quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Quem Matou o Sistema de Saúde?"

Líderes do setor debateram o livro da economista da Harvard Regina Herzlinger que faz críticas contundentes ao sistema americano de saúde

Com um título original agressivo: Who Killed Health Care? ("Quem Matou o Sistema de Saúde?", na sigla em inglês), o livro, de autoria da economista e professora de Harvard Regina Herzlinger, é repleto de críticas à estrutura de saúde americana. A obra, no mínimo, pode ser considerada polêmica. Dessa forma, a IT Mídia promoveu um debate, nesta quinta-feira (04), em São Paulo, entre quatro líderes do setor de saúde brasileiro para abordar as questões levantadas na obra.

De acordo com os participantes da discussão, a publicação questiona inúmeros aspectos importantes sobre o mercado de saúde. No entanto, todos concordaram que o livro é excessivamente crítico e, por vezes, ácido. Os presentes ao debate foram: Carlos Alberto Goulart (Presidente Executivo da Abimed); Henrique Sutton Neves (Diretor Geral do Hospital Albert Einstein); Francisco Balestrin (vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados) e Paulo Marcos Senra Souza (Diretor da Amil).

Para a autora, os culpados pelos problemas da saúde dos EUA são: governo, hospitais, operadoras e acadêmicos. Todos estariam preocupados com os próprios interesses financeiros, segundo publicação.

Por meio de um personagem central, que sofre de problemas renais e precisa de um transplante, a autora explicita as distorções do setor, apontando a ausência dos médicos nas discussões políticas, os diversos lobbys que impendem inovações, as financiadoras que só buscam o lucro, entre outros.

"Os EUA é o país que mais gasta em saúde. Cerca de US$ 2 trilhões por ano, o equivalente ao PIB da China. E mesmo assim é completamente desintegrado", disse Souza.

Outro aspecto abordado pela Regina refere-se aos hospitais. Na opinião da professora, as entidades deveriam ser especializadas e não generalistas. "Aqui no Brasil o que prevalece são os hospitais generalistas. Do ponto de vista prático, isso tem uma razão econômica de ser", afirmou Neves.

A tecnologia em nenhum momento da obra se faz central. No entanto, a autora reconhece sua importância para a inovação do segmento.

Para o presidente da Abimed, essa questão trazida para o Brasil enfrenta sérios problemas. "Para um novo produto entrar no mercado é preciso aguardar em uma fila de pelo menos dois anos, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa emitir o certificado de boas práticas. Depois disso, espera-se mais dez meses para obter o registro. Com isso, podemos ter um apagão tecnológico no longo prazo", enfatizou Goulart.

A segunda parte do livro apresenta algumas soluções para o sistema. Uma delas consiste na formação de uma agência reguladora que consolide todas as informações das instituições de saúde em prol dos clientes (pacientes).

O livro descreve uma verdadeira guerra, onde os players da cadeia são os vilões. "Os médicos estão de fora dessa guerra, pois, na visão da autora, saem perdendo em termos de remuneração. E os pacientes são uma espécie de civis em tempos de guerra", disse Balestrin.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SP tem 270 novas vagas para profissionais da saúde

Salários vão de R$ 580 a R$ 1.300, para funções como auxiliar de enfermagem e cuidador de idosos


A partir desta segunda-feira (4), o Centro de Solidariedade ao Trabalhador de São Paulo seleciona para 270 vagas na área de saúde. As inscrições vão até a próxima sexta-feira (8).

Os salários variam de R$ 580 a R$ 1.300. Há cinco oportunidades para acompanhantes de idosos, 16 para copeiros de hospital, 15 para técnicos de laboratório em patologias clínicas, 17 para auxiliares de enfermagem, entre outros.

No posto da Liberdade, selecionadores de um hospital da Zona Sul coordenam o processo seletivo para 165 vagas de técnico de enfermagem. A seleção será na quarta-feira (6), às 7h e às 12h. É necessário ter experiência mínima de seis meses na função, e giram em torno de R$ 1.500. Os interessados podem comparecer nesta segunda (4) e terça-feira (5) para retirar carta de encaminhamento.

Às 13h da sexta-feira (8), o posto recebe candidatos para 50 vagas de auxiliar de enfermagem, sem experiência. Podem se inscrever técnicos e auxiliares recém-formados, com certificado do curso. Há vagas para todas as regiões.

