quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gripe H1N1: OMS anuncia fim da pandemia

Vírus continua circulando no mundo, mas com comportamento similar ao da gripe comum. Conforme orientação, Ministério da Saúde manterá ações de monitoramento e prevenção

Nesta terça-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. Alguns deles, como Índia e Nova Zelândia, ainda têm apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.

Essas evidências contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos. "A vigilância contínua é extremamente importante", orientou a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a recomendação da OMS e destaca a vacinação recorde realizada no Brasil. “Fizemos um imenso esforço conjunto e conseguimos vacinar, em apenas três meses, 88 milhões de pessoas. Isso nos permite ter todos os índices de gripe em queda e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano”, afirma o ministro. Ele ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene.

GRIPE NO BRASIL – A análise dos indicadores qualitativos informados à Organização Mundial da Saúde revela, além da queda de demanda por atendimento médico, que o Brasil apresenta, atualmente, uma intensidade baixa a moderada na proporção de pessoas com doenças respiratórias agudas.

De 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com influenza pandêmica que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2010, vem sendo observada intensa redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março. A gripe H1N1 vem se mantendo em baixa atividade mesmo nos meses de julho e agosto, nos quais ocorre, todos os anos, aumento no número de casos de influenza e pneumonias associadas.

Essas informações mostram a efetividade da vacinação no controle da doença. No entanto, seguindo orientações da OMS, o Ministério da Saúde manterá, junto com os estados e os municípios, o monitoramento da gripe H1N1. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.

PREVENÇÃO – Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. Por exemplo, enquanto no Norte a tendência de crescimento se inicia em janeiro, no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a agosto.

Portanto, a população deve continuar com os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças, gestantes, portadores de algumas doenças crônicas e idosos. Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

MEMÓRIA – No dia 24 de abril de 2009, a OMS fez o alerta sobre o surgimento da Influenza A (H1N1), inicialmente chamada de gripe suína. Desde o alerta da OMS, o Ministério da Saúde iniciou o seu plano de contingência, com uma estrutura construída desde o ano 2000. Este plano tem como base uma rede de vigilância e atenção em saúde para enfrentar possíveis pandemias causadas pelos vírus influenza. Ao todo, o governo federal investiu aproximadamente R$ 2,5 bilhões, principalmente na aquisição de vacinas, medicamentos, equipamentos hospitalares, adequação de infra-estrutura de hospitais, laboratórios, portos e aeroportos; capacitações profissionais e ações de comunicação.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ministério da Saúde oferece bolsas de residência médica

Objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade em regiões prioritárias, definidas por gestores do SUS

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), vinculado ao Ministério da Saúde e Educação, oferece mais bolsas de residência médica em áreas definidas como prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade de residência médica em regiões prioritárias, definidas em comum acordo com os gestores do SUS. As instituições que podem enviar projetos são: Hospitais Universitários Federais e de Ensino e Secretarias de Saúde preferencialmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Além dos ministérios, os Conselhos dos Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (CONASS e CONASEMS) apoiam o programa. Serão investidos, pelo Ministério da Saúde, cerca de R$ 30 milhões no Pró-Residência em 2010. Estima-se que serão oferecidas 1.040 bolsas ao longo de 2010.

As áreas prioritárias são: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade, Psiquiatria, Geriatria, Cancerologia Clínica e Cirúrgica, Radioterapia, Patologia, Anestesiologia, Medicina Intensiva, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia, Neonatologia, Psiquiatria Infantil e da Adolescência, Cirurgia do Trauma e Medicina de urgência.

Desde o segundo semestre de 2009, quando o programa foi lançado, o projeto já concedeu 785 bolsas para todo o país.

De 473 vagas, 60% foram destinadas às regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, definidas como prioritárias por terem historicamente menos ofertas para esse tipo de especialização.

As inscrições foram abertas no dia 22 de julho e vão até o dia 30 de agosto. No portal de saúde do governo estão listadas as documentações e orientações necessárias aos participantes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

O aumento salarial para os profissionais de saúde é o ponto prioritário dos profissionais. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais

A Associação Médica Brasileira (AMB) divulga nesta segunda-feira (2) a Carta de Brasília, síntese dos debates do encontro de entidades médicas que durou três dias. O documento será encaminhado aos Três Poderes e aos principais candidatos à Presidência da República. Uma das propostas defendidas é a criação da carreira de Estado do médico, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 454, que tramita no Congresso Nacional.

Outros pontos que vão constar na carta serão mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), o melhor aparelhamento da rede pública, o aumento salarial para os profissionais de saúde e a maior qualificação profissional do médico. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais, com reajuste anual.

A implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) ainda não está consolidada. O Plenário sugeriu a adoção de edição atualizada como referência mínima do trabalho médico, incluindo reajustes anuais baseados em índice oficial (IGPM ou outro índice que o substitua), para a totalidade dos procedimentos médicos executados.

Outro assunto debatido foi a defesa da adoção de concurso público nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo os participantes, as unidades, por terem caráter público, devem adotar uma carreira de Estado, proibindo as terceirizações.

