quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conheça as propostas para a saúde divulgadas no horário eleitoral

José Serra e Dilma Rousseff falam sobre ações já realizadas e propõem mudanças para o setor

A saúde dominou o horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), exibidos pelas emissoras de televisão brasileiras nesta terça-feira (19).


Serra
Logo no início, o programa eleitoral do candidato petista da terça-feira (19) expôs ações realizadas por Serra no setor de saúde reiterando que ele multiplicou por nove as equipes de médicos e enfermeira. A propaganda diz também que, como prefeito de São Paulo, Serra conclui a construção dos hospitais municipais Cidade Tiradentes e M"Boi Mirim.

Serra comentou sua experiência como gestor da saúde pública e reiterou suas propostas. "A saúde está ruim em todo o Brasil. Se o próximo presidente não se empenhar pessoalmente, não vai melhorar. É por isso que tenho proposto a construção de policlínicas e a formação da Rede Zilda Arns para deficientes. Tudo isso precisa ser coordenado pelo presidente".


Dilma
Já a candidata petista apresentou suas propostas para a saúde pública, como o Saúde da Família, ampliação das ambulâncias do Samu e a Rede Cegonha.

"Mulher tem esse lado de cuidar e a gente olha o processo do início até o fim. Mulher cuida, cuida mesmo. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são um modelo eficiente para combater a superlotação dos hospitais", disse a candidata, que prometeu a construção de 500 UPAs em todo o país.

"O grande compromisso que assumo com a população é melhorar o atendimento. Vamos acabar com as filas nos exames e atendimentos complexos. Para solucionar o problema, vou criar cursos de capacitação para quem atende", disse.

Hospitais e Clínicas Investem em Mimos para os Pacientes

Por: Rosilene Miliotti
SB Comunicação/RJ

Hospitais e clínicas investem em serviços diferenciados para fidelizar clientes

Internet sem fio no quarto, mensagens de texto para lembrar a consulta ou oexame, o 'primeiro bercinho' do bebê. Esses são alguns itens da lista dosagrados que clínicas e hospitais vêm oferecendo aos pacientes. A exemplo de lojas de grifes que tratam seus clientes de forma especial para deslumbraros clientes, hospitais e clínicas também oferecem um carinho a mais aos seuspacientes.

Na Clínica Pró Nascer (RJ), especializada em reprodução assistida, asfuturas mamães que optam pela Fertilização in Vitro são presenteadas com o'primeiro bercinho' do bebê. O 'presente' trata-se da plaquinha onde ficaramos embriões, até o momento da transferência para o útero da mamãe.

Segundo a biomédica Roberta Nogueira, as pacientes ficam muito surpresas eemocionadas com o mimo. "Elas adoram! Incluem até no álbum do bebê", diz. Aideia, que recebeu o apelido carinhoso de 'Primeiro Bercinho do Bebê' foiadotada desde a inauguração da clínica há sete anos. "A plaquinha vai com onome da mamãe e do marido, e escrevemos: Boa Sorte!", completa aespecialista.


Entretenimento durante internação

No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), no Rio de Janeiro, os quartos sãoequipados com sistema de internet sem fio, sem custo adicional na diária dopaciente. O serviço é extensivo ao acompanhante que levar seu laptop: Bastalocalizar a rede interna do hospital e navegar sem limite.

Segundo a gerente de Hotelaria do HSVP, Mônica Rodrigues, o serviço, que éoferecido desde 2005, tem o objetivo de facilitar a vida dos pacientes emanter a interatividade com seus afazeres habituais. "Assim que sãoapresentados ao quarto, o paciente é orientado por um auxiliar de hotelariasobre o serviço", conta a gerente.

Outra instituição que oferece além do bom atendimento e da excelência médicaé o Hospital Balbino (RJ), que implantou o serviço confirmação de consultase exames agendados através de SMS, o permitindo ao paciente não esquecer ocompromisso e até desmarcá-lo, se necessário. O serviço funciona desde oinício de julho e os resultados já começam a aparecer. "Logo no primeirodia, vários clientes entraram em contato para desmarcar consulta comantecedência. Com isso, podemos abrir agendamento para outros que estão naespera", afirma a coordenadora do Setor de Atendimento, Jana Brasil.

