domingo, 23 de maio de 2010

Países definem meta para o desenvolvimento da saúde na OMS

Combate ao alcoolismo e melhores condições de trabalho em saúde estão entre as metas da Assmbleia Mundial de Saúde


Na 63ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra entre os dias 17 e 21 de maio, os países participantes discutiram os objetivos para o desenvolvimento da saúde para o milênio.
Alguns dos objetivos discutidos pelas comissões de trabalho na assembleia foram o combate ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que mata ao menos 2,5 milhões de pessoas por doenças relacionadas a sua ingestão. O consumo também leva a males sociais, como violência, acidentes de trânsito, doenças infecciosas e suicídio. Os estados participantes definiram ações estratégicas e uma série políticas públicas para coibir esta prática.

Outro ponto discutido pelos Estados membros da OMS foi a criação um código de conduta ética para reter a migração de profissionais médicos de países em desenvolvimento para países desenvolvidos. Os países também se comprometeram em enviar, em até dois anos, à OMS um relatório contendo as informações sobre a migração do pessoal de saúde para outros países e atualizá-lo a cada três anos.

Outra ação que compõe os objetivos da saúde para o milênio são a prevenção e controle de doenças não contagiosas, como as cardiovasculares, cancros, doenças respiratórias crônicas e diabetes, que matam cerca de 35 milhões ao ano, outra estatística apontada durante a sessão foi de que 90% das mortes ocorrem antes dos 60 anos e em países desenvolvidos.

As duas últimas ações discutidas no penúltimo dia da assembleia são a erradicação do sarampo e da varíola. Este último ponto envolve a destruição dos estoques dos vírus as contínuas inspeções de biossegurança.

Durante dia a diretora geral da OMS, Margaret Chan, apontou a complexidade do sistema global de saúde e observou que cooperação e harmonia são essenciais para fortalecer o setor.


Normas de segurança aumentam despesas de hospitais

Medidas do Ministério do Trabalho e Anvisa podem aumentar custos de hospitais e clínicas com segurança do trabalho


Duas novas diretrizes feitas pelo Ministério do Trabalho e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afetaram diretamente o trabalho de profissionais e instituições de saúde. A NR-32, que visa a segurança de profissionais da saúde ao manipular material biológico, e a RDC-07, que estabelece padrões mínimos para o funcionamento de unidades de terapia intensiva (UTIs).

Os novos procedimentos contidos na NR-32, criada pelo Ministério do Trabalho, buscam estabelecer medidas básicas de segurança ao profissional da saúde, independente de sua formação ou local de trabalho. A norma determina que em toda instituição de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios etc.) que manipule material biológico forneça a seus funcionários regras escritas contendo procedimentos para lidar com aquele material, além de informações de segurança, equipamento adequado e capacitação técnica para manipular tais materiais.

Ambas as normas impactam vários setores da saúde, principalmente as áreas operacional e financeira, pois estas medidas exigirão a adoção de novos procedimentos para armazenagem e manipulação de material biológico e equipamentos para leitos de UTI e segurança do trabalho.

A RDC-07, desenvolvida pela Anvisa, institui requisitos mínimos para o funcionamento das unidades de terapia intensiva especificando procedimentos adotados em seus interiores, equipamentos necessários e número de profissionais por quantidade de leitos. Cerca de 90% dos acidentes com material biológico ocorrem durante o manuseio de agulhas, o restante ocorre com cateteres periféricos e outros materiais infectantes.

"Ao criar estas normatizações o objetivo foi melhorar o ambiente e a saúde do trabalhador que, quanto mais saudável, mais produtivo será", afirma a pesquisadora da Fundacentro, entidade governamental que atua em pesquisa científica e tecnológica relacionada à segurança e saúde dos trabalhadores, Érica Lui Reinhardt.

A troca dessas agulhas por modelos mais modernos e que possuem proteção contra acidentes custa em média três vezes mais que uma agulha comum e o número de empresas que produzem este material ainda é muito pequeno, atualmente existem apenas cinco fabricantes no Brasil. Além dos custos com material hospitalar, as instituições de saúde terão de contar com um número maior de profissionais como enfermeiros e fisioterapeutas, médicos e auxiliares de enfermagem.

Em fase de adequação às novas normas, o Hospital Estadual M´Boi Mirim já está em fase de negociação com a Secretaria de Saúde para decidir o que será feito com o aumento nos custos da entidade. "Estimamos que a adequação às normas RDC-07 e NR-32 gere uma despesa extra de R$120 mil por mês", afirma o diretor do hospital, Silvio Possa. O executivo também afirma que, mesmo com o custo adicional, essas normas são positivas para a segurança do paciente e do profissional de saúde.

De acordo com Érica Lui a redução desses acidentes aumentará a qualidade de vida do profissional e com isso reduzirá o custo com faltas e reajustes de planos de assistência médica, "em pouco tempo esse custo extra será absorvido e o impacto não será tão significativo", completa a pesquisadora.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ministério da Saúde irá dobrar leitos de internação para usuários de crack e outras drogas

Plano lançado hoje pela Presidência da República prevê mais 2,5 mil leitos em hospitais gerais ainda em 2010. Saúde investirá R$ 180 milhões por ano em leitos



O Ministério da Saúde vai reforçar a ampliação da rede de assistência aos usuários de crack. Até o fim deste ano, os hospitais gerais vão dobrar o número de leitos para receber dependentes químicos – de 2,5 mil, hoje, para 5 mil. Esse aumento vai ser possível porque o Ministério vai dobrar o incentivo financeiro aos hospitais que atenderem pacientes com problemas com álcool e drogas. Essa medida faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado nesta quinta-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por ano, o recurso do Ministério para o custeio desses leitos especializados vai chegar a R$ 180 milhões. “Com esse dinheiro, hospitais gerais de cidades menores poderão ter até quatro leitos preparados para receber usuários de crack”, afirma a ministra interina da Saúde, Márcia Bassit. Ela participou do lançamento do Plano Crack, iniciativa interministerial que reúne, além da Saúde, as pastas de Justiça, Educação e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.