Essas temáticas fizeram parte das discussões sobre SUS, Políticas de Saúde e Relação com a Sociedade, abrangendo 40 propostas aprovadas e cinco reprovadas ou retiradas da pauta. Entre as propostas para financiamento, o destaque ficou por conta da luta pela aprovação da Emenda Constitucional 29 (que favorecerá o contingenciamento de 15% do orçamento municipal, 12% do estadual e 10% do orçamento da União ao setor de saúde).

A respeito da gestão e da ESF / atenção primária, prevaleceram a lutas pela qualificação e para que os médicos do ESF tenham vínculo empregatício atrelado a um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV). Além dessas, o apoio a estudantes e residentes de medicina - através da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) - e o estímulo à criação de comissões de assuntos políticos junto às entidades médicas estaduais também foram deliberados.

Ao final, foi redigida, lida e aprovada por todos os médicos presentes a Carta de Brasília, documento que reúne todas as reivindicações da categoria para os próximos anos.

*Com informações da Agência Brasil e da Associação Médica Brasileira

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Carreira para profissionais de saúde do SUS

Objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde

Proposta de carreiras do Sistema Único de Saúde será elaborada pelo Ministério da Saúde através da criação de uma comissão de estudo, abrangendo, inicialmente, os profissionais médicos, os cirurgiões-dentistas e os enfermeiros.

O texto publicado na última sexta-feira (30) no Diário Oficial da União prevê que o prazo para conclusão dos trabalhos da comissão será de, no máximo, 90 dias, a partir da data de sua instalação.

De acordo com a portaria, o objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde. O ministério levou em consideração a dificuldade apresentada por municípios brasileiros em fixarem profissionais de saúde em seu território.

Os dados são confirmados por estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina, que aponta que na região Norte há um médico para cada grupo de 1.130 habitantes, com 13.582 profissionais aptos a atuar, registrados primariamente em conselhos de medicina da região.

Fonte: www.saudebusiness.com.br


sexta-feira, 30 de julho de 2010

No dia 27 de julho assumiu a pasta o novo Secretário de Estado da Saúde de São Paulo

Na última treça-feira dia 27 de julho, o médico sanitarista Nilson Ferraz Paschoa assumiu a secretária de Estado da Saúde de São Paulo em substituição ao antigo secretário Luiz Roberto Barradas Barata, falecido no dia 17 de julho.

O atual Secretário é formado em medicina pela Faculdade de Itajubá (MG) e especializado em saúde pública pela Santa Casa de São Paulo, é administrador hospitalar e gestor de serviços de saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Paschoa foi um dos responsáveis pela implantação do modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS), e também já atuou como secretário-adjunto, chefe de gabinete, coordenador de Regiões de Saúde e diretor de Saúde Mental.


Ministério planeja carreira nacional dos médicos

Temporão institui grupo de trabalho para construção de carreira nacional para os profissionais vinculados ao SUS

Durante a solenidade de abertura do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), na noite desta quarta-feira (28), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a assinatura de Portaria que institui grupo de trabalho para a construção de carreira nacional para os profissionais médicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). As ações serão desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e as entidades médicas do País.

Segundo Temporão, o grupo poderá também apontar soluções possíveis para a interiorização dos médicos, como a criação de uma carreira de Estado. “Queremos garantir a fixação do profissional. O Ministério busca junto às entidades médicas uma parceria no sentido do fortalecimento da qualificação no SUS”, disse.

A carreira nacional irá beneficiar mais de 400 municípios, principalmente do Norte e Nordeste do país. Além dos médicos, a Comissão será formada por entidades da odontologia e de enfermagem, consideradas carreiras básicas pelo Ministério.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), a carreira de Estado para médicos é considerada fundamental para resolver a falta de assistência em regiões distantes. “Ficamos contentes em ver que o Ministério cumpriu o acordo estabelecido com as entidades. Queremos participar em todas as comissões de formação médica. Podemos colaborar muito”, enfatizou.

Enem define postura sobre ensino, residência e diplomas

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas aprova propostas durante primeiro dia de evento

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem) aprovou propostas relacionadas ao ensino, residência e revalidaçao de diplomas durante primeiro dia de atividades na última quarta-feira (28). Entre as resoluções, estão: sanções rigorosas para cursos de medicina mal avaliados, com diminuição de vagas ou mesmo o fechamento de escolas; suspensão da abertura de escolas médicas por um prazo mínimo de dez anos e apoio ao projeto de lei 65/2003 (Arlindo Chinaglia), que proíbe a criação de novos cursos médicos e a ampliação de vagas nos cursos existentes, nos próximos dez anos.

Os temas foram votados e discutidos em dez grupos de trabalho, sendo aprovados ou rejeitados. As propostas que não obtiveram concordância ou rejeição de pelo menos oito dos dez grupos, foram votadas na Plenária. Ao todo, foram 10 propostas rejeitadas e 38 aprovadas.

Ensino médico

A partir das dicussões, os seguintes pontos prevaleceram: luta por remuneração adequada e qualificação para o corpo docente; apoio ao aprimoramento do currículo de medicina; protocolos e treinamento para membros das comissões que avaliam as escolas médicas; orientação sobre a relação ética dos médicos com a indústria farmacêutica, de equipamentos e material médico-hospitalar; fiscalização das estruturas hospitalar e ambulatorial das instituições que servem de estágio às escolas médicas; bem como das condições de preceptoria.