Com cerca de 700 mensagens diárias, a ideia da direção do hospital é, nofuturo, utilizar o serviço também para envio de dicas de saúde, mensagens deaniversário e outras divulgações para seus clientes. Outro mimo oferecidopelo Balbino é o serviço de mensagem para o amigo internado. A ferramentaserve para estreitar a distância dos familiares e amigos que, por algummotivo, não podem visitar o paciente. Para a ouvidora Evaneide Moreira, queencaminha os recados para os pacientes, a mensagem é uma forma de mostrarsolidariedade, atenção e carinho ao paciente internado. "O objetivo destainiciativa é viabilizar a comunicação de quem não pode estar junto aopaciente, mas que gostaria de se mostrar presente de alguma forma, sobretudoem internações de longa permanência", explica.

Como Identificar a Rentabilidade dos Produtos Hospitalares

Por: Flávia Salgado Resende


Nas instituições de saúde, o sistema de gestão de custos é importante para o aumento da eficiência dos processos, aumento da rentabilidade e consenquentemente para a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente. Além disso, de acordo com LIMA et al, a gestão de custos em uma organização hospitalar é apresentada como um instrumento gerencial fundamental para o controle dos recursos da mesma, sejam eles financeiros, materiais ou patrimoniais.

Para entender a importância da rentabilidade na Instituição Hospitalar é essencial conhecer o conceito da mesma. Rentabilidade é o valor do lucro com a venda, ou seja, é a medida do retorno de um investimento. Calcula-se a rentabilidade dividindo o valor do lucro com a venda pelo valor dos ativos instalados no hospital. Portanto, podemos dizer que rentabilidade é a quantia de dinheiro que a Instituição de Saúde ganha para cada quantia investida.

O lucro é produto do preço das vendas deduzindo os custos e as despesas. Segundo Matos, os registros dos insumos utilizados nas atividades operacionais compreendem custos e despesas. Os custos são representados por insumos pertinentes ao processo de produção e as despesas são representadas pelos insumos não relacionados ao processo de produção.

A definição do preço e da rentabilidade é resultado do processo de planejamento e da interação das diversas áreas internas e externas da organização de saúde, sendo estratégica a decisão da formação de preço de vendas dos serviços. Para a realização de venda de um produto ou serviço é necessário a utilização de uma tabela de preços. Os parâmetros para a tabela e as informações de custos são essenciais para a sua elaboração.

Em pesquisa realizada pela Grant Thornton, International Business Report, foi demonstrado que a inovação de produtos é vista como a iniciativa mais bem sucedida para o aumento da rentabilidade e impulso dos negócios entre as empresas privadas. A inovação foi citada por 20% dos participantes, seguida da redução de custos (18%) e estratégia de formação de preços de vendas (13%).

Segundo a Terco Grant Thornton para as empresas que planejam inovar é necessário seguir os seguintes conselhos:
- Busque oportunidades criadas pelos efeitos da crise econômica;
- Crie recursos para inovação;
- Ofereça produtos e serviços de acordo com as condições econômicas atuais;
- Esteja aberto a idéias;
- Controle cuidadosamente os riscos;
- Colabore para que clientes e fornecedores desenvolvam novas idéias;
- Examine processso e modelos comerciais inovadores, assim como produtos para melhorar a sua eficiência

Nesta pesquisa, a prioridade de ação dos empresários brasileiros foi à redução de custos, segundo Roberto Strohschoen de Lacerda, sócio da Terco Grant Thornton algumas medidas são fundamentais para a realização da redução de custos:
- Entenda com profundidade como os custos são gerados;
- Busque economias nas compras e negociação com fornecedores;
- Evite investimentos em estoques,
- Busque sinergias com empresas parceiras ou complementares;
- Controle com sabedoria o seu caixa;
- Busque terceirizar atividades ou processos que não são chaves para o negócio.

Segundo SOUZA et al, para analisar o desempenho rentável da Instituição de Saúde é necessário levar em consideração os seguintes indicadores:

- Indice de Giro Ativo: este índice mostra se o hospital está prestando um volume apropriado de serviços indicando quanto faturou para cada R$1,00 de investimento no ativo total hospitalar. Calcula-se esta índice através da fórmula: Receita Operacional Líquida (ROL) / Ativo Total (AT);

- Índice de retorno sobre o Ativo: Este índice indica o valor em R$ do lucro líquido ou superávit do hospital no período para cada R$100,00 investido pelo hospital no ativo total, é, portanto, uma medida do potencial de geração de lucro da parte do hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Ativo Total (AT)) X 100;

- Índice de retorno sobre o patrimônio liquido: Indica a rentabilidade em R$ para cada R$100,00 aplicados pelos proprietários ou acionistas no hospital, sendo assim de particular interesse para esses, pois indica o quanto estarão obtendo de retorno anual em relação aos seus investimentos no hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Patrimônio liquido médio (PLm)) x 100.