Os interessados devem comparecer nos postos da Liberdade e de Santo Amaro, entre 7h e 16h. É necessário levar carteira profissional, RG, certificado de escolaridade e currículo.

Os endereços são:

Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, Zona Central - São Paulo (SP)

Rua Barão do Rio Branco, 864, Santo Amaro, Zona Sul - São Paulo (SP)

*Com informações do G1

Acre e Pernambuco têm mais de 50 vagas em saúde

As oportunidades são para médicos, farmacêuticos e vacinadores


A Secretaria de Saúde do Recife (PE) abriu uma seleção simplificada para contratar 27 médicos e 22 farmacêuticos, que irão atuar nos serviços de urgência e emergência _ como em ambulatórios e postos de Saúde da Família da capital. Os profissionais contratados preencherão escalas em aberto nas unidades do Distrito Sanitário VI, que abrange os bairros da Zona Sul de Recife.

Os interessados devem levar seu currículo à antiga sede da Diretoria Geral de Gestão do Trabalho (DGGT), localizada na rua dos Palmares, 253, bairro Santo Amaro, Recife. A entrega deve ser feita nos dias 4, 5 e 8 de novembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O processo seletivo inclui análise de dados profissionais e entrevistas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 33551709.

Já em Rio Branco (AC), está aberto concurso público para a formação de cadastro de reserva para vacinadores temporários. É necessário ter cursado até a 4ª série do ensino fundamental e o salário é de R$ 540. A contratação terá vigência de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período.


Os profissionais contratados irão compor a equipe de vacinação da Campanha Anti-rábica canina e felina do Município de Rio Branco, realizada pelo Departamento de Controle de Zoonoses.
 


Os interessados devem se inscrever até o dia 29 de outubro, entre 8h e 12h ou das 14h às 17h, no Departamento de Gestão de Pessoas (Avenida Ceará, 3.367, em Rio Branco).
Ainda não foi divulgada a data das provas teóricas e práticas que compõem o processo seletivo.

*Com informações do G1 e do Diário de Pernambuco

Novo hospital privado em Curitiba terá investimento de R$ 50 milhões


Curitiba ganhará um dos mais modernos complexos hospitalares do Sul do Brasil.
É o Hospital Marcelino Champagnat, o mais novo hospital privado da capital, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2011. Os investimentos para a construção do Hospital Marcelino Champagnat serão de aproximadamente R$ 50 milhões, o maior investimento em saúde privada dos últimos 10 anos.
O hospital será voltado para a realização de cirurgias de média e alta complexidade com um moderno Centro de Diagnóstico e consultórios para atendimentos médicos.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Médicos farão manifestação em Brasília no dia 26

Objetivo é chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no Brasil

As entidades médicas nacionais e estaduais preparam grande ato público para o próximo dia 26 de outubro (terça-feira), em Brasília (DF), com o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no País - tanto na área pública quanto privada. A classe levará à tona, mais uma vez, as reivindicações expressas no Manifesto dos Médicos à Nação, divulgado ao final do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), em julho deste ano. A organização do manifesto é da Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

O intuito das entidades é expandir aderência e conquistar o comprometimento das autoridades. Confira a programação abaixo:

10h00: Concentração no Ministério da Saúde e entrega do documento dos médicos
10h30: Caminhada ao Congresso Nacional
11h00: Concentração no Congresso Nacional e entrega do documento dos médicos
12h00: Reunião com os presidentes e diretores das entidades médicas na sede da Associação Médica de Brasília (AMBr)

Leia mais:


Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conheça as propostas para a saúde divulgadas no horário eleitoral

José Serra e Dilma Rousseff falam sobre ações já realizadas e propõem mudanças para o setor

A saúde dominou o horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), exibidos pelas emissoras de televisão brasileiras nesta terça-feira (19).


Serra
Logo no início, o programa eleitoral do candidato petista da terça-feira (19) expôs ações realizadas por Serra no setor de saúde reiterando que ele multiplicou por nove as equipes de médicos e enfermeira. A propaganda diz também que, como prefeito de São Paulo, Serra conclui a construção dos hospitais municipais Cidade Tiradentes e M"Boi Mirim.

Serra comentou sua experiência como gestor da saúde pública e reiterou suas propostas. "A saúde está ruim em todo o Brasil. Se o próximo presidente não se empenhar pessoalmente, não vai melhorar. É por isso que tenho proposto a construção de policlínicas e a formação da Rede Zilda Arns para deficientes. Tudo isso precisa ser coordenado pelo presidente".