Residência médica

As entidades médicas nacionais Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) trabalham conjuntamente pela ampliação das vagas para absorver os residentes, apoio ao reajuste do valor da bolsa de residência, unificação dos critérios das provas para ingresso na residência, apoio à Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), entre outras deliberações.

Revalidação de diplomas

As principais propostas alinhadas sobre revalidação de diplomas forma: revalidação obrigatória para todo diploma de médico obtido no exterior; apoio e fiscalização do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas de Médico Obtidos no Exterior, dos ministérios da Educação e da Saúde; discussão e regulação da situação das regiões que convivem com a presença de estrangeiros ou brasileiros sem diploma de medicina revalidado; e promoção de educação médica continuada aos médicos.

Nesta quinta-feira (29), o segundo dia de atividades do XII Enem, o tema foi mercado de trabalho e remuneração.

*Com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Área de saúde investe em comunicação via SMS

Lembretes de consultas enviados por SMS Corporativo são eficazes para o comparecimento de pacientes e reduz custos, diz pesquisa
O uso do SMS Corporativo vem ganhando força na área de saúde. De acordo com o estudo realizado pela empresa KATU e o Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), os hospitais, médicos e laboratórios de análises clínicas que costumam mandar mensagens como lembretes de consultas médicas têm menor índice de faltas. Segundo levantamento, o percentual de ausência dos pacientes após o recebimento da comunicação via SMS foi de 19,42%, contra 25,57% quando esse recurso não é utilizado.

As vantagens da ferramenta, segundo a Diretora Executiva da empresa de SMS Corporativo Comunika, Crisleine Pereira, estão relacionadas com a rápidez e o baixo custo. "Também é mais discreto, especialmente quando a informação a ser transmitida diz respeito a assuntos relacionados à saúde das pessoas. Utilizando o SMS para as confirmações e lembretes, o custo cai cerca de 70% em comparação a uma ligação telefônica”, destacou.

Contato com a equipe médica, lembretes de remédios e monitoramento dos pacientes são outras ações que o SMS Corporativo contempla.

Até o final do ano de 2010, a sociedade poderá contar com o serviço de SMS regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a comunicação de emergências à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Número de pediatras cai pela metade no Brasil

Má remuneração e diminuição nas vagas para residência são alguns dos motivos para a redução na procura pela especialidade

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria constatou que o número de médicos recém formados que se candidatavam ao título de pediatra caiu 50% nos últimos dez anos. Segundo o levantamento feito pela entidade em 1999, 1583 médicos que acabaram de se formar se candidataram à pediatria, em 2009 foram apenas 794.

Alguns dos fatores apontados no estudo para a redução de candidatos foi a baixa remuneração e a redução na oferta de residências na área. Outro aspecto levantado pela entidade foi a má distribuição dos profissionais pelos estados. O volume de trabalho e a falta de segurança nas Unidades Básicas de Saúde fazem com que os pediatras evitem exercer suas funções nas periferias e concentrem suas atividades nos grandes centros.

Outra pesquisa, encomendada pela farmacêutica Pfizer, apontou que 88% das mães consideram o pediatra a principal referência quando se trata da saúde dos filhos.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

O Bolsa Família da Saúde


De olho nos 140 milhões de brasileiros que não têm plano de saúde, a APPI aposta no cartão pré-pago da saúde

A busca por alternativas para ampliar o acesso a serviços de saúde tornou-se uma oportunidade de negócios para a APPI, empresa de tecnologia especializada em conectividade. Em um projeto desenvolvido em parceria com a Unimed Norte Fluminense, a empresa lançou o cartão pré-pago de saúde. "Havia um desejo da operadora de ampliar o portfólio de serviços para atender a classe C e D, e a partir daí fomos estudar o mercado", aponta o diretor da Divisão de Saúde da APPI, Alberto Techera.

Para atender a demanda do público-alvo de ter um produto que dispensasse o pagamento mensal, que tivesse um preço acessível e que permitisse a inclusão de familiares para o acesso a serviços de saúde de qualidade, a solução encontrada foi a oferta de cartões pré-pago no mercado, com a bandeira Sempre.

Funcionando como um meio de pagamento, o projeto começou a ser desenhado há dois anos e tem nas parcerias firmadas o seu principal alicerce. "Como criar uma força de vendas específica para a comercialização dos cartões seria uma alternativa cara e de pouco impacto, buscamos empresas que enxergassem na oferta dos cartões um valor agregado", explica Techera. A partir daí, foram costuradas parcerias com empresas que ofertam benefícios como vale-transporte e redes de farmácia que têm os seus cartões de fidelidade, além de clínicas e de operadoras de planos de saúde. Hoje a empresa tem emitidos mais de 1,8 milhão de cartões nos estados do Rio de Janeiro, Pará, Amapá, Ceará e Maranhão, e já há negociações para parcerias em Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Bahia, com um média de valor de recarga de R$ 200 por ano cada um.

Negócios

Ter escala é o que torna a operação interessante. Hoje, cada cartão gera um lucro de R$1 a R$ 1,20 por mês. A projeção é de que em 10 anos sejam emitidos até 20 milhões de cartões. "Pela velocidade com que tem crescido, acredito que essa meta será antecipada", salienta o executivo.