O processo de definições de preços e rentabilidade das empresas envolve uma gama de variáveis econômicas, financeiras e operacionais regidas pelas teorias de mercado, de custos e econômica. Os indicadores relacionados acima são formas de monitoramento que devem ser utilizados pelas Instituições de Saúde na avaliação do desempenho rentável e para tomada de decisões.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Governo vai reembolsar servidor que contratar plano de saúde privado

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (13), o governo federal vai reembolsar os servidores públicos federais – ativos, aposentados ou pensionistas – que contratarem planos de saúde privados. O ressarcimento será feito nos limites definidos em dezembro de 2009. Os valores variam de R$ 72,00 a R$ 129,00 por beneficiário, conforme a faixa salarial e a idade do titular do plano de saúde.

Para solicitar o ressarcimento, o servidor deve comprovar a contratação particular do plano de saúde feita com operadora que atenda às exigências do Termo de Referência Básico estipulado pelo governo federal.

Até agora, tinham direito ao ressarcimento todos os titulares de planos de saúde cujos órgãos tivessem firmado convênio de autogestão, modalidade operada pelas próprias empresas para seus funcionários, sem fins lucrativos.

A nova orientação aos órgãos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) sobre o ressarcimento das despesas com os planos de saúde foi publicada na edição desta quarta-feira (13) do Diário Oficial da União. Com a alteração, o próprio servidor poderá contratar diretamente a operadora que achar melhor e requerer o ressarcimento da despesa.


Edição: Rivadavia Severo

Governo federal gasta menos do que deveria em saúde

Ministério Público do DF entrou com uma ação civil pública para que o governo gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição

O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública para que o governo federal gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição. Além disso, pede que o governo aplique imediatamente o déficit de R$ 2,6 bilhões estimado desde 2000.

De acordo com a ação, manobras contábeis estão camuflando a aplicação correta da quantidade mínima exigida na área de saúde desde a aprovação da Emenda Constitucional 29/2000. O governo federal estaria incluindo no seu cálculo gastos inicialmente previstos no orçamento, mas posteriormente retirados ou não efetivados.

Em maio de 2009, o Ministério Público Federal já havia recomendado à União que deixasse de incluir os restos a pagar cancelados nos seus cálculos relativos ao setor de saúde. O Ministério do Planejamento reconheceu a prática, mas negou que ela era ilegal. Agora, cabe ao Judiciário definir a questão. O processo tramita na 7ª Vara da Justiça Federal no DF.

Projeto Lei pode aumentar a verba para atender acidentados

Projeto de lei prevê que hospitais estaduais e municipais deverão receber mais recursos pelo atendimento a vítimas de acidentes de trânsito

Hospitais estaduais e municipais poderão receber mais recursos, e de forma direta, pelo atendimento de urgência e emergência a vítimas de acidentes de trânsito. Tramita no Senado proposta que reforçará o custeio dessas despesas hospitalares com 15% do que as seguradoras arrecadam de Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat). Se o projeto virar lei, essa parcela será depositada no Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares.

A medida proposta em projeto de lei (PLS 36/10) do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde já tem parecer favorável do relator, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP).

Atualmente, a lei que instituiu o Plano de Custeio da Seguridade Social (Lei 8.212/91) determina às seguradoras que repassem para a Seguridade Social 50% do valor total do Dpvat ao Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar das vítimas em acidentes de trânsito. O PLS 36/10 altera esse percentual de repasse, estabelecendo que apenas 30% se destinem ao SUS, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para tratamento desses acidentados e 15% componham o novo Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares - com destinação direta a hospitais estaduais e municipais.

A proposta também modifica a forma de repasse do Dpvat pelas seguradoras para o Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito, que aplica recursos exclusivamente em programas de prevenção de acidentes. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que 10% do valor total do Dpvat destinado à Seguridade Social sejam repassados ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito.

Com a aprovação do projeto, esse montante seria fixado em 5% do valor total do Dpvat arrecadado. É importante ressaltar que a mudança não traria prejuízos a essa movimentação financeira, permitindo, entretanto, que a transferência seja feita diretamente pela seguradora.

