segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dados com preços de produtos para saúde é atualizado

Foram incluídos cerca de 40 novos produtos de cardiologia e 80 produtos da área de ortopedia pela Anvisa e ANS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou, em setembro de 2010, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), informações e preços sobre 274 produtos da área de cardiologia. Trata-se de banco de dados inédito com os preços nacionais e internacionais de produtos para a saúde comercializados no País.

Nessa segunda-feira (08), a Agência publicou atualização desse banco de dados. Foram incluídos cerca de 40 novos produtos de cardiologia e 80 produtos da área de ortopedia.

Segundo a Anvisa, o objetivo da ferramenta é diminuir a assimetria de informações existente no setor de produtos para saúde. Além de dados de registro, é possível obter os preços praticados no Brasil e em mais dez países: Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Japão, Portugal, e Reino Unido.

"A divulgação dos preços permite que gestores e profissionais da saúde, além dos cidadãos em geral, possam comparar os preços e questionar as práticas abusivas", disse o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Quem Matou o Sistema de Saúde?"

Líderes do setor debateram o livro da economista da Harvard Regina Herzlinger que faz críticas contundentes ao sistema americano de saúde

Com um título original agressivo: Who Killed Health Care? ("Quem Matou o Sistema de Saúde?", na sigla em inglês), o livro, de autoria da economista e professora de Harvard Regina Herzlinger, é repleto de críticas à estrutura de saúde americana. A obra, no mínimo, pode ser considerada polêmica. Dessa forma, a IT Mídia promoveu um debate, nesta quinta-feira (04), em São Paulo, entre quatro líderes do setor de saúde brasileiro para abordar as questões levantadas na obra.

De acordo com os participantes da discussão, a publicação questiona inúmeros aspectos importantes sobre o mercado de saúde. No entanto, todos concordaram que o livro é excessivamente crítico e, por vezes, ácido. Os presentes ao debate foram: Carlos Alberto Goulart (Presidente Executivo da Abimed); Henrique Sutton Neves (Diretor Geral do Hospital Albert Einstein); Francisco Balestrin (vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados) e Paulo Marcos Senra Souza (Diretor da Amil).

Para a autora, os culpados pelos problemas da saúde dos EUA são: governo, hospitais, operadoras e acadêmicos. Todos estariam preocupados com os próprios interesses financeiros, segundo publicação.

Por meio de um personagem central, que sofre de problemas renais e precisa de um transplante, a autora explicita as distorções do setor, apontando a ausência dos médicos nas discussões políticas, os diversos lobbys que impendem inovações, as financiadoras que só buscam o lucro, entre outros.

"Os EUA é o país que mais gasta em saúde. Cerca de US$ 2 trilhões por ano, o equivalente ao PIB da China. E mesmo assim é completamente desintegrado", disse Souza.

Outro aspecto abordado pela Regina refere-se aos hospitais. Na opinião da professora, as entidades deveriam ser especializadas e não generalistas. "Aqui no Brasil o que prevalece são os hospitais generalistas. Do ponto de vista prático, isso tem uma razão econômica de ser", afirmou Neves.

A tecnologia em nenhum momento da obra se faz central. No entanto, a autora reconhece sua importância para a inovação do segmento.

Para o presidente da Abimed, essa questão trazida para o Brasil enfrenta sérios problemas. "Para um novo produto entrar no mercado é preciso aguardar em uma fila de pelo menos dois anos, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa emitir o certificado de boas práticas. Depois disso, espera-se mais dez meses para obter o registro. Com isso, podemos ter um apagão tecnológico no longo prazo", enfatizou Goulart.

A segunda parte do livro apresenta algumas soluções para o sistema. Uma delas consiste na formação de uma agência reguladora que consolide todas as informações das instituições de saúde em prol dos clientes (pacientes).

O livro descreve uma verdadeira guerra, onde os players da cadeia são os vilões. "Os médicos estão de fora dessa guerra, pois, na visão da autora, saem perdendo em termos de remuneração. E os pacientes são uma espécie de civis em tempos de guerra", disse Balestrin.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SP tem 270 novas vagas para profissionais da saúde

Salários vão de R$ 580 a R$ 1.300, para funções como auxiliar de enfermagem e cuidador de idosos


A partir desta segunda-feira (4), o Centro de Solidariedade ao Trabalhador de São Paulo seleciona para 270 vagas na área de saúde. As inscrições vão até a próxima sexta-feira (8).