Para tornar a oferta possível, além das parcerias com as empresas para a emissão do cartão, a APPI também mantém um equilíbrio na rede credenciada. A ideia é buscar médicos e laboratórios que tenham condições de atender a demanda de clientes prontamente. Para atrair essa rede, a empresa oferece o valor da tabela CBHPM de 2003 para a consulta, que é de R$ 42, mais a agilidade no pagamento. Para o usuário, a utilização do cartão rende o acumulo de pontos que podem resultar em prêmios ou em desconto em medicamentos. "Mais do que uma oportunidade de negócio, esse projeto promove a inclusão social e permite a ampliação do acesso aos serviços de saúde. O seu futuro é ser o Bolsa Família da Saúde", aponta o executivo.

Quanto a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Techera explica que a operação não está sujeita as regras da agência, por se tratar de um meio de pagamento. "Não importa se o usuário vai usar dinheiro, cartão de crédito, cheque ou o cartão pré-pago, isso não está sob as diretrizes da ANS. É um bandeira como as de cartão de crédito. Bom o crescimento do modelo, será sim necessária uma regulamentação no Brasil, mas para todos os tipos de produtos pré-pagos", analisa Techera.

Quanto ao futuro do negócio, o executivo explica que já há projetos para que o produto atinja também o mercado internacional, com negociações sendo feitas com as bandeiras de cartões de crédito.

Médicos são convocados para atualizar o mapa das UTIs brasileiras


Notícia enviada por Teca Pereira
(teca@planoapp.com.br)
27/07/2010 às 10:14
Na próxima sexta-feira (30/7), o presidente da AMIB, o médico intensivista Dr. Ederlon Rezende participará do XIII Congresso de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, o segundo maior do país da especialidade, e convocará os coordenadores de UTIs para a atualização do mapeamento da situação de Unidades de Terapia Intensiva no Brasil.
O ano passado, a AMIB realizou o Censo quantitativo que já está disponível no site da associação para consulta pública (www.amig.org.br >> Censo >> Relatório). No espaço, a população pode buscar os hospitais que contam com UTIs em seus estados.
E para que esse material seja constantemente atualizado e, dessa forma, sirva como uma importante ferramenta de consulta e de definição de estratégias de saúde para a Medicina Intensiva, os coordenadores de UTIs podem – e devem – atualizar os dados de seus hospitais online. “Cada um será responsável pelos seus dados. Essa é uma forma assertiva de atualização e de comprometimento com a situação da UTIs brasileiras. O Censo trouxe dados importantes e ações já estão sendo desenhadas pela AMIB em parceria com as entidades Regionais”, explica Dr. Ederlon Rezende.
O mapeamento identificou 25.367 leitos de UTIs e mais de duas mil unidades. Fato constatado é que 53,8% dos estabelecimentos com UTI encontram-se na Região Sudeste, contra 16,8% no Nordeste, 16,9% no Sul, 7,6% no Centro-Oeste e 5% na Região Norte. Segundo o Ministério da Saúde, calcula-se, em média, a necessidade de 4% a 10% do total de leitos hospitalares. O que corresponde a 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. O Censo AMIB revelou que o Brasil tem 1,3 leitos de UTIs para cada 10 mil habitantes, sendo que regiões inteiras ainda estão abaixo desse índice.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Projeto retira exclusividade de médico em perícias para aposentadoria


Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7200/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que estende a outros profissionais da área de saúde a competência para realizar perícias da Previdência Social para a concessão de aposentadoria por invalidez. Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91.
Segundo Berzoini, a mudança permitirá melhor aproveitamento pela Previdência de profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A mudança também permitirá que a avaliação pericial seja feita de modo multidisciplinar. Com isso, segundo Berzoíni, o relatório final de avaliação da capacidade de trabalho vai demonstrar uma realidade mais completa, transparente e justa.
O projeto também foi assinado pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e pelos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Pepe Vargas (PT-RS) e Roberto Santiago (PV-SP).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

terça-feira, 27 de julho de 2010

63% de Usuários da Saúde Procuram Primeiramente uma Unidade Hospitalar

Por: Adm. Giovani Merenda
Administrador hospitalar.com
Em recente pesquisa publicada no blog Administrador Hospitalar.com, foi perguntado ao internauta o seguinte:
"VOCÊ CONHECE O FLUXO DE ATENDIMENTO NOS SERVIÇOS DA SAÚDE? – Na necessidade de um atendimento da saúde (NÃO EMERGENCIAL), você se dirige ao Pronto Atendimento ou ao Hospital?”
A resposta levantada na enquete foi que 63% dos que votaram, vão direto a um hospital, os 37% restantes se dirigem a um pronto atendimento. Diante deste levantamento o que podemos concluir? Concluímos imediatamente uma demanda reprimida em locais de atendimento de alta-complexidade, locais onde deveriam estar dando um atendimento prioritário a situações emergenciais, situações de extremo risco.
Concluímos também a falta de comunicação, a falta de uma manutenção nos ideais de um Sistema de Saúde, estamos atrasados em resgatar esta consciência, o Sistema nasceu e deu a população um dos melhores e mais complexos serviços para a manutenção da sua saúde, porém estamos pecando ainda ao ensinar como utilizar este Sistema.
Em pesquisa ao site do Ministério da Saúde http://www.saude.gov.br/, podemos visualizar a publicada de uma cartilha chamada “ENTENDENDO O SUS”, uma publicação onde explica claramente sobre o fluxo de atendimento na saúde, um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos, fazendo-nos compreender as particularidades de seu funcionamento e as responsabilidades inerentes a cada ator dentro do sistema.
A todos os internautas que participaram de nossa enquete, o nosso muito obrigado! É isto que o Administrador Hospitalar.com quer levar até vocês, além de muita informação da área da saúde, debater temas que nos façam pensar melhor nos nossos próprios atos dentro de determinadas situações.
Saúde e Sucesso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Médicos são acusados por infecção hospitalar no ES