Outra frente do plano é intensificar ações já anunciadas em junho de 2009 pelo Ministério da Saúde, no Plano Emergencial de Ampliação do Acesso do Tratamento para usuários de Álcool e Drogas (PEAD). Este plano previa a construção de 73 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) até o final de 2010, dos quais 52 já foram habilitados. Agora, o Ministério prevê mais 136 centros especializados em Álcool e Drogas (CAPS-AD), até o final de 2011.

O Ministério também vai promover a transformação de 110 CAPS-AD, em municípios com mais de 250 mil habitantes, para CAPS-III, que têm funcionamento 24 horas por dia e 8 leitos em cada um para internações de curta duração e maior capacidade de atendimento ambulatorial. Os CAPS III oferecem atenção contínua e tratamento integral aos usuários de álcool e drogas. Nestes 880 leitos, poderão ser realizados procedimentos de desintoxicações leves.

NOVOS DISPOSITIVOS – O plano interministerial prevê a implantação de novos dispositivos para atendimento a usuários de álcool e drogas, em complementação à rede de atendimento dos CAPS e hospitais gerais. Um deles é a ampliação do projeto Consultórios de Rua, criado em dezembro de 2009. No lançamento desse dispositivo, 14 projetos municipais receberam incentivo em duas parcelas semestrais de R$ 50 mil, para serem implantados e custeados. O novo plano prevê mais 35 consultórios de Rua, dos quais 20 serão contemplados ainda este ano e outros 15 em 2011.

Os consultórios de rua levam equipes multiprofissionais de saúde – com assistentes sociais, auxiliares de enfermagem, profissionais de saúde mental e de redução de danos – até os locais onde os usuários de drogas se reúnem. Lá, oferecem cuidados básicos e orientações sobre tratamentos, criam um vínculo de confiança e tentam buscar a adesão desses usuários ao tratamento no sistema de saúde.

Outra iniciativa do plano é a construção de 60 Casas de Passagem, estruturas destinadas a abrigar usuários de álcool e drogas em situação de risco. Esses abrigos preservam a segurança de pessoas vítimas de ameaças. Elas podem permanecer de 30 a 40 dias na casa, inclusive durante a noite. As Casas de Passagem serão construídas em municípios com mais de 500 mil habitantes, incluindo 27 que integram o PEAD, e terão investimento de R$ 13 milhões do Ministério da Saúde.

O Ministério vai oferecer também 70 Pontos de Acolhimento a usuários de crack e outras drogas, ação já adotada em vários países. Esses espaços abertos, em centros urbanos com mais de 400 mil habitantes, recebem pessoas que precisam se alimentar, tomar banho ou descansar. Os profissionais desse serviço oferecem intervenções para a redução de danos e promoção de saúde, com aconselhamento e atendimentos de baixa complexidade, em horários alternativos. O objetivo é também criar um vínculo de confiança e trazer os usuários de drogas para tratamento nos serviços de Saúde. “São espaços voltados a crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade, que não procuram atendimento nos serviços de saúde e que são estigmatizadas e discriminadas pela sociedade”, explica Márcia Bassit.

Entre as ações estruturantes de enfrentamento do crack no Setor Saúde, está o lançamento de um edital público aberto a todos os municípios brasileiros. Esse edital prevê recursos para ações de desenvolvimento e integração da rede assistencial, incluindo casas de passagem e comunidades terapêuticas. Todos os municípios poderão participar com a apresentação de projetos de acordo com os critérios estabelecidos e com a Política Nacional Sobre Drogas (PNAD). O plano desenvolverá ainda ações de capacitação de profissionais de diferentes áreas da saúde, com enfoque na prevenção e uso do crack.

AVANÇOS – Entre as metas estabelecidas no ano passado por meio do Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento de usuários de Álcool e Drogas (PEAD), até abril deste ano o Ministério da Saúde implantou novos CAPS – sendo 25 CAPS-AD, 11 CAPS Infanto Juvenil e 5 CAPS III, com investimento de R$ 17 milhões. Também foram implantados 14 projetos de Consultórios de Rua, com investimento de R$ 1,4 milhão.

Além deles, o Ministério aprovou dez projetos de escolas de redutores de danos, para formar profissionais para atender usuários de drogas em contexto de vulnerabilidade, e 24 projetos de redução de danos.

Outra medida importante foi o reajuste de diárias para leitos psiquiátricos especializados em tratamento de álcool e drogas em hospitais gerais, que teve investimento de R$ 62 milhões do Ministério da Saúde em 2009.

Uma pesquisa de investigação do perfil do usuário de crack nos municípios do Rio de Janeiro, Macaé e Salvador está em andamento desde novembro de 2009, com previsão de resultados para o segundo semestre de 2010. Há, ainda, um edital conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia a ser lançado em junho deste ano, para investigar o perfil do consumo de crack e riscos associados, e intervenções eficazes em saúde pública. O investimento neste edital será de R$ 1,5 milhão.

CAMPANHA – Em dezembro último, o Ministério da Saúde lançou A Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do Uso de Crack, iniciativa inédita para prevenir o consumo da droga. Com o slogan “Nunca experimente o crack. Ele causa dependência e mata”, ela esteve até o dia 7 de fevereiro nas principais emissoras de televisão e rádio do país, na internet, em jornais, revistas, nos cinemas e nas ruas. Algumas peças ainda estão em circulação. O objetivo era ajudar na prevenção ao consumo, colocar o tema em debate e chamar a atenção para os riscos e conseqüências da droga.