Dilma
Já a candidata petista apresentou suas propostas para a saúde pública, como o Saúde da Família, ampliação das ambulâncias do Samu e a Rede Cegonha.

"Mulher tem esse lado de cuidar e a gente olha o processo do início até o fim. Mulher cuida, cuida mesmo. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são um modelo eficiente para combater a superlotação dos hospitais", disse a candidata, que prometeu a construção de 500 UPAs em todo o país.

"O grande compromisso que assumo com a população é melhorar o atendimento. Vamos acabar com as filas nos exames e atendimentos complexos. Para solucionar o problema, vou criar cursos de capacitação para quem atende", disse.

Hospitais e Clínicas Investem em Mimos para os Pacientes

Por: Rosilene Miliotti
SB Comunicação/RJ

Hospitais e clínicas investem em serviços diferenciados para fidelizar clientes

Internet sem fio no quarto, mensagens de texto para lembrar a consulta ou oexame, o 'primeiro bercinho' do bebê. Esses são alguns itens da lista dosagrados que clínicas e hospitais vêm oferecendo aos pacientes. A exemplo de lojas de grifes que tratam seus clientes de forma especial para deslumbraros clientes, hospitais e clínicas também oferecem um carinho a mais aos seuspacientes.

Na Clínica Pró Nascer (RJ), especializada em reprodução assistida, asfuturas mamães que optam pela Fertilização in Vitro são presenteadas com o'primeiro bercinho' do bebê. O 'presente' trata-se da plaquinha onde ficaramos embriões, até o momento da transferência para o útero da mamãe.

Segundo a biomédica Roberta Nogueira, as pacientes ficam muito surpresas eemocionadas com o mimo. "Elas adoram! Incluem até no álbum do bebê", diz. Aideia, que recebeu o apelido carinhoso de 'Primeiro Bercinho do Bebê' foiadotada desde a inauguração da clínica há sete anos. "A plaquinha vai com onome da mamãe e do marido, e escrevemos: Boa Sorte!", completa aespecialista.


Entretenimento durante internação

No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), no Rio de Janeiro, os quartos sãoequipados com sistema de internet sem fio, sem custo adicional na diária dopaciente. O serviço é extensivo ao acompanhante que levar seu laptop: Bastalocalizar a rede interna do hospital e navegar sem limite.

Segundo a gerente de Hotelaria do HSVP, Mônica Rodrigues, o serviço, que éoferecido desde 2005, tem o objetivo de facilitar a vida dos pacientes emanter a interatividade com seus afazeres habituais. "Assim que sãoapresentados ao quarto, o paciente é orientado por um auxiliar de hotelariasobre o serviço", conta a gerente.

Outra instituição que oferece além do bom atendimento e da excelência médicaé o Hospital Balbino (RJ), que implantou o serviço confirmação de consultase exames agendados através de SMS, o permitindo ao paciente não esquecer ocompromisso e até desmarcá-lo, se necessário. O serviço funciona desde oinício de julho e os resultados já começam a aparecer. "Logo no primeirodia, vários clientes entraram em contato para desmarcar consulta comantecedência. Com isso, podemos abrir agendamento para outros que estão naespera", afirma a coordenadora do Setor de Atendimento, Jana Brasil.

Com cerca de 700 mensagens diárias, a ideia da direção do hospital é, nofuturo, utilizar o serviço também para envio de dicas de saúde, mensagens deaniversário e outras divulgações para seus clientes. Outro mimo oferecidopelo Balbino é o serviço de mensagem para o amigo internado. A ferramentaserve para estreitar a distância dos familiares e amigos que, por algummotivo, não podem visitar o paciente. Para a ouvidora Evaneide Moreira, queencaminha os recados para os pacientes, a mensagem é uma forma de mostrarsolidariedade, atenção e carinho ao paciente internado. "O objetivo destainiciativa é viabilizar a comunicação de quem não pode estar junto aopaciente, mas que gostaria de se mostrar presente de alguma forma, sobretudoem internações de longa permanência", explica.

Como Identificar a Rentabilidade dos Produtos Hospitalares

Por: Flávia Salgado Resende


Nas instituições de saúde, o sistema de gestão de custos é importante para o aumento da eficiência dos processos, aumento da rentabilidade e consenquentemente para a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente. Além disso, de acordo com LIMA et al, a gestão de custos em uma organização hospitalar é apresentada como um instrumento gerencial fundamental para o controle dos recursos da mesma, sejam eles financeiros, materiais ou patrimoniais.

