinadores


A Secretaria de Saúde do Recife (PE) abriu uma seleção simplificada para contratar 27 médicos e 22 farmacêuticos, que irão atuar nos serviços de urgência e emergência _ como em ambulatórios e postos de Saúde da Família da capital. Os profissionais contratados preencherão escalas em aberto nas unidades do Distrito Sanitário VI, que abrange os bairros da Zona Sul de Recife.

Os interessados devem levar seu currículo à antiga sede da Diretoria Geral de Gestão do Trabalho (DGGT), localizada na rua dos Palmares, 253, bairro Santo Amaro, Recife. A entrega deve ser feita nos dias 4, 5 e 8 de novembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O processo seletivo inclui análise de dados profissionais e entrevistas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 33551709.

Já em Rio Branco (AC), está aberto concurso público para a formação de cadastro de reserva para vacinadores temporários. É necessário ter cursado até a 4ª série do ensino fundamental e o salário é de R$ 540. A contratação terá vigência de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período.


Os profissionais contratados irão compor a equipe de vacinação da Campanha Anti-rábica canina e felina do Município de Rio Branco, realizada pelo Departamento de Controle de Zoonoses.
 


Os interessados devem se inscrever até o dia 29 de outubro, entre 8h e 12h ou das 14h às 17h, no Departamento de Gestão de Pessoas (Avenida Ceará, 3.367, em Rio Branco).
Ainda não foi divulgada a data das provas teóricas e práticas que compõem o processo seletivo.

*Com informações do G1 e do Diário de Pernambuco

Novo hospital privado em Curitiba terá investimento de R$ 50 milhões


Curitiba ganhará um dos mais modernos complexos hospitalares do Sul do Brasil.
É o Hospital Marcelino Champagnat, o mais novo hospital privado da capital, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2011. Os investimentos para a construção do Hospital Marcelino Champagnat serão de aproximadamente R$ 50 milhões, o maior investimento em saúde privada dos últimos 10 anos.
O hospital será voltado para a realização de cirurgias de média e alta complexidade com um moderno Centro de Diagnóstico e consultórios para atendimentos médicos.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Médicos farão manifestação em Brasília no dia 26

Objetivo é chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no Brasil

As entidades médicas nacionais e estaduais preparam grande ato público para o próximo dia 26 de outubro (terça-feira), em Brasília (DF), com o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no País - tanto na área pública quanto privada. A classe levará à tona, mais uma vez, as reivindicações expressas no Manifesto dos Médicos à Nação, divulgado ao final do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), em julho deste ano. A organização do manifesto é da Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

O intuito das entidades é expandir aderência e conquistar o comprometimento das autoridades. Confira a programação abaixo:

10h00: Concentração no Ministério da Saúde e entrega do documento dos médicos
10h30: Caminhada ao Congresso Nacional
11h00: Concentração no Congresso Nacional e entrega do documento dos médicos
12h00: Reunião com os presidentes e diretores das entidades médicas na sede da Associação Médica de Brasília (AMBr)

Leia mais:


Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conheça as propostas para a saúde divulgadas no horário eleitoral

José Serra e Dilma Rousseff falam sobre ações já realizadas e propõem mudanças para o setor

A saúde dominou o horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), exibidos pelas emissoras de televisão brasileiras nesta terça-feira (19).


Serra
Logo no início, o programa eleitoral do candidato petista da terça-feira (19) expôs ações realizadas por Serra no setor de saúde reiterando que ele multiplicou por nove as equipes de médicos e enfermeira. A propaganda diz também que, como prefeito de São Paulo, Serra conclui a construção dos hospitais municipais Cidade Tiradentes e M"Boi Mirim.

Serra comentou sua experiência como gestor da saúde pública e reiterou suas propostas. "A saúde está ruim em todo o Brasil. Se o próximo presidente não se empenhar pessoalmente, não vai melhorar. É por isso que tenho proposto a construção de policlínicas e a formação da Rede Zilda Arns para deficientes. Tudo isso precisa ser coordenado pelo presidente".