ARTICULAÇÕES INTERNACIONAIS - Em relação às articulações internacionais, o Ministério da Saúde tem atualmente dois processos em andamento. O Brasil se associou ao “Programa de Ação Conjunto UNODC/OMS para a Ampliação do Tratamento para a Dependência de Álcool e outras Drogas”, iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC).

Além disso, foi discutida parceria entre as duas agências da ONU com os seguintes eixos de ação: consultoria técnica para implantação de pontos de acolhimento de usuários de crack no Brasil para ampliar o acesso a serviços de saúde; formação de profissionais de saúde para acolhimento universal de usuários de crack, e avaliação de redes de atenção em álcool e drogas no SUS em alguns municípios e avaliação do impacto da criação de CAPS III ad – 24 horas, dispositivo proposto para ampliar o cuidado de usuários de álcool e outras drogas em situação de crise.

Está em discussão também cooperação técnica com o Canadian Institute of Health Research (CIHR) para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas sobre os padrões de consumo de crack e intervenções possíveis no âmbito da saúde pública. Existe também a possibilidade de intercâmbio de profissionais de saúde e estudantes de pós-graduação entre instituições canadenses e brasileiras.

CENÁRIO - O crack é uma droga nova que apareceu no mercado brasileiro de forma agressiva, com fácil acesso e preço baixo. É uma droga que causa dependência e danos físicos rapidamente e que, apesar de indícios do uso entre pessoas da classe média, afeta mais diretamente populações mais vulneráveis -- população de rua, crianças e adolescentes.

Dados de 2005 estimavam em 380 mil o número de usuários, provavelmente dependentes do crack no Brasil. Hoje, o Ministério da Saúde estime que existam 600 mil usuários de crack no país. Inicialmente, o uso da droga era restrito a São Paulo. De cinco anos para cá, espalhou-se por centros urbanos de todas as regiões.

O crack hoje vem sendo consumido por adultos, crianças e adolescentes, de diversas classes sociais.
Indiscutivelmente, a droga produz um forte impacto na rede pública de saúde, desde a atenção básica até os hospitais, no atendimento de problemas decorrentes do consumo da pedra, acidentes e violências relacionados ao crack e tratamento da dependência. Os usuários de crack também ficam mais expostos a relações sexuais desprotegidas e a Doenças Sexualmente Transmissíveis e hepatites em geral.

Serviço de troca de mensagens é alternativa para salvar vidas e poupar recursos públicos

Serviços simples realizados por meio de aparelhos celulares podem salvar vidas e economizar dinheiro público destinado à área de saúde. É o que afirma o pesquisador Walter Curioso, da Universidade Peruana Cayetano Heredia, em Lima, Peru, baseando-se em um trabalho realizado naquele país.

O pesquisador, que também é professor assistente afiliado à Universidade de Washington, Estados Unidos, apresentou seu trabalho no Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP).

Para Curioso, a tecnologia voltada à telefonia celular foi uma das que mais se desenvolveram nos últimos anos, permitindo que mais pessoas pudessem adquirir aparelhos e democratizando a comunicação, inclusive nos países mais pobres.

Além disso, o aparelho se tornou um dos mais presentes em todo o mundo. "Nós não adotamos celulares, nós nos casamos com eles. Passamos mais tempo com esses aparelhos do que ficamos com nossos parceiros", disse.

Essa presença constante do celular no cotidiano das pessoas o transforma em uma poderosa ferramenta para os serviços de saúde, segundo o especialista, que preconiza o seu uso para diversas finalidades ligadas ao setor como educação da população, monitoramento de pacientes, coleta de dados, apoio em emergências e até no auxílio à consulta e ao diagnóstico.

Uma experiência coordenada por Curioso foi direcionada a pacientes com o vírus HIV, cujo tratamento exige o consumo de medicamentos antirretrovirais várias vezes ao dia. A equipe de pesquisa levantou que, mesmo quando os remédios são fornecidos gratuitamente, 88% dos pacientes não se medicam por diversas razões.

O motivo principal é o simples esquecimento, enquanto outros alegam morar longe dos centros de saúde que distribuem os medicamentos. Boa parte dos participantes disse se preocupar com a discriminação. "Essas pessoas temem ser identificadas como portadores do vírus ao solicitar os medicamentos nos postos de saúde", disse Curioso. Havia ainda os que abandonavam o tratamento porque se sentiam desmotivados.

"Percebemos, naquele momento, uma grande oportunidade de utilizar o celular. Se as pessoas já o utilizam para manter e criar suas redes sociais, por que não aplicá-lo na prevenção e no tratamento do HIV?", indagou.

O grupo peruano criou então uma série de mensagens SMS (sigla em inglês para serviço de mensagens curtas) destinada a pacientes com o HIV. O objetivo não era elaborar simples lembretes, mas frases motivadoras como "agora é a hora da sua vida", enviadas com o intuito de lembrar os horários de tomar os antirretrovirais.

"Por não ser explícita como, por exemplo, um SMS que diz ‘é hora de tomar o seu remédio", a frase também preserva a privacidade do paciente, que não se sentirá constrangido ao receber a mensagem quando estiver em uma roda de amigos. O celular tornou-se um amigo, ou mesmo um anjo-da-guarda para essas pessoas", afirmou.

A pesquisa de caráter qualitativo avaliou a percepção de 20 homens e seis mulheres portadores de HIV, moradores da capital peruana. Todos avaliaram de maneira positiva o sistema de lembretes via SMS, de acordo com o cientista.