Rateio

Ainda de acordo com o projeto, os recursos do novo fundo seriam distribuídos segundo o volume de atendimentos realizados pelos municípios, baseado em dados dos sistemas de informação do SUS. Além de não estarem sujeitos à limitação de empenho e movimentação financeira por parte do governo federal, esses créditos poderiam ser feitos até o dia 10 do mês seguinte ao do recolhimento.

O projeto atribui ao Tribunal de Contas da União (TCU) a responsabilidade de informar ao governo federal, até o último dia útil de cada exercício, os coeficientes individuais de participação de estados e municípios contemplados pelo fundo. Para o TCU cumprir essa atribuição, entretanto, o governo federal teria de publicar no Diário Oficial da União (DOU), até o dia 31 de agosto de cada exercício, as unidades de saúde que prestarem atendimento de urgência e emergência a vítimas de trânsito; os municípios onde se situam; e o volume de atendimentos feitos, com os respectivos valores de remuneração pelo SUS.

A matéria também será votada, em decisão terminativa, aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ministério da Saúde lança "Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas"

Patologias de alta prevalência no País

As formas de diagnóstico, o tratamento, a medicação e o acompanhamento de pacientes com 33 doenças de alta prevalência no país poderão ser consultados na publicação Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas, lançada nesta quarta-feira (06) pelo Ministério da Saúde em livro e CD. O objetivo é padronizar o atendimento a pacientes com estas doenças.

"Esta publicação é de extrema importância para o cotidiano do trabalho profissional à medida que amplia o acesso às informações clínicas e terapêuticas. O documento não se baseia apenas em evidências científicas, mas em narrativas dos pacientes", disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Alberto Beltrame, ressaltando a importância da humanização da saúde pública no país.

O livro com 600 páginas contém os protocolos de doenças como insuficiência renal crônica, endometriose, doença de Parkison e doença falciforme. Os protocolos abrangem cerca de 6 milhões de pessoas que sofrem de 33 tipos de doenças.

O material aborda desde a caracterização da doenças, o tratamento indicado, os medicamentos a serem prescritos, a forma de administração, o tempo de uso, os benefícios esperados e o acompanhamento necessário.

Para Beltrame, este é um passo importante para assistência médica prestada pelo SUS. "Estamos parametrizando o atendimento, para evitar a grande variabilidade clínica existente. O protocolo é melhor que a bula, pois não tem o viés da indústria farmacêutica", disse Beltrame.

O secretário destacou também que o protocolo poderá instrumentalizar a Justiça em decisões que envolvam o tratamento de determinadas doenças e auxiliar os gestores públicos na previsão de compras e redução de custos com medicamentos.

Os 10 mil livros e 10 mil CDs serão distribuídos às secretarias municipais e estaduais de Saúde, aos postos de saúde, além de entidades médicas. O documento também estará disponível no site do Ministério da Saúde para consulta pela população.

Até o final de 2010 outra publicação será concluída com os protocolos de mais 30 doenças. O trabalho é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), de São Paulo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SUS: Governo aumenta pagamento por cirurgias cardíacas

Medida abrange 105 procedimentos. Os reajustes chegam a 227%


Os valores pagos por cirurgias cardiovasculares na rede pública de saúde serão reajustados a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde que informou que a medida abrange 105 procedimentos. O governo espera aumentar em 15% o número de cirurgias cardíacas no sistema público no prazo de um ano.

De acordo com o ministério, os reajustes chegam a 227%. O valor pago a um médico por uma cirurgia de ponte de safena passará de R$ 1.330 para R$ 3,8 mil, por exemplo. Para cobrir o aumento, o ministério vai investir quase R$ 100 milhões.

Os reajustes foram concedidos para as cirurgias de aorta, valvar, de revascularização do miocárdio, pediatria, procedimentos cardiovasculares, implante de marcapasso e pediatria. Em 2009, 65,4 mil cirurgias cardiovasculares foram feitas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia mais:

Cirurgiões cardiovasculares negociam reajuste da tabela do SUS com o Ministério da Saúde
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=72131

Fonte: www.saudebusiness.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Casa de Pelotas/RS recebe recursos para Instituto de Traumatologia

O Governo do Estado repassou, nesta segunda-feira (27), R$ 298,5 mil para a Santa Casa de Misericórdia de Pelotas. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os recursos são oriundos da Consulta Popular, e serão investidos na reforma de dois pavimentos para instalação do Instituto de Traumatologia do hospital.