Para entender a importância da rentabilidade na Instituição Hospitalar é essencial conhecer o conceito da mesma. Rentabilidade é o valor do lucro com a venda, ou seja, é a medida do retorno de um investimento. Calcula-se a rentabilidade dividindo o valor do lucro com a venda pelo valor dos ativos instalados no hospital. Portanto, podemos dizer que rentabilidade é a quantia de dinheiro que a Instituição de Saúde ganha para cada quantia investida.

O lucro é produto do preço das vendas deduzindo os custos e as despesas. Segundo Matos, os registros dos insumos utilizados nas atividades operacionais compreendem custos e despesas. Os custos são representados por insumos pertinentes ao processo de produção e as despesas são representadas pelos insumos não relacionados ao processo de produção.

A definição do preço e da rentabilidade é resultado do processo de planejamento e da interação das diversas áreas internas e externas da organização de saúde, sendo estratégica a decisão da formação de preço de vendas dos serviços. Para a realização de venda de um produto ou serviço é necessário a utilização de uma tabela de preços. Os parâmetros para a tabela e as informações de custos são essenciais para a sua elaboração.

Em pesquisa realizada pela Grant Thornton, International Business Report, foi demonstrado que a inovação de produtos é vista como a iniciativa mais bem sucedida para o aumento da rentabilidade e impulso dos negócios entre as empresas privadas. A inovação foi citada por 20% dos participantes, seguida da redução de custos (18%) e estratégia de formação de preços de vendas (13%).

Segundo a Terco Grant Thornton para as empresas que planejam inovar é necessário seguir os seguintes conselhos:
- Busque oportunidades criadas pelos efeitos da crise econômica;
- Crie recursos para inovação;
- Ofereça produtos e serviços de acordo com as condições econômicas atuais;
- Esteja aberto a idéias;
- Controle cuidadosamente os riscos;
- Colabore para que clientes e fornecedores desenvolvam novas idéias;
- Examine processso e modelos comerciais inovadores, assim como produtos para melhorar a sua eficiência

Nesta pesquisa, a prioridade de ação dos empresários brasileiros foi à redução de custos, segundo Roberto Strohschoen de Lacerda, sócio da Terco Grant Thornton algumas medidas são fundamentais para a realização da redução de custos:
- Entenda com profundidade como os custos são gerados;
- Busque economias nas compras e negociação com fornecedores;
- Evite investimentos em estoques,
- Busque sinergias com empresas parceiras ou complementares;
- Controle com sabedoria o seu caixa;
- Busque terceirizar atividades ou processos que não são chaves para o negócio.

Segundo SOUZA et al, para analisar o desempenho rentável da Instituição de Saúde é necessário levar em consideração os seguintes indicadores:

- Indice de Giro Ativo: este índice mostra se o hospital está prestando um volume apropriado de serviços indicando quanto faturou para cada R$1,00 de investimento no ativo total hospitalar. Calcula-se esta índice através da fórmula: Receita Operacional Líquida (ROL) / Ativo Total (AT);

- Índice de retorno sobre o Ativo: Este índice indica o valor em R$ do lucro líquido ou superávit do hospital no período para cada R$100,00 investido pelo hospital no ativo total, é, portanto, uma medida do potencial de geração de lucro da parte do hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Ativo Total (AT)) X 100;

- Índice de retorno sobre o patrimônio liquido: Indica a rentabilidade em R$ para cada R$100,00 aplicados pelos proprietários ou acionistas no hospital, sendo assim de particular interesse para esses, pois indica o quanto estarão obtendo de retorno anual em relação aos seus investimentos no hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Patrimônio liquido médio (PLm)) x 100.

O processo de definições de preços e rentabilidade das empresas envolve uma gama de variáveis econômicas, financeiras e operacionais regidas pelas teorias de mercado, de custos e econômica. Os indicadores relacionados acima são formas de monitoramento que devem ser utilizados pelas Instituições de Saúde na avaliação do desempenho rentável e para tomada de decisões.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Governo vai reembolsar servidor que contratar plano de saúde privado

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (13), o governo federal vai reembolsar os servidores públicos federais – ativos, aposentados ou pensionistas – que contratarem planos de saúde privados. O ressarcimento será feito nos limites definidos em dezembro de 2009. Os valores variam de R$ 72,00 a R$ 129,00 por beneficiário, conforme a faixa salarial e a idade do titular do plano de saúde.