Eles também contribuíram para aprimorar o serviço com sugestões, como, por exemplo, a criação de mensagens simples e concisas e que não contivessem palavras como "HIV" ou "antirretrovirais", a fim de preservar a privacidade.

Os resultados foram publicados no trabalho É a hora da sua vida": Como devemos lembrar pacientes de tomar remédios usando mensagens curtas de texto?, apresentado em novembro de 2009 no Simpósio da American Medical Informatics Association (AMIA).

A experiência gerou o Projeto Cell Pos, realizado pela Universidade Peruana Cayetano Heredia com a colaboração da universidade norte-americana de Washington, e que envia mensagens para os participantes inscritos.

O sistema foi organizado em três tipos de mensagens: as de lembrete, que alertam pacientes sobre datas e horários de remédios, terapias e consultas; as de prevenção de doenças, voltadas a um público mais amplo; e os SMS, cujo conteúdo procura informar sobre questões gerais relacionadas à saúde.

Segundo Curioso, programas semelhantes de auxílio à saúde têm sido empregados com sucesso em outros países em desenvolvimento, entre os quais Ruanda, África do Sul e Filipinas.
Culturas diferentes
Um dos grandes desafios enfrentados pelo projeto foram as diferenças culturais entre as diversas populações atendidas. "Há diferenças entre populações rurais e urbanas e até entre bairros de uma mesma cidade. Isso exige adaptações de linguagem para cada grupo a fim de que as mensagens sejam entendidas por todos eles", disse.

São essas diferenças culturais que também impedem que programas empregados em um país sejam integralmente adotados por outros. "Cada país deve formar a sua própria base de dados, que é muito peculiar de cada região. A base da África do Sul não serve para o Brasil", indicou.

Curioso também reclamou da falta de políticas públicas claras em vários países. Para que o programa tenha resultados mais amplos, é necessário que os dados coletados sejam utilizados por gestores de políticas públicas a fim de que sirvam de base para serviços de saúde.

Outro obstáculo a ser superado é a falta de segurança desses sistemas. Para manter a privacidade dos pacientes, os serviços de saúde móvel precisam ter mecanismos extremamente seguros para que informações pessoais não sejam desviadas. Na opinião de Curioso, a questão da segurança se tornará cada vez mais importante à medida que as tecnologias móveis ampliam o seu raio de atuação.

O pesquisador destacou também o desafio de se conduzir pesquisas de caráter multidisciplinar como essa, que envolve profissionais de saúde e de computação, e de criar uma rede colaborativa ampla, especialmente entre os países do hemisfério Sul.

"Precisamos começar a criar redes colaborativas dentro das próprias universidades e intensificar as parcerias entre instituições de países do hemisfério Sul, que partilham de realidades muito similares", disse.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Feira HOSPITALAR 2010 está 13% maior e apresenta o melhor da saúde mundial

A HOSPITALAR 2010 – 17ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios – maior evento de saúde da América Latina – vai realizar em São Paulo, nos dias 25 a 28 de maio, a maior edição de toda sua história.

Com 13% de crescimento em área de exposição, a feira vai ocupar totalmente os cinco pavilhões do Expo Center Norte e apresentar o que existe de mais novo em produtos, equipamentos e serviços para todas as áreas da saúde. A edição 2010 vai reunir 1.250 empresas expositoras de 36 países e espera receber 88 mil visitas profissionais em seus quatro dias de realização, especialmente dirigentes de hospitais, clínicas, laboratórios, médicos, enfermeiros, empresários e demais profissionais da área da saúde.



Momento de atualização para o setor e de geração de negócios para a indústria fornecedora, a expectativa dos organizadores é superar os resultados de 2009, quando os expositores contabilizaram vendas de R$ 4,7 bilhões em quatro dias de feira.

Ministro Temporão abre HOSPITALAR 2010 em São Paulo


O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou presença na abertura da Hospitalar 2010, no dia 25 de maio, às 11h30, no auditório principal do Expo Center Norte, em São Paulo. A cerimônia também marca a abertura oficial do 15º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, do ADH´ 2010 São Camilo - Hospitalar, e do conjunto de 60 congressos, seminários e encontros setoriais que integram o programa do Fórum Hospitalar e da Semana Internacional de Saúde em São Paulo. A solenidade também contará com diversas autoridades da área política e econômica federal, estadual e Municipal, lideranças do setor de saúde, empresários e expositores.


Maior evento de saúde da América Latina, a Hospitalar 2010 – 17ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios acontece de 25 a 28 de maio, das 12h às 21 horas, no Expo Center Norte, São Paulo.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Ministério da Saúde amplia oferta de próteses dentárias no Tocantins

Mais três laboratórios foram credenciados no estado. Governo aumenta em mais de 150% investimento no serviço para os tocantinenses

O Ministério da Saúde credenciou 3 novos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) no Estado do Tocantins. As novas unidades representam um crescimento de 75% no estado, o que permite uma produção estimada de 4.980 próteses através do Sistema Único de Saúde (SUS), por ano.

Os 4 laboratórios que já estavam credenciados recebiam R$ 120 mil por ano. Com os novos LRPD o total estimado de investimentos para 2010 passa a ser de R$ 300 mil.

· Municípios com novos LRPD:
o Araguaína
o Fortaleza do Tabocão
o São Bento do Tocantins

· Municípios que já possuíam LRPD credenciados:
o Gurupi
o Paraíso do Tocantins
o Porto Nacional
o Palmas

PANORAMA NACIONAL - A ampliação nacional foi de 62% na quantidade de unidades que produzem próteses. Os investimentos para esse serviço mais que duplicaram no Brasil – em 2010, o recurso destinado aos laboratórios será de R$ 24,3 milhões. A expectativa é elevar a produção para 382 mil próteses feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por ano.