As obras incluem a criação de 24 novos leitos para internação e oito para observação, no Bloco Cirúrgico. Ao todo, considerando o montante de R$ 366,3 mil aplicados em 2008, também pela Consulta Popular, o Governo do Estado investiu R$ 664,8 mil na construção do Instituto.

A Santa Casa é o maior hospital geral da região. Atende a comunidade de Pelotas, com uma população de aproximadamente 350 mil habitantes, e a zona Sul do Estado, que tem a cidade como referência para o encaminhamento de pacientes, sendo que mais de 60% são atendidos pelo SUS.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Guia vai ensinar médicos a dar más notícias

Livro elaborado pelo Inca, por meio de financiamento do Einstein, deve ser distribuído na rede do SUS a partir de novembro

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), por meio de financiamento do Hospital Albert Einstein, elabora livro para orientar os médicos na hora de transmitir informações sobre diagnósticos graves, recidivas (reaparecimento da doença), efeitos colaterais ou esgotamento de opções terapêuticas. O guia deve ser distribuído na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro.

Segundo a coordenadora da política de humanização no Inca, Priscila Magalhães, apesar das más notícias fazerem parte da rotina dos profissionais da área, elas causam sofrimento.

"O tema é pouco abordado em faculdades. Na medicina, em geral aparece apenas nas cadeiras de psicologia médica", disse Priscila. A coordenadora afirma que muitos profissionais acabam desenvolvendo problemas psicológicos decorrentes disso.

Estudo de 2009 feito pela divisão de saúde do trabalhador do Inca mostrou que, dos 159 trabalhadores do hospital em licença, 32% tinham histórico de transtornos mentais ou de comportamento, como depressão.

Para minimizar o problema, o instituto criou uma oficina de qualificação. No ano passado, foram treinados 120 alunos de hospitais federais e universitários.

É a experiência dessa primeira turma que o livro relata. Até o fim do ano, serão mais três turmas, num total de 600 pessoas.

O projeto, financiado pelo Einstein, foi viabilizado por portaria que permite a hospitais de excelência destinar a contribuição social que deveria ser recolhida ao governo a projetos para o SUS.

*Com informações da Folha Online

Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

Os jalecos dos médicos - indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor - pode ser fonte de contaminação. Esta é a constatação de um estudo realizado por alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), do câmpus de Sorocaba.

Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas. Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar.

A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clinica médica do hospital. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra metade não.

"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster", explicou Fernanda.

O estudo mostrou que os jalecos dos profissionais estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de contato frequente, como mangas e bolsos. A OMS e outras instituições de referência em biossegurança recomendam a sua utilização como uma barreira de proteção contra a transmissão de micro-organismos. No estudo, a pele da região do punho estava contaminada em 97,91% dos usuários de jaleco. Nos não usuários a contaminação era de 93,75%.

A pesquisa evidenciou que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso. De acordo com as alunas, o estudo também revela que a prática de lavar as mãos, em ambos os grupos, não está adequada. Para ela, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos.

Os resultados mostraram ainda que o número de micro-organismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira, dias de maior atividade médica. Para a orientadora, a pesquisa mostrou que o jaleco pode representar um possível veículo de transmissão de micro-organismos associado à infecção hospitalar, caso seu uso não seja aliado a cuidados.

A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Governo dos EUA incentiva uso de TI na saúde

Número de profissionais de saúde que utilizam a prescrição eletrônica cresce em ritmo acelerado

Cerca de 200 mil médicos norte-americanos enviam prescrições para farmácias por meios eletrônicos. A "e-prescrição" recebeu R$ 46 bilhões em incentivos do governo para que a transição digital de registros fosse acelerada.

O número de profissionais de saúde que aderiram a essa prática multiplicou-se nos últimos anos. Em 2008, eles chegavam a 74 mil, totalizando 156 mil em 2009, segundo dados da rede de prescrição eletrônica SureScripts.

Segundo a empresa, 47 dos 50 estados americanos mais que dobraram o uso da "e-prescrição" no ano passado. Em Massachusetts, 57% dos médicos adotaram o sistema e prescrevem eletronicamente uma em cada três receitas.