Para solicitar o ressarcimento, o servidor deve comprovar a contratação particular do plano de saúde feita com operadora que atenda às exigências do Termo de Referência Básico estipulado pelo governo federal.

Até agora, tinham direito ao ressarcimento todos os titulares de planos de saúde cujos órgãos tivessem firmado convênio de autogestão, modalidade operada pelas próprias empresas para seus funcionários, sem fins lucrativos.

A nova orientação aos órgãos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) sobre o ressarcimento das despesas com os planos de saúde foi publicada na edição desta quarta-feira (13) do Diário Oficial da União. Com a alteração, o próprio servidor poderá contratar diretamente a operadora que achar melhor e requerer o ressarcimento da despesa.


Edição: Rivadavia Severo

Governo federal gasta menos do que deveria em saúde

Ministério Público do DF entrou com uma ação civil pública para que o governo gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição

O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública para que o governo federal gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição. Além disso, pede que o governo aplique imediatamente o déficit de R$ 2,6 bilhões estimado desde 2000.

De acordo com a ação, manobras contábeis estão camuflando a aplicação correta da quantidade mínima exigida na área de saúde desde a aprovação da Emenda Constitucional 29/2000. O governo federal estaria incluindo no seu cálculo gastos inicialmente previstos no orçamento, mas posteriormente retirados ou não efetivados.

Em maio de 2009, o Ministério Público Federal já havia recomendado à União que deixasse de incluir os restos a pagar cancelados nos seus cálculos relativos ao setor de saúde. O Ministério do Planejamento reconheceu a prática, mas negou que ela era ilegal. Agora, cabe ao Judiciário definir a questão. O processo tramita na 7ª Vara da Justiça Federal no DF.

Projeto Lei pode aumentar a verba para atender acidentados

Projeto de lei prevê que hospitais estaduais e municipais deverão receber mais recursos pelo atendimento a vítimas de acidentes de trânsito

Hospitais estaduais e municipais poderão receber mais recursos, e de forma direta, pelo atendimento de urgência e emergência a vítimas de acidentes de trânsito. Tramita no Senado proposta que reforçará o custeio dessas despesas hospitalares com 15% do que as seguradoras arrecadam de Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat). Se o projeto virar lei, essa parcela será depositada no Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares.

A medida proposta em projeto de lei (PLS 36/10) do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde já tem parecer favorável do relator, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP).

Atualmente, a lei que instituiu o Plano de Custeio da Seguridade Social (Lei 8.212/91) determina às seguradoras que repassem para a Seguridade Social 50% do valor total do Dpvat ao Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar das vítimas em acidentes de trânsito. O PLS 36/10 altera esse percentual de repasse, estabelecendo que apenas 30% se destinem ao SUS, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para tratamento desses acidentados e 15% componham o novo Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares - com destinação direta a hospitais estaduais e municipais.

A proposta também modifica a forma de repasse do Dpvat pelas seguradoras para o Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito, que aplica recursos exclusivamente em programas de prevenção de acidentes. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que 10% do valor total do Dpvat destinado à Seguridade Social sejam repassados ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito.

Com a aprovação do projeto, esse montante seria fixado em 5% do valor total do Dpvat arrecadado. É importante ressaltar que a mudança não traria prejuízos a essa movimentação financeira, permitindo, entretanto, que a transferência seja feita diretamente pela seguradora.

Rateio

Ainda de acordo com o projeto, os recursos do novo fundo seriam distribuídos segundo o volume de atendimentos realizados pelos municípios, baseado em dados dos sistemas de informação do SUS. Além de não estarem sujeitos à limitação de empenho e movimentação financeira por parte do governo federal, esses créditos poderiam ser feitos até o dia 10 do mês seguinte ao do recolhimento.

O projeto atribui ao Tribunal de Contas da União (TCU) a responsabilidade de informar ao governo federal, até o último dia útil de cada exercício, os coeficientes individuais de participação de estados e municípios contemplados pelo fundo. Para o TCU cumprir essa atribuição, entretanto, o governo federal teria de publicar no Diário Oficial da União (DOU), até o dia 31 de agosto de cada exercício, as unidades de saúde que prestarem atendimento de urgência e emergência a vítimas de trânsito; os municípios onde se situam; e o volume de atendimentos feitos, com os respectivos valores de remuneração pelo SUS.