Os salários variam de R$ 580 a R$ 1.300. Há cinco oportunidades para acompanhantes de idosos, 16 para copeiros de hospital, 15 para técnicos de laboratório em patologias clínicas, 17 para auxiliares de enfermagem, entre outros.

No posto da Liberdade, selecionadores de um hospital da Zona Sul coordenam o processo seletivo para 165 vagas de técnico de enfermagem. A seleção será na quarta-feira (6), às 7h e às 12h. É necessário ter experiência mínima de seis meses na função, e giram em torno de R$ 1.500. Os interessados podem comparecer nesta segunda (4) e terça-feira (5) para retirar carta de encaminhamento.

Às 13h da sexta-feira (8), o posto recebe candidatos para 50 vagas de auxiliar de enfermagem, sem experiência. Podem se inscrever técnicos e auxiliares recém-formados, com certificado do curso. Há vagas para todas as regiões.

Os interessados devem comparecer nos postos da Liberdade e de Santo Amaro, entre 7h e 16h. É necessário levar carteira profissional, RG, certificado de escolaridade e currículo.

Os endereços são:

Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, Zona Central - São Paulo (SP)

Rua Barão do Rio Branco, 864, Santo Amaro, Zona Sul - São Paulo (SP)

*Com informações do G1

Acre e Pernambuco têm mais de 50 vagas em saúde

As oportunidades são para médicos, farmacêuticos e vacinadores


A Secretaria de Saúde do Recife (PE) abriu uma seleção simplificada para contratar 27 médicos e 22 farmacêuticos, que irão atuar nos serviços de urgência e emergência _ como em ambulatórios e postos de Saúde da Família da capital. Os profissionais contratados preencherão escalas em aberto nas unidades do Distrito Sanitário VI, que abrange os bairros da Zona Sul de Recife.

Os interessados devem levar seu currículo à antiga sede da Diretoria Geral de Gestão do Trabalho (DGGT), localizada na rua dos Palmares, 253, bairro Santo Amaro, Recife. A entrega deve ser feita nos dias 4, 5 e 8 de novembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O processo seletivo inclui análise de dados profissionais e entrevistas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 33551709.

Já em Rio Branco (AC), está aberto concurso público para a formação de cadastro de reserva para vacinadores temporários. É necessário ter cursado até a 4ª série do ensino fundamental e o salário é de R$ 540. A contratação terá vigência de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período.


Os profissionais contratados irão compor a equipe de vacinação da Campanha Anti-rábica canina e felina do Município de Rio Branco, realizada pelo Departamento de Controle de Zoonoses.
 


Os interessados devem se inscrever até o dia 29 de outubro, entre 8h e 12h ou das 14h às 17h, no Departamento de Gestão de Pessoas (Avenida Ceará, 3.367, em Rio Branco).
Ainda não foi divulgada a data das provas teóricas e práticas que compõem o processo seletivo.

*Com informações do G1 e do Diário de Pernambuco

Novo hospital privado em Curitiba terá investimento de R$ 50 milhões


Curitiba ganhará um dos mais modernos complexos hospitalares do Sul do Brasil.
É o Hospital Marcelino Champagnat, o mais novo hospital privado da capital, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2011. Os investimentos para a construção do Hospital Marcelino Champagnat serão de aproximadamente R$ 50 milhões, o maior investimento em saúde privada dos últimos 10 anos.
O hospital será voltado para a realização de cirurgias de média e alta complexidade com um moderno Centro de Diagnóstico e consultórios para atendimentos médicos.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Médicos farão manifestação em Brasília no dia 26

Objetivo é chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no Brasil

As entidades médicas nacionais e estaduais preparam grande ato público para o próximo dia 26 de outubro (terça-feira), em Brasília (DF), com o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares, gestores e da opinião pública para as insuficiências do sistema de saúde no País - tanto na área pública quanto privada. A classe levará à tona, mais uma vez, as reivindicações expressas no Manifesto dos Médicos à Nação, divulgado ao final do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), em julho deste ano. A organização do manifesto é da Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