São Paulo - A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou ontem seis médicos, dois diretores e uma enfermeira de dois hospitais capixabas por crime contra a saúde pública e lesão corporal grave por causa de um surto de micobactéria de crescimento rápido (MCR) ocorrido entre abril e julho de 2007. Esta é a primeira vez em que profissionais de saúde são acusados criminalmente por um surto de infecção hospitalar no País.
Os acusados são o diretor-geral, Antonio Alves Benjamim Neto, e o diretor-clínico, Ivan Lima; os médicos Gil da Costa Gomes, Isaac Walker de Abreu, Luís Alberto Sobral Vieira Júnior, Adelmo Rezende da Costa, Leandro Correa Leal e Gustavo Peixoto Soares Miguel; e a enfermeira Cláudia Sales Martins do Nascimento. Todos trabalham no Hospital Meridional. Miguel e Cláudia atuavam ainda em outro hospital particular, o Santa Rita.
As acusações constam nas 800 páginas de dois inquéritos que investigavam 106 casos de infecção hospitalar pelo micro-organismo, todos ocorridos em pacientes submetidos a cirurgias com videolaparoscopia. Ainda estão em aberto mais nove inquéritos para investigar 86 casos registrados em outros nove hospitais da região metropolitana de Vitória no mesmo período.
Nos inquéritos, os policiais apontaram que a infecção ocorreu por descaso na organização do centro cirúrgicos, que houve falha no reprocessamento de material, excesso de cirurgias em um mesmo dia, desinfecção insuficiente e reutilização de material descartável. Os inquéritos serão encaminhados hoje para o Ministério Público Estadual, que terá 15 dias para analisar as provas e abrir denúncia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR

Por Liza Gutierrez
Fonoaudióloga - Crfa. RS 8572
A atuação fonoaudiológica hospitalar no Brasil iniciou na década de 80. Nos anos 90 ocorreu uma grande evolução desta especialidade, a partir da conscientização de seu importante papel na prevenção e na reabilitação de pacientes hospitalizados junto à equipes interdisciplinares.

No ambiente hospitalar, o fonoaudiólogo pode atuar desde a fase pré natal, até o fim da vida do ser humano. Na fase pré-natal atuamos na orientação a gestante, incentivando o aleitamento materno e informando a respeito do desenvolvimento da alimentação, audição e linguagem, prevenindo possíveis distúrbios, e ainda esclarecemos duvidas sobre hábitos orais como o uso de mamadeira e chupeta. No berçário e/ou alojamento conjunto favorecemos a interação entre pais e bebê.

Realizamos Triagem Auditiva Neonatal, procedimento importante para diagnóstico precoce de perdas auditivas, que, quando identificadas, geram a necessidade de imediato encaminhamento para serviços competentes de protetização auditiva. Nestes atuamos na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora. Nas equipes de implante coclear o fonoaudiologo tem relevância no processo de seleção dos candidatos a implantação coclear e ainda na reabilitação auditiva e de fala dos implantados. O implante coclear é uma opção no tratamento de crianças e adultos portadores de deficiência auditiva, substituindo parcialmente as funções da cóclea.

Já o trabalho realizado em UTI Neonatal e Pediátrica ocorre junto às crianças que por algum motivo não conseguem sugar ou se alimentar por via oral. Aí a ênfase esta voltada para habilitação ou reabilitação desta função, ainda não adquirida ou perdida por sequela de alguma enfermidade. A atuação fonoaudiológica com bebês prematuros, sindrômicos, paralisados cerebrais ou com fendas labiopalatinas, ainda sem condições de alimentação via oral, já é bastante reconhecida por outros profissionais de saúde e pelas instituições hospitalares, principalmente porque nossa intervenção proporciona melhor qualidade de vida para estas crianças e suas famílias e com isso ocorre diminuição do período de hospitalização.

Intervimos também em adultos com problemas de deglutição e de comunicação que podem ocorrer devido a acidentes vasculares encefálicos (derrames ou isquemias), doenças degenerativas ou por cirurgia, traumas ou queimaduras na região de cabeça e pescoço. No tratamento das Disfagias ou distúrbios da deglutição nosso objetivo terapêutico principal é a reabilitação da alimentação por via oral, minimizando os riscos de alterações respiratórias e promovendo, alem disto, um pouco de satisfação ou prazer para o paciente em poder se alimentar pela boca de forma efetiva e exclusiva. Ainda orientamos a família e a equipe de saúde quanto à consistência dos alimentos, temperatura que devem ser oferecidos e postura corporal no momento de alimentação.

Nos traumas, queimaduras e nos cânceres da região da cabeça e pescoço atuamos nas fases pré e pós cirúrgicas visando além da alimentação, aspectos como cicatrização adequada dos tecidos, reabilitação da mímica facial e dos movimentos necessários a produção da voz e da fala.