Até 2005 não havia laboratório de prótese no sistema público. Atualmente, com os novos laboratórios credenciados, estão em funcionamento 530 unidades em todo o Brasil. “Trata-se de uma expansão histórica da Política Nacional de Saúde Bucal, que completa seis anos em 2010”, destaca o coordenador de Saúde Bucal do MS, Gilberto Pucca. A ampliação do serviço é mais um passo no sentido de cumprir a meta do governo de praticamente universalizar o acesso às próteses dentárias nos próximos dez anos no Brasil.

“Ter uma dentição adequada e acesso aos tratamentos é uma questão de cidadania. Vamos supor uma pessoa que queira ser recepcionista, mas que não tem dentes na boca. No mercado de trabalho competitivo de hoje, essa pessoa não conseguiria emprego”, argumenta o coordenador. Ao todo, 24 unidades da federação possuem unidades credenciadas para produzir as próteses.

A verba para que os laboratórios passem a produzir próteses dentárias foi liberada desde março pelo Ministério, diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde. Os recursos são liberados de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada LRPD e podem variar de R$ 3 mil a R$ 12 mil ao mês.

Os municípios são os responsáveis por definir os critérios de planejamento e de seleção dos pacientes que vão receber as próteses – que podem ser totais, parciais, ou até mesmo de um único dente. Entre 2003 e 2009, mais de três milhões de dentes deixaram de ser extraídos da população usuária do SUS. Em média são 400 mil dentes conservados por ano. Além de ampliar o acesso a serviços odontológicos especializados no SUS e reduzir o número de desdentados no país, a instalação dos novos laboratórios também vai permitir a contratação de mais dentistas e protéticos no serviço público.

ANÚNCIO – O anúncio dos novos laboratórios será feito nesta terça-feira (18/05) pelo coordenador de saúde bucal do Ministério da Saúde, Dr. Gilberto Pucca, durante o “2º Encontro Estadual de Qualificação das Equipes de Saúde Bucal”. O evento, que acontecerá na Assembléia Legislativa, em Palmas, está sendo organizado pela Secretaria Estadual de Saúde e reunirá as referências técnicas em odontologia e os cirurgiões-dentistas que atuam no SUS em Tocantins, para discutir em conjunto com o MS estratégias para melhoria da prestação de serviços odontológicos no estado.

SAÚDE BUCAL – O Programa Brasil Sorridente busca melhorar a assistência odontológica do brasileiro por meio de ações na atenção básica e especializada. No primeiro caso, os avanços ocorrem graças à inclusão de equipes de saúde bucal na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Estas equipes fazem o primeiro atendimento aos pacientes, realizam um pré-diagnóstico e ações de prevenção e orientação.

No segundo caso, as melhorias se devem aos serviços ofertados pelos Centros de Especialidades Odontológicas e pelos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, além da adição de flúor às águas das centrais de abastecimento público.

Para essas ações, o Ministério da Saúde investiu no ano passado R$ 643,2 milhões, sendo mais de R$ 550 milhões para as equipes de saúde bucal, R$ 78 milhões para os Centros de Atenção Especializada e os outros R$ 11,6 milhões para os laboratórios de próteses. São recursos que permitiram uma expansão de 250% na população atendida pelo programa Brasil Sorridente entre 2002 e 2009, passando de 26,1 milhões de pessoas para 91,3 milhões. As equipes estão presentes em 85% dos municípios brasileiros.


Números do Programa Brasil Sorridente em Tocantins:

Equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família (ESB) – TO

Número de ESB: 2002 = 105 2010 = 294 (aumento de 180%)
Municípios com ESB: 2002 = 85 (61%) 2010 = 136 (97%)
População coberta: 2002 = 362.250 (28%) 2010 = 1.014.300 (79%)
Recursos investidos: 2002 = R$ 1.237.747,94 2009 = R$ 8.753.600,00
Recursos entre 2003 e 2009: R$ 41.794.415,75

Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) – TO

CEOs implantados: 7

Recursos investidos em 2009: R$ 629.200,00
Recursos investidos entre 2004 e 2009: R$ 3.001.600,00


Outras Ações – TO

Kits Brasil Sorridente (contendo escova e pasta de dente) distribuídos = 956.000
Equipamentos doados = 45

Brasil Sorridente – Total de Investimentos em Tocantins

2002 = R$ 1.237.747,94 2009 = R$ 9.500.800,00

Entre 2003 e 2010 = R$ 45.296.015,75

segunda-feira, 22 de março de 2010

Obama conquista vitória histórica com aprovação da reforma da saúde

O presidente Barack Obama obteve uma grande vitória política com a aprovação no Congresso de uma reforma da saúde que é considerada a maior iniciativa social dos últimos 50 anos nos Estados Unidos, ao ampliar a cobertura a 32 milhões de americanos.