O intuito das entidades é expandir aderência e conquistar o comprometimento das autoridades. Confira a programação abaixo:

10h00: Concentração no Ministério da Saúde e entrega do documento dos médicos
10h30: Caminhada ao Congresso Nacional
11h00: Concentração no Congresso Nacional e entrega do documento dos médicos
12h00: Reunião com os presidentes e diretores das entidades médicas na sede da Associação Médica de Brasília (AMBr)

Leia mais:


Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conheça as propostas para a saúde divulgadas no horário eleitoral

José Serra e Dilma Rousseff falam sobre ações já realizadas e propõem mudanças para o setor

A saúde dominou o horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), exibidos pelas emissoras de televisão brasileiras nesta terça-feira (19).


Serra
Logo no início, o programa eleitoral do candidato petista da terça-feira (19) expôs ações realizadas por Serra no setor de saúde reiterando que ele multiplicou por nove as equipes de médicos e enfermeira. A propaganda diz também que, como prefeito de São Paulo, Serra conclui a construção dos hospitais municipais Cidade Tiradentes e M"Boi Mirim.

Serra comentou sua experiência como gestor da saúde pública e reiterou suas propostas. "A saúde está ruim em todo o Brasil. Se o próximo presidente não se empenhar pessoalmente, não vai melhorar. É por isso que tenho proposto a construção de policlínicas e a formação da Rede Zilda Arns para deficientes. Tudo isso precisa ser coordenado pelo presidente".


Dilma
Já a candidata petista apresentou suas propostas para a saúde pública, como o Saúde da Família, ampliação das ambulâncias do Samu e a Rede Cegonha.

"Mulher tem esse lado de cuidar e a gente olha o processo do início até o fim. Mulher cuida, cuida mesmo. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são um modelo eficiente para combater a superlotação dos hospitais", disse a candidata, que prometeu a construção de 500 UPAs em todo o país.

"O grande compromisso que assumo com a população é melhorar o atendimento. Vamos acabar com as filas nos exames e atendimentos complexos. Para solucionar o problema, vou criar cursos de capacitação para quem atende", disse.

Hospitais e Clínicas Investem em Mimos para os Pacientes

Por: Rosilene Miliotti
SB Comunicação/RJ

Hospitais e clínicas investem em serviços diferenciados para fidelizar clientes

Internet sem fio no quarto, mensagens de texto para lembrar a consulta ou oexame, o 'primeiro bercinho' do bebê. Esses são alguns itens da lista dosagrados que clínicas e hospitais vêm oferecendo aos pacientes. A exemplo de lojas de grifes que tratam seus clientes de forma especial para deslumbraros clientes, hospitais e clínicas também oferecem um carinho a mais aos seuspacientes.

Na Clínica Pró Nascer (RJ), especializada em reprodução assistida, asfuturas mamães que optam pela Fertilização in Vitro são presenteadas com o'primeiro bercinho' do bebê. O 'presente' trata-se da plaquinha onde ficaramos embriões, até o momento da transferência para o útero da mamãe.

Segundo a biomédica Roberta Nogueira, as pacientes ficam muito surpresas eemocionadas com o mimo. "Elas adoram! Incluem até no álbum do bebê", diz. Aideia, que recebeu o apelido carinhoso de 'Primeiro Bercinho do Bebê' foiadotada desde a inauguração da clínica há sete anos. "A plaquinha vai com onome da mamãe e do marido, e escrevemos: Boa Sorte!", completa aespecialista.


Entretenimento durante internação

No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), no Rio de Janeiro, os quartos sãoequipados com sistema de internet sem fio, sem custo adicional na diária dopaciente. O serviço é extensivo ao acompanhante que levar seu laptop: Bastalocalizar a rede interna do hospital e navegar sem limite.

Segundo a gerente de Hotelaria do HSVP, Mônica Rodrigues, o serviço, que éoferecido desde 2005, tem o objetivo de facilitar a vida dos pacientes emanter a interatividade com seus afazeres habituais. "Assim que sãoapresentados ao quarto, o paciente é orientado por um auxiliar de hotelariasobre o serviço", conta a gerente.