A matéria também será votada, em decisão terminativa, aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ministério da Saúde lança "Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas"

Patologias de alta prevalência no País

As formas de diagnóstico, o tratamento, a medicação e o acompanhamento de pacientes com 33 doenças de alta prevalência no país poderão ser consultados na publicação Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas, lançada nesta quarta-feira (06) pelo Ministério da Saúde em livro e CD. O objetivo é padronizar o atendimento a pacientes com estas doenças.

"Esta publicação é de extrema importância para o cotidiano do trabalho profissional à medida que amplia o acesso às informações clínicas e terapêuticas. O documento não se baseia apenas em evidências científicas, mas em narrativas dos pacientes", disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Alberto Beltrame, ressaltando a importância da humanização da saúde pública no país.

O livro com 600 páginas contém os protocolos de doenças como insuficiência renal crônica, endometriose, doença de Parkison e doença falciforme. Os protocolos abrangem cerca de 6 milhões de pessoas que sofrem de 33 tipos de doenças.

O material aborda desde a caracterização da doenças, o tratamento indicado, os medicamentos a serem prescritos, a forma de administração, o tempo de uso, os benefícios esperados e o acompanhamento necessário.

Para Beltrame, este é um passo importante para assistência médica prestada pelo SUS. "Estamos parametrizando o atendimento, para evitar a grande variabilidade clínica existente. O protocolo é melhor que a bula, pois não tem o viés da indústria farmacêutica", disse Beltrame.

O secretário destacou também que o protocolo poderá instrumentalizar a Justiça em decisões que envolvam o tratamento de determinadas doenças e auxiliar os gestores públicos na previsão de compras e redução de custos com medicamentos.

Os 10 mil livros e 10 mil CDs serão distribuídos às secretarias municipais e estaduais de Saúde, aos postos de saúde, além de entidades médicas. O documento também estará disponível no site do Ministério da Saúde para consulta pela população.

Até o final de 2010 outra publicação será concluída com os protocolos de mais 30 doenças. O trabalho é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), de São Paulo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SUS: Governo aumenta pagamento por cirurgias cardíacas

Medida abrange 105 procedimentos. Os reajustes chegam a 227%


Os valores pagos por cirurgias cardiovasculares na rede pública de saúde serão reajustados a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde que informou que a medida abrange 105 procedimentos. O governo espera aumentar em 15% o número de cirurgias cardíacas no sistema público no prazo de um ano.

De acordo com o ministério, os reajustes chegam a 227%. O valor pago a um médico por uma cirurgia de ponte de safena passará de R$ 1.330 para R$ 3,8 mil, por exemplo. Para cobrir o aumento, o ministério vai investir quase R$ 100 milhões.

Os reajustes foram concedidos para as cirurgias de aorta, valvar, de revascularização do miocárdio, pediatria, procedimentos cardiovasculares, implante de marcapasso e pediatria. Em 2009, 65,4 mil cirurgias cardiovasculares foram feitas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia mais:

Cirurgiões cardiovasculares negociam reajuste da tabela do SUS com o Ministério da Saúde
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=72131

Fonte: www.saudebusiness.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Casa de Pelotas/RS recebe recursos para Instituto de Traumatologia

O Governo do Estado repassou, nesta segunda-feira (27), R$ 298,5 mil para a Santa Casa de Misericórdia de Pelotas. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os recursos são oriundos da Consulta Popular, e serão investidos na reforma de dois pavimentos para instalação do Instituto de Traumatologia do hospital.

As obras incluem a criação de 24 novos leitos para internação e oito para observação, no Bloco Cirúrgico. Ao todo, considerando o montante de R$ 366,3 mil aplicados em 2008, também pela Consulta Popular, o Governo do Estado investiu R$ 664,8 mil na construção do Instituto.

A Santa Casa é o maior hospital geral da região. Atende a comunidade de Pelotas, com uma população de aproximadamente 350 mil habitantes, e a zona Sul do Estado, que tem a cidade como referência para o encaminhamento de pacientes, sendo que mais de 60% são atendidos pelo SUS.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Guia vai ensinar médicos a dar más notícias

Livro elaborado pelo Inca, por meio de financiamento do Einstein, deve ser distribuído na rede do SUS a partir de novembro

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), por meio de financiamento do Hospital Albert Einstein, elabora livro para orientar os médicos na hora de transmitir informações sobre diagnósticos graves, recidivas (reaparecimento da doença), efeitos colaterais ou esgotamento de opções terapêuticas. O guia deve ser distribuído na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro.