Minutos depois da aprovação de uma série serie de modificações solicitadas por Obama, o presidente afirmou que a reforma é uma "vitória do povo americano e do senso comum".
Também destacou que o Congresso demonstrou que os Estados Unidos ainda é capaz de "grandes coisas"."Esta vitória tem a cara da mudança. Esta noite respondemos ao chamado da história, assim como tantos americanos fizeram antes de nós. Não fugimos de nossa responsabilidade, a enfrentamos.
Não tememos o nosso futuro, demos forma a ele", disse, ao lado do vice-presidente Joe Biden.Os congressistas aprovaram o projeto de lei que já havia passado pelo Senado com uma votação de 219 representantes favoráveis e 212 contrários. Em seguida aprovaram modificações (220-211), que agora devem ser votadas no Senado antes da promulgação de Obama.
O Senado aprovará as últimas mudanças durante a semana.A reforma pretende elevar a 95% o percentual de cidadãos americanos com menos de 65 anos com plano de saúde privado.A cobertura de saúde nos Estados Unidos é discutida desde a presidência de Theodore Roosevelt (1901-1909), mas uma reforma nunca havia sido aprovada.
A votação veio após um ano de confrontos políticos e de uma semana dramática, na qual Obama se viu obrigado a adiar uma viagem pela Ásia para obter os apoios necessários para a aprovação do projeto de reforma que, em caso de rejeição, colocaria em risco boa parte das esperanças despertadas com a chegada do democrata ao poder.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Escritor distribui livros infantis no HGP

Por: Gabriela Almeida
O escritor e poeta Ubiratã dos Santos distribuirá gratuitamente na manhã desta terça-feira, 22, no espaço infantil do HGP – Hospital Geral de Palmas, os livros A Revolução dos bichos no rio Tocantins e Reginho no velho Chico a navegar, que fazem parte da coleção infantil Reginho Ensina.

“O objetivo dessas doações é alegrar e servir de terapia aos pequenos leitores impossibilitados de está no convívio do lar” revela Santos. Além de levar um lazer educativo para o hospital, o projeto objetiva também criar o hábito da leitura e o sentimento de amor e respeito à natureza acerca dos impactos ambientais nos principais rios brasileiros.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Usuários do Serviço de Reabilitação serão avaliados

Por: Milena Barros – 10 de dezembro de 2009


Durante todo o dia dessa sexta-feira, 11, pessoas com deficiências que já passaram por triagem no Serviço Estadual de Reabilitação – SER, têm visita aguardada na instituição, para serem atendidas por um técnico de Palmas, responsável por fazer as medições necessárias para a confecção de órteses e próteses.

Na ocasião, também serão entregues alguns desses aparelhos de auxílio às pessoas que fizeram as medições anteriormente. São usuários de Araguaína e região, que já passaram por um diagnóstico especializado em reabilitação física, realizado por uma equipe composta por fisioterapeuta, ortopedista, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social e fonoaudiólogo.

O SER é um serviço que está inserido na Diretoria de Atenção à Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins, que coloca à disposição dos usuários do SUS um atendimento - em Araguaína, considerado de alta complexidade em reabilitação física.

Mais informações:
Serviço Estadual de Reabilitação – SER
Rua José de Brito Soares, 1015, anexo ao Hospital de Doenças Tropicais – HDT / (63) 3413-5603

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Experiência do Hospital de Referência de Gurupi é tema de mestrado

Experiência do HRG é tema de mestrado

08 de dezembro de 2009 – Zacarias Martins (Assessoria de Imprensa)

(Hospital de Referência de Gurupi)
Integrante da equipe multiprofissional de saúde que atua no HRG – Hospital Regional de Gurupi, a enfermeira Giselle Pinheiro Lima Aires Gomes, fará defesa de sua tese de mestrado no próximo dia 16, na Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro (RJ), com o tema “Uma interpretação epistemológica acerca do valor da ergomotricidade em um programa de implantação de um guia de cuidados específicos para pacientes em uso de tubo orotraqueal”.

Graduada em enfermagem pela UCG - Universidade Católica de Goiás, sendo especialista em UTI e Educação Superior, Giselle Pinheiro receberá habilitação como Mestre em Ciência da Motricidade Humana. Sua tese teve uma intervenção com duração de dois meses na UTI – Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Gurupi.

Segundo Giselle, a enfermagem é uma profissão crucial para a construção de uma assistência qualificada à saúde, cuja metodologia deve ser clara prática e coerente com a realidade local.

“Na assistência a pacientes em estado crítico, dada a sua situação instável, uma assistência de enfermagem segura é ainda mais necessária, facilitando o domínio apurado da técnica e um cuidado humanizado”, afirmou, ressaltando que quanto maior a necessidade do paciente, maior é a necessidade de se planejar a assistência, uma vez que o cuidar em enfermagem visa a organização, eficiência e a validade da assistência prestada.

Ventilação mecânica

“Com isso, os enfermeiros que trabalham em uma Unidade de Terapia Intensiva devem realizar o cuidado integral do paciente crítico, sendo necessário saber lidar com o paciente em ventilação mecânica, pois deter o conhecimento desta tecnologia é fundamental para uma assistência de qualidade, para que com o passar do tempo o cuidar em enfermagem se torne diferenciado, através de uma equipe de enfermagem interessada, competente e habilitada para atuar em ventilação mecânica”, explicou a enfermeira Giselle.

Em sua tese de mestrado, Giselle atesta que a ventilação mecânica pode ser realizada por vários tipos de equipamentos, que utilizam diversos recursos da bioengenharia, porém para que sua aplicação tenha eficácia, a enfermagem deve estar em permanente atualização, especialmente nas condutas de assistência ao paciente em uso de prótese ventilatória como o uso do TOT (tubo orotraquial), de modo que sejam evitados riscos adicionais que possam agravar ainda mais o quadro patológico do paciente.

Diante disso, a enfermeira criou um guia de cuidados de enfermagem a pacientes em uso do tubo orotraqueal, com o intuito de diminuir os riscos provenientes desta prótese ventilatória e de qualificar melhor a equipe para prestar os devidos cuidados a estes pacientes.