Outra instituição que oferece além do bom atendimento e da excelência médicaé o Hospital Balbino (RJ), que implantou o serviço confirmação de consultase exames agendados através de SMS, o permitindo ao paciente não esquecer ocompromisso e até desmarcá-lo, se necessário. O serviço funciona desde oinício de julho e os resultados já começam a aparecer. "Logo no primeirodia, vários clientes entraram em contato para desmarcar consulta comantecedência. Com isso, podemos abrir agendamento para outros que estão naespera", afirma a coordenadora do Setor de Atendimento, Jana Brasil.

Com cerca de 700 mensagens diárias, a ideia da direção do hospital é, nofuturo, utilizar o serviço também para envio de dicas de saúde, mensagens deaniversário e outras divulgações para seus clientes. Outro mimo oferecidopelo Balbino é o serviço de mensagem para o amigo internado. A ferramentaserve para estreitar a distância dos familiares e amigos que, por algummotivo, não podem visitar o paciente. Para a ouvidora Evaneide Moreira, queencaminha os recados para os pacientes, a mensagem é uma forma de mostrarsolidariedade, atenção e carinho ao paciente internado. "O objetivo destainiciativa é viabilizar a comunicação de quem não pode estar junto aopaciente, mas que gostaria de se mostrar presente de alguma forma, sobretudoem internações de longa permanência", explica.

Como Identificar a Rentabilidade dos Produtos Hospitalares

Por: Flávia Salgado Resende


Nas instituições de saúde, o sistema de gestão de custos é importante para o aumento da eficiência dos processos, aumento da rentabilidade e consenquentemente para a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente. Além disso, de acordo com LIMA et al, a gestão de custos em uma organização hospitalar é apresentada como um instrumento gerencial fundamental para o controle dos recursos da mesma, sejam eles financeiros, materiais ou patrimoniais.

Para entender a importância da rentabilidade na Instituição Hospitalar é essencial conhecer o conceito da mesma. Rentabilidade é o valor do lucro com a venda, ou seja, é a medida do retorno de um investimento. Calcula-se a rentabilidade dividindo o valor do lucro com a venda pelo valor dos ativos instalados no hospital. Portanto, podemos dizer que rentabilidade é a quantia de dinheiro que a Instituição de Saúde ganha para cada quantia investida.

O lucro é produto do preço das vendas deduzindo os custos e as despesas. Segundo Matos, os registros dos insumos utilizados nas atividades operacionais compreendem custos e despesas. Os custos são representados por insumos pertinentes ao processo de produção e as despesas são representadas pelos insumos não relacionados ao processo de produção.

A definição do preço e da rentabilidade é resultado do processo de planejamento e da interação das diversas áreas internas e externas da organização de saúde, sendo estratégica a decisão da formação de preço de vendas dos serviços. Para a realização de venda de um produto ou serviço é necessário a utilização de uma tabela de preços. Os parâmetros para a tabela e as informações de custos são essenciais para a sua elaboração.

Em pesquisa realizada pela Grant Thornton, International Business Report, foi demonstrado que a inovação de produtos é vista como a iniciativa mais bem sucedida para o aumento da rentabilidade e impulso dos negócios entre as empresas privadas. A inovação foi citada por 20% dos participantes, seguida da redução de custos (18%) e estratégia de formação de preços de vendas (13%).

Segundo a Terco Grant Thornton para as empresas que planejam inovar é necessário seguir os seguintes conselhos:
- Busque oportunidades criadas pelos efeitos da crise econômica;
- Crie recursos para inovação;
- Ofereça produtos e serviços de acordo com as condições econômicas atuais;
- Esteja aberto a idéias;
- Controle cuidadosamente os riscos;
- Colabore para que clientes e fornecedores desenvolvam novas idéias;
- Examine processso e modelos comerciais inovadores, assim como produtos para melhorar a sua eficiência

Nesta pesquisa, a prioridade de ação dos empresários brasileiros foi à redução de custos, segundo Roberto Strohschoen de Lacerda, sócio da Terco Grant Thornton algumas medidas são fundamentais para a realização da redução de custos:
- Entenda com profundidade como os custos são gerados;
- Busque economias nas compras e negociação com fornecedores;
- Evite investimentos em estoques,
- Busque sinergias com empresas parceiras ou complementares;
- Controle com sabedoria o seu caixa;
- Busque terceirizar atividades ou processos que não são chaves para o negócio.