Dilma
Já a candidata petista apresentou suas propostas para a saúde pública, como o Saúde da Família, ampliação das ambulâncias do Samu e a Rede Cegonha.

"Mulher tem esse lado de cuidar e a gente olha o processo do início até o fim. Mulher cuida, cuida mesmo. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são um modelo eficiente para combater a superlotação dos hospitais", disse a candidata, que prometeu a construção de 500 UPAs em todo o país.

"O grande compromisso que assumo com a população é melhorar o atendimento. Vamos acabar com as filas nos exames e atendimentos complexos. Para solucionar o problema, vou criar cursos de capacitação para quem atende", disse.

Hospitais e Clínicas Investem em Mimos para os Pacientes

Por: Rosilene Miliotti
SB Comunicação/RJ

Hospitais e clínicas investem em serviços diferenciados para fidelizar clientes

Internet sem fio no quarto, mensagens de texto para lembrar a consulta ou oexame, o 'primeiro bercinho' do bebê. Esses são alguns itens da lista dosagrados que clínicas e hospitais vêm oferecendo aos pacientes. A exemplo de lojas de grifes que tratam seus clientes de forma especial para deslumbraros clientes, hospitais e clínicas também oferecem um carinho a mais aos seuspacientes.

Na Clínica Pró Nascer (RJ), especializada em reprodução assistida, asfuturas mamães que optam pela Fertilização in Vitro são presenteadas com o'primeiro bercinho' do bebê. O 'presente' trata-se da plaquinha onde ficaramos embriões, até o momento da transferência para o útero da mamãe.

Segundo a biomédica Roberta Nogueira, as pacientes ficam muito surpresas eemocionadas com o mimo. "Elas adoram! Incluem até no álbum do bebê", diz. Aideia, que recebeu o apelido carinhoso de 'Primeiro Bercinho do Bebê' foiadotada desde a inauguração da clínica há sete anos. "A plaquinha vai com onome da mamãe e do marido, e escrevemos: Boa Sorte!", completa aespecialista.


Entretenimento durante internação

No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), no Rio de Janeiro, os quartos sãoequipados com sistema de internet sem fio, sem custo adicional na diária dopaciente. O serviço é extensivo ao acompanhante que levar seu laptop: Bastalocalizar a rede interna do hospital e navegar sem limite.

Segundo a gerente de Hotelaria do HSVP, Mônica Rodrigues, o serviço, que éoferecido desde 2005, tem o objetivo de facilitar a vida dos pacientes emanter a interatividade com seus afazeres habituais. "Assim que sãoapresentados ao quarto, o paciente é orientado por um auxiliar de hotelariasobre o serviço", conta a gerente.

Outra instituição que oferece além do bom atendimento e da excelência médicaé o Hospital Balbino (RJ), que implantou o serviço confirmação de consultase exames agendados através de SMS, o permitindo ao paciente não esquecer ocompromisso e até desmarcá-lo, se necessário. O serviço funciona desde oinício de julho e os resultados já começam a aparecer. "Logo no primeirodia, vários clientes entraram em contato para desmarcar consulta comantecedência. Com isso, podemos abrir agendamento para outros que estão naespera", afirma a coordenadora do Setor de Atendimento, Jana Brasil.

Com cerca de 700 mensagens diárias, a ideia da direção do hospital é, nofuturo, utilizar o serviço também para envio de dicas de saúde, mensagens deaniversário e outras divulgações para seus clientes. Outro mimo oferecidopelo Balbino é o serviço de mensagem para o amigo internado. A ferramentaserve para estreitar a distância dos familiares e amigos que, por algummotivo, não podem visitar o paciente. Para a ouvidora Evaneide Moreira, queencaminha os recados para os pacientes, a mensagem é uma forma de mostrarsolidariedade, atenção e carinho ao paciente internado. "O objetivo destainiciativa é viabilizar a comunicação de quem não pode estar junto aopaciente, mas que gostaria de se mostrar presente de alguma forma, sobretudoem internações de longa permanência", explica.