Resultados

Diante dos resultados a enfermeira Giselle afirmou que foi constatada significativa melhora da assistência. “É importante ressaltar a significância deste estudo na melhora clínica dos pacientes, já que o aparecimento de lesões lábias reduziu em mais de 95% dos pacientes, quando a equipe da UTI do Hospital Regional de Gurupi passou a colocar TOT centralizado na cavidade oral dos pacientes, e a verificar a comissura labial conforme a rotina proposta pelo treinamento”, finalizou.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conass reclama da redução do orçamento para medicamentos

Em documento, entidade diz que corte de 4% nos recursos pode comprometer acesso a tratamentos

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) publicou um documento alertando para o corte de recursos para medicamentos por parte do Ministério da Saúde em 2010. De acordo com a entidade, houve uma redução de R$ 140,7 milhões na verba, o que representa 4% de corte.

Para os secretários, o orçamento de R$ 3,3 bilhões para 2010 pode dificultar o abastecimento de medicamentos especiais, como os utilizados em tratamento de câncer, e ainda engessa a atualização dos protocolos e a incorporação de novas tecnologias.

Além, o documento do Conass enfatiza a contrariedade entre o discurso do Ministério da Saúde em ampliar a oferta de medicamentos, e a prática, que reduz o orçamento.

O Conass cobra um acréscimo de R$ 8 bilhões ao R$ 31 bilhões que o governo pretende destinar a medicamentos básicos e especiais, ao financiamento de procedimentos de média e alta complexidade e à atenção básica.

Como defesa, o Ministério do Planejamento disse que o orçamento da Saúde está atrelado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que foi afetado neste ano pela crise econômica mundial.

Fonte: www.saudebusinessweb.com.br

Temporão embarca em busca de estreitar laços na saúde

Ministro vai à China com foco em fechar novos negócios

Líder de uma comitiva formada por representantes de órgãos públicos, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, embarcou nesta sexta-feira (4) à China com o objetivo de estreitar as relações nas áreas de saúde e negócios.

A missão será integrada por cinco entidades* ligadas à indústria farmacêutica e de equipamentos que representam mais de 300 empresas nacionais. Segundo o ministério, o mercado farmacêutico movimenta R$ 28 bilhões por ano, situando-se entre os 10 maiores do mundo. Para o setor de produtos médicos no Brasil, o faturamento é de cerca de R$ 8 bilhões por ano.

No ano passado, o Brasil importou o equivalente a R$ 617 milhões da China - um aumento de 83% em relação a 2007. Por outro lado, as exportações brasileiras à China somaram R$ 7,8 milhões em 2008, uma queda de 22% em relação ao período anterior. Os negócios com a China representam 10% do déficit comercial brasileiro em saúde, segundo o ministério.

*Abifina (Associação Brasileira da Indústria Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades);

Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios representa 319 indústrias do setor); Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais, que integra a Associação Latinoamericana de Indústrias Farmacêuticas); Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa); e Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Fonte: www.saudebusinessweb.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cai liminar que impedia OS de administrar UPAs

O Governo do Estado conseguiu nova vitória judicial para garantir a administração de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por Organização Social.

O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco em exercício, desembargador Bartolomeu Bueno, suspendeu na noite desta quarta-feira (25), a liminar expedida pela 5ª Vara da Fazenda, que proibia a OS de gerir as unidades da Caxangá, Imbiribeira, Torrões (Recife) e São Lourenço da Mata.A cena se repetiu há pouco mais de um mês, quando o juiz Edvaldo Palmeira, deferiu liminar semelhante por entender que o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, não deveria ser administrado por uma Organização Social.

O Governo, através da Procuradoria Geral do Estado, levou o caso ao conhecimento do Tribunal de Justiça, quando novamente o desembargador Bartolomeu Bueno acatou os argumentos da PGE e suspendeu a medida judicial.Em conversa com o Blog de Jamildo, o procurador-geral do Estado, Tadeu Alencar, disse que "em nome do risco à saúde pública, a Procuradoria agiu rapidamente para responder a liminar".

Ele destacou a perspectiva empresarial, de gerenciamento e controle de metas, que uma Organização Social pode imprimir à administração hospitalar, porém, sob rígido controle da Secretaria Estadual de Saúde. "Sejam quais forem as medidas que o Ministério Público tomar, vamos marcar cerrado para que o modelo siga em frente", sentenciou.Com da decisão, passa a valer o edital (publicado no site da SES, www.saude.pe.gov.br) e as entidades interessadas em administrar as quatro UPAs (Caxangá, Imbiribeira e Torrões, no Recife, e São Lourenço da Mata) devem entregar suas propostas no dia 14 de dezembro de 2009, às 9h, na Comissão Especial de Seleção, na sede da SES (Praça Oswaldo Cruz, S/N, Boa Vista).

Fonte: www.jc3.uol.com.br

Seminário "ERROS EVITÁVEIS NA TERCEIRIZAÇÃO NO SUS"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Secretário Melquíades Neto inicia expedientes no HGP

O secretário de Estado da Saúde, Dr. Francisco Melquíades Neto iniciou na tarde dessa segunda, 28, no HGP- Hospital Geral de Palmas, os plantões que serão realizados por ele na instituição, todas as segundas e quintas-feiras.
No seu primeiro dia de expediente, o secretário, juntamente com Superintendente de Gestão administrativa e desenvolvimento de Recursos Humanos as Sesau- Secretaria de Estado da Saúde, José Wilmar Noronha Aguiar, e com o diretor Geral do HGP, Paulo Faria, se reuniu com os técnicos e auxiliares de enfermagem, com o objetivo de ouvir seus anseios, sugestões e questionamentos.