Incentivo político

O presidente Barack Obama vê a Tecnologia da Informação como um aliado importante no plano de cortar custos do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Em 2009, o Congresso americano autorizou um financiamento para promover os registros eletrônicos de saúde, como parte do pacote de estímulo econômico. Os incentivos serão pagos até 2015 e os fornecedores enfrentarão sanções caso não adotem a nova tecnologia.

Dessa forma, muitos médicos devem mudar definitivamente para as prescrições eletrônicas, a fim de evitar erros médicos causados pela má caligrafia e por interações medicamentosas prejudiciais.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Albert Einstein recebe certificado de sustentabilidade

Edifício adota medidas como controle do ar e redução do consumo de água e energia

O Pavilhão Vicky e Joseph Safra, parte da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), recebeu a certificação LEED Gold. Criada pelo U.S. Green Building Council, o documento qualifica o desempenho de edifícios sustentáveis.

A qualificação de um edifício certificado LEED pode ser obtida em nos níveis Certified, Silver, Gold e Platinum. A avaliação Gold leva em conta reduções no consumo de água e energia; cuidados na utilização de materiais, em função do seu conteúdo e características de emissão de poluentes; respeito à vizinhança durante a obra e na implantação do edifício; diminuição da carga sobre as redes de drenagem de águas pluviais da cidade; alta qualidade e controle do ar interno; e redução do efeito de ilha de calor na região.

Segundo Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras e Infraestrutura da instituição, o programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED.

"Os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores aos de outros programas, como escritórios e escolas", diz.

Com aproximadamente 70 mil m² distribuídos em dez andares ocupados e seis de estacionamentos, o edifício conta com mais de 200 consultórios médicos, centro de diagnósticos completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, serviços de endoscopia e oftalmologia.


Fonte: www.saudebusiness.com.br

Ranking revela os melhores hospitais da América Latina

HEMORIO É REACREDITADO PELA JCI/CBA
Ranking revela os melhores hospitais da América Latina: 40% deles são acreditados pela JCI

Por: Cristina Miguez
SB Comunicação - Rio de Janeiro/RJ


O Hemorio acaba de ser reacreditado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência acreditadora em saúde do mundo.


Especializado no tratamento de doenças de sangue, o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como Hemorio, foi acreditado pela primeira vez em 30 de novembro de 2001. De lá para cá, o Hemorio passou por três avaliações para reacreditação. A reacreditação concedida agora pelos avaliadores e técnicos da JCI/CBA vale até 11 de setembro de 2013.

No mês de setembro, o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, deu início ao processo de educação e preparação para acreditação internacional CBA/JCI.

Atualmente, o CBA tem 24 instituições brasileiras acreditadas internacionalmente pela JCI e outras 90 em processo de preparação para a acreditação.

Os melhores da América Latina

A consultoria América Economía Intellegence acaba de divulgar pesquisa feita com hospitais públicos, universitários e privados da América Latina, avaliando qualidade e gestão dos serviços prestados, segundo critérios internacionais. O ranking, elaborado pelo segundo ano consecutivo, traz uma listagem com as 20 melhores instituições da América Latina, 40% delas são acreditadas pela Joint Commission International.

O resultado mostra a qualidade das instituições, que foram avaliadas nos quesitos segurança do paciente, capital humano, capacidade, eficiência, gestão do conhecimento e prestígio. Seis hospitais brasileiros estão entre os 20 melhores: Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital Sírio-Libanês (SP), Hospital São Vicente de Paulo (RJ), Hospital Bandeirantes (SP) e Hospital das Clínicas de São Paulo (SP), sendo os quatro primeiros detentores da acreditação internacional da JCI. Os outros hospitais que fazem parte do ranking e são acreditados pela JCI são: Clínica Alemana (Chile), Clínica Las Condes (Chile), Fundación Santa Fe de Bogotá (Bogotá) e Hospital Clínica Bíblica (Costa Rica).

O estudo foi publicado este mês na revista AmericaEconomía e pode ser acessado através do site www.americaeconomia.com/ranking-clinicas-2010.

"Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

Ministério da Saúde confirma, "Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

O Ministério da Saúde foi consultado pela SESAU sobre o tratamento de pacientes infantis com tumores líquidos, o mesmo confirmou que os hematologistas estão aptos a cuidar dos pacientes e tem qualificação suficiente para diagnóstico clínico e definitivo para o tratamento das hemopatias (doenças do sangue) benignas ou malignas de crianças, adolescente, adultos ou idosos.