A reabilitação da comunicação, também faz parte da rotina do fonoaudiólogo hospitalar quando orientamos equipe e família no sentido de complementar nossa pratica terapêutica, que, a principio, encontra-se na reabilitação da fala, mas pode-se estender até a implantação de um sistema de Comunicação Alternativa Suplementar quando o prognostico é desfavorável para a comunicação oral.

Importante salientar que os procedimentos se adaptam a realidade de cada caso, em relação às orientações e as condutas terapêuticas, ou seja, nosso atendimento é específico e personalizado de acordo com a demanda de cada indivíduo e sua família, no contexto social em que esta inserido.

Nas equipes interdisciplinares, procedemos da mesma forma, segundo as necessidades que surgem, completando o atendimento hospitalar. Nosso trânsito entre os profissionais de saúde nos hospitais vem aumentando e melhorando, justamente pela comprovação da eficácia de nosso trabalho claramente efetivo e satisfatório para a população e instituições hospitalares.

Em Pelotas/RS, os hospitais ainda não contam com serviços de fonoaudiologia. Mesmo assim ou exatamente por isso, a comunidade pelotense deve estar ciente de que a fonoaudiologia hospitalar existe, e principalmente tem participação importante na reabilitação de pacientes hospitalizados, já que contribui realmente para a alta hospitalar mais rápida e com menos sequelas, e com isso melhoramos a qualidade de vida desses indivíduos, contribuindo também nas questões de saúde pública e ecologia hospitalar.

Liza Gutierrez colaborou com nosso Blog diretamente da cidade de Pelotas, ela é Especialista em fono hospitalar e Mestranda em saúde comportamental.

GE Healthcare inaugura primeira fábrica no Brasil

Nova planta montará equipamentos de Raios X e Mamografia ainda por meio de fornecedores internacionais

A GE Healthcare inaugurou nesta quarta-feira (21) sua primeira fábrica de equipamentos médicos no Brasil, e também na América do Sul. As estimativas de investimentos para o empreendimento, localizado em Contagem (MG), são de US$ 50 milhões ao longo de dez anos.

No primeiro momento, a nova planta montará equipamentos de Raios X e Mamografia ainda por meio de fornecedores internacionais. De acordo com a presidente da companhia para a América Latina, Cláudia Goulart, o início para comercialização dos produtos está prevista para outubro deste ano.
"Já temos a liberação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Mas ainda aguardamos a licença ambiental e a inclusão da unidade como fabricante de origem", afirmou.

Entretanto, o grande objetivo da GE Healthcare é produzir os equipamentos de maneira local, sem ter de importar peças. Para isso, a companhia já está trabalhando em um Centro de Treinamento para engenheiros, localizado no Brasil, a ser lançado a partir de 2011. O centro será destinado à capacitação de profissionais latino-americanos.

"Começaremos com montagem de equipamentos e, enquanto isso, faremos a prospecção de fornecedores locais. Em aproximadamente três anos, acredito que 60% dos aparelhos de Raios X estarão sendo produzidos localmente", disse o gerente geral de supply chain da GE Healthcare, Phillip Griffith.
Ainda segundo Griffith, cerca de 23 fornecedores brasileiros já foram mapeados para possíveis parcerias.

Centro de Pesquisa
Além disso, a empresa anunciará, em agosto, o projeto de construção de um centro de pesquisa tecnológico no Brasil. O local está sendo definido, com base em logística, custo, entre outras variáveis.
Segundo o presidente e CEO da GE Healthcare para as Américas, Mark Vachon, essas três investidas no Brasil mostram o compromisso da empresa em relação ao País.

"Tenho acompanhado a transformação por que o Brasil está passando e ele está certamente entre os três maiores focos de investimentos para a GE", afirmou Vachon.

Portfólio
Em 2011, além de Raios X e mamógrafos, a GE Healthcare pretende expandir sua linha de produção no Brasil. Os equipamentos previstos são: PET/CT, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Sistemas de Monitoração.
Os produtos serão comercializados também no mercado exterior, apesar do grande foco ser o Brasil.

Fonte: www.saudebusiness.com.br


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Laboratório da USP vai produzir células-tronco a partir de dentes de leite

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Universidade de São Paulo (USP) está construindo um laboratório para cultivo de células-tronco obtidas a partir de dentes de leite. O projeto é uma iniciativa da Faculdade de Odontologia e da universidade inglesa King´s College, que já tem outras cinco parcerias com a universidade paulista para pesquisas.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Andrea Mantesso, que leciona nas duas instituições, foi detectada a existência de células-tronco na polpa dos 20 dentes de leite que cada ser humano tem. Essas células poderiam ser usadas para desenvolvimento de novos dentes e até de outros tecidos, como ossos, músculos e nervos. O processo ainda permite a obtenção de células-tronco a um custo menor e sem a necessidade de cirurgia nos doadores.

“A principal vantagem de se trabalhar com células-tronco de dentes é o acesso fácil aos tecidos”, disse Mantesso, em entrevista à Agência Brasil. “No caso dos dentes de leite, pelo fato de eles caírem por si só, temos 20 oportunidades de coleta de material.”