Assuntos como: concurso público, hora extra, carga horária, capacitação, entre outros, foram amplamente discutidos entre os profissionais e o secretário, que fez questão de anotar pessoalmente todas as demandas, se comprometendo em analisar e dar encaminhamento e solução a cada uma delas.
De acordo com o secretário, esses expedientes dentro do HGP são importantes para que haja uma aproximação entre a Sesau e os profissionais e setores do hospital. “É a partir dessa integração entre os profissionais, que nós levantaremos os problemas e as dificuldades enfrentadas por eles no dia a dia; eles, mais do ninguém, saberão nos dizer o que precisa ser feito para que nosso hospital ofereça um atendimento de qualidade. Entretanto quero ressaltar, que vamos investir também nas pessoas, nos profissionais, pois com certeza esse investimento será refletido no atendimento aos nossos pacientes”, afirmou.

Para a técnica de enfermagem Hilda Ribeiro, essa iniciativa além de ser inédita é muito importante porque mostra que a Sesau se interessa em ouvir quem está na ponta, quem está dentro dos hospitais, e que pode dizer o que precisa ser melhorado com conhecimento de causa.
“É a primeira vez que vejo isso acontecer, normalmente os secretários se reúnem com os diretores, com os gestores, mas nós que lidamos no dia-a-dia com o paciente nem sempre somos consultados, nem sempre pedem nossa opinião. Nós estamos muito confiantes de que essa nova gestão vai fazer história no Tocantins, porque o Dr. Melquíades está começando do jeito certo, tendo humildade para nos pedir ajuda, para pedir nossa opinião”, ressaltou.

Após a reunião, o secretário visitou setores do HGP, como a UTI pediátrica, Almoxarifado, Farmácia Central, Centro Cirúrgico e Pronto Socorro.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mais rigor nas órteses e próteses


Uniformização das nomenclaturas de órteses e próteses da Câmara Técnica de Implantes com a tabela unificada do SUS pode ser possível
O ministério da Saúde apresentou a tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais utilizada no Sistema Único de Saúde, em uma reunião da Câmara Técnica de Implantes. A conclusão é que não deverá ser difícil uniformizar as nomenclaturas de órteses e próteses da Câmara Técnica com a tabela unificada do SUS.
O encontro discorreu sobre algumas das modificações previstas no novo Código de Ética Médica (CEM), que entrará em vigor daqui seis meses. Dentre as mudanças também foi comentada a revisão feita pela Unidas, dos 550 itens listados pelas Sociedades de Especialidade. Foi constatado que 50 deles possuem duplicidade de nomenclatura e possíveis erros de conceituação e codificação. As incorreções deverão ser analisadas pela subcomissão, recém-criada, coordenada por João Bosco Oliveira e apresentada no próximo dia 29

Cerca de 45% dos resíduos de saúde tem destino incorreto


Abrelpe afirma que legislação dispensa unidades de saúde de cuidar de todo detrito
Cerca de 45% dos resíduos dos Serviços de Saúde (RSS) coletados no Brasil têm destinação incorreta, ignorada ou ainda enviada para lixões. Essa é a constatação da 6ª Edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2008, lançada recentemente pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
O coordenador de Resíduos Especiais da associação, Odair Luiz Segantini, afirma também que por causa das Resoluções 306 da Anvisa de 07/12/04 e 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 29/04/05, os detritos do serviço de saúde não são destinados de uma forma confiável. Além disso, as Resoluções, que regulamentam o gerenciamento dos resíduos, teriam dispensado hospitais e outros estabelecimentos da saúde do dever de tratar todos os resíduos infectantes produzidos pelos serviços de saúde.

Toma posse o novo Secretário de Estado da Saúde do TO





Na tarde desta quarta-feira, 09, os servidores da Secretaria de Estado da Saúde – Sesau prestigiaram a saída do secretário Eugênio Pacceli de Freitas Coêlho, que deixou a Saúde para assumir a Secretaria de Estado da Administração. Em seu lugar, tomou posse o Dr. Francisco Melquíades Neto, escolhido pelo atual governador Carlos Henrique Gaguim para gerenciar a Pasta.

Acompanhado de Melquíades Neto, Pacceli disse aos servidores que se sente coroado com o convite de continuar na gestão pública do Estado, e relembra que há três anos, quando foi secretário da Administração, foi parceiro de governo com Dr. Melquíades, que na época era subsecretário da Saúde.
“Hoje tenho a plena consciência do que é Saúde Pública, e entrego a Secretaria com a convicção de que nesses anos, com o apoio dos servidores, fizemos uma Saúde melhor para o Tocantins”, falou Pacceli.
Já Dr. Melquíades diz que é uma honra voltar para a casa onde esteve, e ficará o tempo que for necessário. “Pegamos uma Secretaria que evoluiu, e iremos deixá-la, quando precisar, melhor ainda”, ressaltou. Melquíades também disse que a Secretaria da Saúde tem um quadro próprio, com profissionais capacitados, com a ajuda de todos continuaremos a fazer uma Saúde cada vez melhor”, finalizou.

Quem é Melquíades Neto: Médico há 33 anos e com larga atuação no Tocantins, Francisco Melquíades Neto, 59 anos, casado, formou-se em 1975 em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É médico concursado pelo Estado do Tocantins, sendo lotado no Hospital Geral de Palmas. Além das atividades profissionais, Melquíades Neto tem no curículo duas passagens pela Câmara Federal – a primeira entre abril de 1992 a janeiro de 1995; e a segunda entre fevereiro de 1995 a janeiro de 1999. Mais detalhes do currículo do atual secretário de estado da saúde estarão disponíveis no síte da Sesau –






quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09 DE SETEMBRO, DIA DO ADMINISTRADOR
" ADMINISTRADOR é inovador. Ele é o indivíduo indispensável que exercita o que nas cadeiras da administração se chama de liderança, de versatilidade, de resultados... mesmo não estando presente, sua presença está sempre marcada."

PARABÉNS ADMINISTRADORES!