O parecer foi da coordenadora geral de gestão assistencial do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde, Dra. Maria Adelaide de Sousa Werneck.

A consulta foi realizada devido algumas denúncias a respeito do atendimento prestado a pacientes infantis portadores de tumores líquidos no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Qualificações

Segundo as informações do parecer do Ministério da Saúde, o oncologista pediátrico só terá qualificação para atender aos casos de crianças com tumores líquidos se o mesmo tiver um treinamento específico em hematologia, sendo que esse treinamento é suficiente para a suspeita clínica e o tratamento, mas não para o diagnóstico definitivo de hemopatias benignas ou malignas de crianças.

Cumprimento à Secretaria do Tocantins

No mesmo parecer a coordenadora cumprimentou a SESAU.
“Congratula-se a Secretaria de Saúde do Tocantins, pois usou de sua autoridade de gestão com habilidade, quando coloca em seu memorando: atendimento prioritário e proibitivo, e atenção para ação conjunta da equipe multidisciplinar”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cai número de mortes entre gestantes

Apesar do progresso, declínio anual deveria ser maior

O número de mulheres que morrem devido a complicações durante a gravidez e o parto, em todo o mundo, caiu 34% em 18 anos. Em 1990, o total estimado era de 546 mil mulheres, contra 358 mil em 2008.

A informação faz parte do estudo "Tendências na Mortalidade Maternal", divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e Banco Mundial.

Apesar do progresso, a taxa de declínio anual corresponde a 2,3%, menos da metade do que foi estabelecido para alcançar a Meta do Milênio de reduzir a mortalidade maternal em 75% entre 1990 e 2015. Para chegar a esse resultado, o declínio por ano deveria ser de 5,5%.

As quatro principais causas de mortes em gestantes são: sangramento intenso após o parto, infecções, distúrbios de hipertensão e aborto em condições inadequadas. Em 2008, cerca de mil mulheres morreram devido a essas complicações por dia. Dessas, 570 moravam na África subsaariana, 300 no sul da Ásia e apenas cinco em países desenvolvidos.

Segundo a pesquisa, o risco de uma mulher em um país em desenvolvimento, como o Brasil, morrer por causas relacionadas à gravidez é 36 vezes superior se comparada a uma gestante de um país desenvolvido.

Fonte:www.saudebusiness.com.br

Taxa de mortalidade por câncer entre mulheres cai 10,5%

Estudo da USP mede queda no período entre 1980 e 2004. Entre os homens, a redução foi de 4,6%

A taxa de mortalidade por câncer entre mulheres nas capitais brasileiras caiu 10,5% no período entre 1980 e 2004, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) publicada na revista da Associação Médica Brasileira. Entre os homens, a redução foi de 4,6%, ao longo dos 25 anos estudados. É uma das mais longas séries históricas sobre mortalidade por câncer com dados nacionais, e não regionais.

Em 1980, morriam por causa de câncer 105 mulheres a cada 100 mil habitantes. Em 2004, a taxa havia caído para 94 por 100 mil. Entre os homens, essa queda foi mais discreta - de 147,4 para 140,6 por 100 mil. O que mais contribuiu para essa redução foi a queda da mortalidade do câncer de estômago, afirma o médico Luiz Augusto Marcondes Fonseca, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva, que divide a autoria do trabalho com dois especialistas, os professores José Eluf-Neto e Victor Wunsch Filho.

"Possivelmente está diminuindo a incidência (de câncer de estômago) e isso ocorre em boa parte do mundo. Câncer é doença de longa produção, então o que se pensa é que a qualidade da comida está melhorando. Para preservar os alimentos, não se usa mais salgar ou defumar, que produzem substâncias carcinogênicas, por que se tem a geladeira", afirma o especialista. A mortalidade de homens e mulheres por causa dessa doença foi cortada pela metade: a masculina caiu de 25 por 100 mil para 13 por 100 mil, e a feminina, de 12 por 100 mil para 6 por 100 mil habitantes.

Por outro lado, houve um aumento pequeno na taxa de mortalidade de mulheres por câncer de colo de útero e pulmão. Nos homens, subiu a mortalidade por câncer de próstata. "É correta a estratégia do Ministério da Saúde de focar campanhas que tratem da saúde do homem. Historicamente, sempre se teve programa de saúde infantil, materno-infantil, saúde da mulher. E o homem é quem menos se cuida", diz Fonseca.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Hospital adota checklist para minimizar riscos

Procedimento visa garantir a segurança do paciente em cirurgias

O Hospital São Vicente de Paulo, do Rio de Janeiro, implementou o Programa Cirurgia Segura Salva Vidas. Desenvolvido a partir de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o programa contempla uma série de procedimentos a ser realizados antes e após todas as cirurgias complexas, para minimizar riscos mais comuns e evitar complicações.