Segundo a coordenadora da política de humanização no Inca, Priscila Magalhães, apesar das más notícias fazerem parte da rotina dos profissionais da área, elas causam sofrimento.

"O tema é pouco abordado em faculdades. Na medicina, em geral aparece apenas nas cadeiras de psicologia médica", disse Priscila. A coordenadora afirma que muitos profissionais acabam desenvolvendo problemas psicológicos decorrentes disso.

Estudo de 2009 feito pela divisão de saúde do trabalhador do Inca mostrou que, dos 159 trabalhadores do hospital em licença, 32% tinham histórico de transtornos mentais ou de comportamento, como depressão.

Para minimizar o problema, o instituto criou uma oficina de qualificação. No ano passado, foram treinados 120 alunos de hospitais federais e universitários.

É a experiência dessa primeira turma que o livro relata. Até o fim do ano, serão mais três turmas, num total de 600 pessoas.

O projeto, financiado pelo Einstein, foi viabilizado por portaria que permite a hospitais de excelência destinar a contribuição social que deveria ser recolhida ao governo a projetos para o SUS.

*Com informações da Folha Online

Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

Os jalecos dos médicos - indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor - pode ser fonte de contaminação. Esta é a constatação de um estudo realizado por alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), do câmpus de Sorocaba.

Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas. Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar.

A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clinica médica do hospital. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra metade não.

"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster", explicou Fernanda.

O estudo mostrou que os jalecos dos profissionais estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de contato frequente, como mangas e bolsos. A OMS e outras instituições de referência em biossegurança recomendam a sua utilização como uma barreira de proteção contra a transmissão de micro-organismos. No estudo, a pele da região do punho estava contaminada em 97,91% dos usuários de jaleco. Nos não usuários a contaminação era de 93,75%.

A pesquisa evidenciou que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso. De acordo com as alunas, o estudo também revela que a prática de lavar as mãos, em ambos os grupos, não está adequada. Para ela, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos.

Os resultados mostraram ainda que o número de micro-organismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira, dias de maior atividade médica. Para a orientadora, a pesquisa mostrou que o jaleco pode representar um possível veículo de transmissão de micro-organismos associado à infecção hospitalar, caso seu uso não seja aliado a cuidados.

A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Governo dos EUA incentiva uso de TI na saúde

Número de profissionais de saúde que utilizam a prescrição eletrônica cresce em ritmo acelerado

Cerca de 200 mil médicos norte-americanos enviam prescrições para farmácias por meios eletrônicos. A "e-prescrição" recebeu R$ 46 bilhões em incentivos do governo para que a transição digital de registros fosse acelerada.

O número de profissionais de saúde que aderiram a essa prática multiplicou-se nos últimos anos. Em 2008, eles chegavam a 74 mil, totalizando 156 mil em 2009, segundo dados da rede de prescrição eletrônica SureScripts.

Segundo a empresa, 47 dos 50 estados americanos mais que dobraram o uso da "e-prescrição" no ano passado. Em Massachusetts, 57% dos médicos adotaram o sistema e prescrevem eletronicamente uma em cada três receitas.

Incentivo político

O presidente Barack Obama vê a Tecnologia da Informação como um aliado importante no plano de cortar custos do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Em 2009, o Congresso americano autorizou um financiamento para promover os registros eletrônicos de saúde, como parte do pacote de estímulo econômico. Os incentivos serão pagos até 2015 e os fornecedores enfrentarão sanções caso não adotem a nova tecnologia.

Dessa forma, muitos médicos devem mudar definitivamente para as prescrições eletrônicas, a fim de evitar erros médicos causados pela má caligrafia e por interações medicamentosas prejudiciais.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Albert Einstein recebe certificado de sustentabilidade

Edifício adota medidas como controle do ar e redução do consumo de água e energia

O Pavilhão Vicky e Joseph Safra, parte da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), recebeu a certificação LEED Gold. Criada pelo U.S. Green Building Council, o documento qualifica o desempenho de edifícios sustentáveis.