Hoje, por exemplo, as células-tronco são coletadas em embriões e cordões umbilicais de recém-nascidos e depois armazenadas em laboratórios, ou então retiradas da medula óssea de pacientes que pretendem usá-las em tratamentos de saúde.

A professora afirmou também que pesquisas para uso das células na produção de novos dentes ainda estão em estágio inicial. Já para a produção de novos tecidos, estão mais avançadas. Mesmo assim, é impossível dizer quando a técnica será aplicada em pacientes. “Seria um chute no escuro”, disse ela.

O novo centro de pesquisas da Faculdade de Odontologia da USP deve ser inaugurado no ano que vem.

Edição: Vinicius Doria
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saúde libera R$ 100 milhões para os hospitais federais universitários de todo país

Até o fim do ano, mais R$ 200 milhões serão investidos na reestruturação destes hospitais
O Ministério da Saúde anunciou hoje (19) a liberação de R$ 100 milhões para a reestruturação e revitalização de 45 hospitais federais universitários em todo o país. O valor, que será incorporado ao teto financeiro anual dos estados, municípios e do Distrito Federal, será repassado a partir de agosto pelo Fundo Nacional de Saúde, dentro do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Federais (REHUF), do ministério.
Esta é a primeira parcela de um total de R$ 300 milhões que o Ministério da Saúde irá repassar até o final do ano para os hospitais universitários federais.
“Esta liberação de recursos financeiros é um passo importante no sentido de garantir o fortalecimento da rede federal dos hospitais de ensino. Estes hospitais são de extrema importância para o atendimento de média e alta complexidade (consultas, exames, cirurgias e tratamento em especialidades que exigem maior complexidade) em todo o país. Além disso, são centros de formação de especialistas em saúde e centros qualificados de realização de pesquisas no campo da saúde e da medicina”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
A portaria que autoriza o repasse desse novo recurso pelo Ministério da Saúde será publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União. Esse valor deve ser incorporado aos contratos de metas estabelecidos entre os gestores estaduais e municipais com os respectivos hospitais (veja lista anexa).
O REHUF foi instituído em 27 de janeiro deste ano, por Decreto Presidencial. Tem como objetivo criar as condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão, além da dimensão da assistência à saúde.
No campo estritamente da assistência à saúde, os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade para a rede pública de serviços de saúde. No REHUF, o financiamento dos hospitais universitários federais é partilhado, paritariamente, entre as áreas de saúde e de educação, num sistema de pactuação global que ainda inclui o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O programa serve para instituir mecanismos adequados de financiamento, progressivamente, até 2012.

Tabela 1 – Veja quanto receberá cada um dos 45 hospitais federais universitários


UF MUNICIPIO SIGLA Hospital Valor anual
AL MACEIÓ UFAL Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes 1.734.157,03
AM MANAUS UFAM Hospital Universitário Getúlio Vargas 1.275.182,86
BA SALVADOR UFBA Hospital Universitário Prof. Edgard Santos 1.707.118,11
BA SALVADOR UFBA Maternidade Climério de Oliveira 590.044,18
CE FORTALEZA UFC Hospital Universitário Walter Cantídio 2.153.718,54
CE FORTALEZA UFC Maternidade Escola Assis Chateaubriand 1.966.050,12
DF BRASILIA UNB Hospital Universitário 2.236.439,30
ES VITÓRIA UFES Hospital Univers. Cassiano Antonio de Moraes 2.579.237,78
GO GOIÂNIA UFG Hospital das Clínicas 3.317.079,43
MA SÃO LUIS UFMA Hospital Universitário 6.827.555,87
MG B.HORIZONTE UFMG Hospital de Clínicas 5.957.727,63
MG JUIZ DE FORA UFJF Hospital Universitário 877.160,82
MG UBERLÂNDIA UFU Hospital de Clínicas 5.843.155,95
MG UBERABA UFTM Hospital Escola 3.334.036,04
MS CAMPO GRANDE UFMS Hosp.Univ. Maria Aparecida Pedrossian 2.515.994,21
MS DOURADO UFGD Hospital Universitário 522.446,88
MT CUIABÁ UFMT Hospital Universitário Júlio Müller 770.838,30
PA BELÉM UFPA Hosp. Univ. João de Barros Barreto 1.996.067,90
PA BELÉM UFPA Hosp. Univ. Bettina Ferro deSouza 27.268,06
PB JOÃO PESSOA UFPB Hosp. Univ. Lauro Wanderley 1.550.842,33
PB CAMPINA GRANDE UFCG Hosp. Univ. Alcides Carneiro 1.182.838,08
PE RECIFE UFPE Hospital das Clínicas 4.181.866,51
PR CURITIBA UFPR Hospital de Clínicas 6.883.237,70
PR CURITIBA UFPR Matern. Vitor Ferreira do Amaral 138.631,74
RJ NITEROI UFF Hospital Universitário Antonio Pedro 2.404.172,24
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Hosp. Univ. Clementino Fraga Filho 3.354.658,94
RJ RIO DE JANEIRO UNIRIO Hosp. Universitário Gaffrée e Guinle 1.238.749,06
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Maternidade Escola 729.134,20
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Psiquiatria 530.696,05
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Inst. de Puericultura e Pediat. Martagão Gesteira 168.420,38
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Neurologia Deolindo Couto 105.176,81
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Doenças do Tórax 20.622,90
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Ginecologia 10.998,88
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Hospital Escola São Francisco de Assis 10.311,45
RN NATAL UFRN Hosp. de pediat. Prof. Heriberto F. Bezerra 59.577,28
RN NATAL UFRN Hospital Universitário Onofre Lopes 1.480.266,17
RN NATAL UFRN Maternidade Escola Januário Cicco 624.644,83
RN SANTA CRUZ UFRN Hospital Universitário Ana Bezerra 172.774,10
RS PORTO ALEGRE HCPA Hospital de Clínicas de Porto Alegre 8.546.131,14
RS SANTA MARIA UFSM Hospital Universitário 3.900.936,74
RS RIO GRANDE FURG Hosp. Univ. Dr. Miguel Riet Correa Júnior 1.774.486,26
RS PELOTAS UFPEL Hospital Escola 1.402.357,43
SC FLORIANÓPOLIS UFSC Hosp. Univ. Polydoro Ernani de São Thiago 3.076.478,89
SE ARACAJU UFS Hospital Universitário 767.172,00
SP SÃO PAULO UNIFESP Hospital São Paulo 9.453.538,89