Com o projeto, sempre que uma equipe entrar em uma sala de cirurgia, será coordenada por um profissional responsável pela aplicação de um questionário. O checklist contém questões para identificar o número de compressas usadas no procedimento, conferir o material usado no procedimento, confirmar se o paciente é realmente o que fará determinada cirurgia e quais são suas alergias, entre outras.

Segundo Monica Resano, coordenadora do programa Cirurgia Segura no Hospital São Vicente, além de aumentar o índice de segurança do paciente, o Programa busca padronizar os procedimentos cirúrgicos do hospital.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cinco hospitais se unem por turismo médico

Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e HCor – membros do chamado G5 – vão vender a medicina de São Paulo para estrangeiros

Concorrentes no mercado de saúde brasileiro, os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e Hospital do Coração uniram forças para garantir uma fatia do mercado mundial de turismo médico, que movimenta por ano cerca de 60 bilhões de dólares. Nesta quinta-feira, pela primeira vez, membros do chamado G5 se reuniram para vender a medicina de São Paulo para estrangeiros em busca de tratamento bom e barato.

O encontro ocorreu durante o Medical Travel Meeting, que reúne até este sábado os principais atores desse setor em crescimento no País. Estima-se que em 2005 48 mil estrangeiros buscaram tratamento médico no Brasil – a maioria deles cirurgia plástica. Entre 2007 e 2009, segundo a Deloitte Center for Health Solutions, foram cerca de 180 mil. Na Tailândia, apenas em 2007, esse número chegou a 1,2 milhão.

Por perceber um mercado potencial que vai muito além da medicina estética, os membros do G5 criaram nos últimos anos departamentos de relações internacionais com profissionais bilíngües para receber os visitantes, que representam até 5% dos atendimentos. “Cuidamos de todos os detalhes, como hotel, transporte e até passeios turísticos para acompanhantes”, diz Gilberto Galletta, gerente de relações internacionais do Sírio-Libanês.

Com foco no atendimento de alta complexidade, como cirurgia cardíaca, oncologia e neurologia, os hospitais firmam convênios com operadoras de saúde internacionais – para as quais muitas vezes é mais barato trazer o segurado para o Brasil do que levá-lo aos EUA, por exemplo.

Interesse – Outra iniciativa comum é a expansão da capacidade de atendimento. “Os cinco somam hoje 1,5 mil leitos, mas trabalhamos com taxa de ocupação entre 85% e 90%”, afirma Paulo Ishibashi, diretor comercial do Einstein. Porém, o faturamento somado das instituições, de 1,5 bilhão de dólares ao ano, lhes dá uma capacidade de crescimento que explica o interesse em abocanhar o mercado internacional.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Projeto visa reduzir gastos e carência de leitos no País

Proposta determina também que as instâncias gestoras do SUS promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares


A Câmara analisa o Projeto de Lei 7702/10, da deputada Tonha Magalhães (PR-BA), que obriga o Poder Público a fornecer gratuitamente, após alta hospitalar, alimentos especiais, fraldas e outros insumos necessários à manutenção da saúde de pessoas de baixa renda.

De acordo com o texto, a assistência fica condicionada à comprovação, pelas autoridades competentes, das necessidades físicas e materiais do paciente, que obrigatoriamente precisa ser diagnosticado em quadro clínico irreversível, decorrente de doença crônica, de acidente ou de outros infortúnios.

Segundo a autora, a proposta pretende reduzir gastos e de alguma forma aliviar a carência de leitos hospitalares no País. "Vários estudos comprovam que os gastos com internações de longo prazo são muito maiores do que os necessários para atender os pacientes em seus domicílios", diz a deputada.

Cuidadores domiciliares

Ela defende que o simples fornecimento de fraldas, alimentos e outros materiais e insumos pode assegurar o conforto e a saúde das pessoas em suas próprias casas, evitando ocupações desnecessárias de leitos nos hospitais.

O projeto determina também que as instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS), em suas respectivas esferas de governo, promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.