A qualificação de um edifício certificado LEED pode ser obtida em nos níveis Certified, Silver, Gold e Platinum. A avaliação Gold leva em conta reduções no consumo de água e energia; cuidados na utilização de materiais, em função do seu conteúdo e características de emissão de poluentes; respeito à vizinhança durante a obra e na implantação do edifício; diminuição da carga sobre as redes de drenagem de águas pluviais da cidade; alta qualidade e controle do ar interno; e redução do efeito de ilha de calor na região.

Segundo Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras e Infraestrutura da instituição, o programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED.

"Os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores aos de outros programas, como escritórios e escolas", diz.

Com aproximadamente 70 mil m² distribuídos em dez andares ocupados e seis de estacionamentos, o edifício conta com mais de 200 consultórios médicos, centro de diagnósticos completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, serviços de endoscopia e oftalmologia.


Fonte: www.saudebusiness.com.br

Ranking revela os melhores hospitais da América Latina

HEMORIO É REACREDITADO PELA JCI/CBA
Ranking revela os melhores hospitais da América Latina: 40% deles são acreditados pela JCI

Por: Cristina Miguez
SB Comunicação - Rio de Janeiro/RJ


O Hemorio acaba de ser reacreditado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência acreditadora em saúde do mundo.


Especializado no tratamento de doenças de sangue, o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como Hemorio, foi acreditado pela primeira vez em 30 de novembro de 2001. De lá para cá, o Hemorio passou por três avaliações para reacreditação. A reacreditação concedida agora pelos avaliadores e técnicos da JCI/CBA vale até 11 de setembro de 2013.

No mês de setembro, o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, deu início ao processo de educação e preparação para acreditação internacional CBA/JCI.

Atualmente, o CBA tem 24 instituições brasileiras acreditadas internacionalmente pela JCI e outras 90 em processo de preparação para a acreditação.

Os melhores da América Latina

A consultoria América Economía Intellegence acaba de divulgar pesquisa feita com hospitais públicos, universitários e privados da América Latina, avaliando qualidade e gestão dos serviços prestados, segundo critérios internacionais. O ranking, elaborado pelo segundo ano consecutivo, traz uma listagem com as 20 melhores instituições da América Latina, 40% delas são acreditadas pela Joint Commission International.

O resultado mostra a qualidade das instituições, que foram avaliadas nos quesitos segurança do paciente, capital humano, capacidade, eficiência, gestão do conhecimento e prestígio. Seis hospitais brasileiros estão entre os 20 melhores: Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital Sírio-Libanês (SP), Hospital São Vicente de Paulo (RJ), Hospital Bandeirantes (SP) e Hospital das Clínicas de São Paulo (SP), sendo os quatro primeiros detentores da acreditação internacional da JCI. Os outros hospitais que fazem parte do ranking e são acreditados pela JCI são: Clínica Alemana (Chile), Clínica Las Condes (Chile), Fundación Santa Fe de Bogotá (Bogotá) e Hospital Clínica Bíblica (Costa Rica).

O estudo foi publicado este mês na revista AmericaEconomía e pode ser acessado através do site www.americaeconomia.com/ranking-clinicas-2010.

"Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

Ministério da Saúde confirma, "Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

O Ministério da Saúde foi consultado pela SESAU sobre o tratamento de pacientes infantis com tumores líquidos, o mesmo confirmou que os hematologistas estão aptos a cuidar dos pacientes e tem qualificação suficiente para diagnóstico clínico e definitivo para o tratamento das hemopatias (doenças do sangue) benignas ou malignas de crianças, adolescente, adultos ou idosos.

O parecer foi da coordenadora geral de gestão assistencial do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde, Dra. Maria Adelaide de Sousa Werneck.

A consulta foi realizada devido algumas denúncias a respeito do atendimento prestado a pacientes infantis portadores de tumores líquidos no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Qualificações

Segundo as informações do parecer do Ministério da Saúde, o oncologista pediátrico só terá qualificação para atender aos casos de crianças com tumores líquidos se o mesmo tiver um treinamento específico em hematologia, sendo que esse treinamento é suficiente para a suspeita clínica e o tratamento, mas não para o diagnóstico definitivo de hemopatias benignas ou malignas de crianças.

Cumprimento à Secretaria do Tocantins

No mesmo parecer a coordenadora cumprimentou a SESAU.
“Congratula-se a Secretaria de Saúde do Tocantins, pois usou de sua autoridade de gestão com habilidade, quando coloca em seu memorando: atendimento prioritário e proibitivo, e atenção para ação conjunta da equipe multidisciplinar”.