TOTAL 100.000.000,00

Fonte: www.saude.gov.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Vai ter enfermeiro agindo como se fosse médico"

Claudio Porto, presidente do Coren-SP, teme que os limites sejam extrapolados, impedindo que a população tenha acesso aos médicos

"A lei permite isso. Cabe aos conselhos trabalharem para se ter consciência e limite dessa ação"
A decisão unânime do Tribunal Regional Federal do Espírito Santo, que derrubou a ação civil pública aberta pelo Ministério Público Federal em abril de 2008 impondo restrições à atividade dos enfermeiros, não deve afetar o exercício desses profissionais no Estado de São Paulo.

O Coren do Espírito Santo ganhou a ação e junto à vara federal, com repercussão em todo território nacional, que permite aos enfermeiros solicitarem exames e prescreverem medicamentos mediante protocolo elaborado pelos programas de saúde do Ministério da Saúde ou da própria instituição em que o profissional é atuante.

A partir de agora está sob competência do enfermeiro fazer diagnóstico de patologia simples e corrente, como é o caso de uma gripe, um resfriado ou uma verminose por exemplo. A Secretaria de Saúde deve elaborar um protocolo de segurança para que os profissionais de enfermagem assumam tal responsabilidade.

"Para todos os efeitos em todo Brasil os enfermeiros terão competência legal e técnica para atuar na prescrição de medicamentos. A lei diz e permite isso, agora cabe aos conselhos trabalharem junto com seus profissionais para ter consciência e limite dessa ação", comenta o presidente do Coren-SP, Cláudio Porto ao citar que o seu temor é que os limites sejam extrapolados, impedindo que a população tenha acesso aos médicos - o que é um direito de lei para todo cidadão. "Caso contrário vai ter enfermeiro agindo, trabalhando e se comportando como se fosse médico e aí a coisa vai ficar feia porque já vimos isso acontecer em São Paulo e naquela ocasião foi preciso intervir", completa.

Embora Porto já tenha presenciado algumas situações de conflito acredita que o estado paulista não tem grandes problemas com efeito judicial, ao contrario do que vem acontecendo em outras regiões.

Uma das iniciativas do Coren-SP para evitar conflito jurídico é trabalhar em conjunto com o Conselho Regional de Medicina. "Isso tem surtido efeitos positivos e caso seja detectado alguma situação irregular de imediato ambos os conselhos já intervém para uma adequação protocolar", ressalta.

Recentemente, as classes desses profissionais se desentenderam após os enfermeiros anunciarem sua busca pela redução da carga horária para 30 horas e por um aumento do piso salarial.

De acordo com Porto, a proposta da carga horária já está aprovada por todas as comissões e aguarda apenas votação em plenário. "Existe um movimento político contrário ao projeto de redução, está existindo uma obstrução".

Já a proposta do piso salarial passou por três comissões e está para apreciação. O executivo afirma que esse é um projeto mais complexo, pois gera custo e por isso não acredita na aprovação ainda neste ano.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Morre em São Paulo um dos fundadores do SUS

Médico sanitarista, um dos fundadores do Sistema Único de Saúde brasileiro e secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, de 57 anos, faleceu neste sábado, dia 17 de julho, às 20h50, vítima de um infarto do miocárdio.

Barradas dedicou boa parte de sua vida ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde, sob seu comando como secretário e secretário-adjunto, a Secretaria de Estado da Saúde entregou novos hospitais, implantou o modelo de Organizações Sociais de Saúde para gerenciamento de unidades públicas de saúde, foi criador do programa Dose Certa, construiu o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entregou novas fábricas de remédios, construiu uma fábrica de vacinas, idealizou e entregou os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), realizou mutirões de consultas e exames, criou Centros de Referência do Idoso, construiu o primeiro hospital público de transplantes do Brasil, idealizou a lei anti-fumo, humanizou o atendimento nos hospitais e reorganizou a rede de atendimento no Estado de São Paulo, entre outras iniciativas.

Por seus serviços prestados à saúde pública brasileira, recebeu do Ministério da Saúde, no ano passado, a medalha de Mérito Oswaldo Cruz.