Segundo SOUZA et al, para analisar o desempenho rentável da Instituição de Saúde é necessário levar em consideração os seguintes indicadores:

- Indice de Giro Ativo: este índice mostra se o hospital está prestando um volume apropriado de serviços indicando quanto faturou para cada R$1,00 de investimento no ativo total hospitalar. Calcula-se esta índice através da fórmula: Receita Operacional Líquida (ROL) / Ativo Total (AT);

- Índice de retorno sobre o Ativo: Este índice indica o valor em R$ do lucro líquido ou superávit do hospital no período para cada R$100,00 investido pelo hospital no ativo total, é, portanto, uma medida do potencial de geração de lucro da parte do hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Ativo Total (AT)) X 100;

- Índice de retorno sobre o patrimônio liquido: Indica a rentabilidade em R$ para cada R$100,00 aplicados pelos proprietários ou acionistas no hospital, sendo assim de particular interesse para esses, pois indica o quanto estarão obtendo de retorno anual em relação aos seus investimentos no hospital. Calcula-se este índice através da fórmula: (Lucro Liquido (LL)/ Patrimônio liquido médio (PLm)) x 100.

O processo de definições de preços e rentabilidade das empresas envolve uma gama de variáveis econômicas, financeiras e operacionais regidas pelas teorias de mercado, de custos e econômica. Os indicadores relacionados acima são formas de monitoramento que devem ser utilizados pelas Instituições de Saúde na avaliação do desempenho rentável e para tomada de decisões.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Governo vai reembolsar servidor que contratar plano de saúde privado

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (13), o governo federal vai reembolsar os servidores públicos federais – ativos, aposentados ou pensionistas – que contratarem planos de saúde privados. O ressarcimento será feito nos limites definidos em dezembro de 2009. Os valores variam de R$ 72,00 a R$ 129,00 por beneficiário, conforme a faixa salarial e a idade do titular do plano de saúde.

Para solicitar o ressarcimento, o servidor deve comprovar a contratação particular do plano de saúde feita com operadora que atenda às exigências do Termo de Referência Básico estipulado pelo governo federal.

Até agora, tinham direito ao ressarcimento todos os titulares de planos de saúde cujos órgãos tivessem firmado convênio de autogestão, modalidade operada pelas próprias empresas para seus funcionários, sem fins lucrativos.

A nova orientação aos órgãos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) sobre o ressarcimento das despesas com os planos de saúde foi publicada na edição desta quarta-feira (13) do Diário Oficial da União. Com a alteração, o próprio servidor poderá contratar diretamente a operadora que achar melhor e requerer o ressarcimento da despesa.


Edição: Rivadavia Severo

Governo federal gasta menos do que deveria em saúde

Ministério Público do DF entrou com uma ação civil pública para que o governo gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição

O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública para que o governo federal gaste em saúde o mínimo exigido pela constituição. Além disso, pede que o governo aplique imediatamente o déficit de R$ 2,6 bilhões estimado desde 2000.

De acordo com a ação, manobras contábeis estão camuflando a aplicação correta da quantidade mínima exigida na área de saúde desde a aprovação da Emenda Constitucional 29/2000. O governo federal estaria incluindo no seu cálculo gastos inicialmente previstos no orçamento, mas posteriormente retirados ou não efetivados.

Em maio de 2009, o Ministério Público Federal já havia recomendado à União que deixasse de incluir os restos a pagar cancelados nos seus cálculos relativos ao setor de saúde. O Ministério do Planejamento reconheceu a prática, mas negou que ela era ilegal. Agora, cabe ao Judiciário definir a questão. O processo tramita na 7ª Vara da Justiça Federal no DF.

Projeto Lei pode aumentar a verba para atender acidentados

Projeto de lei prevê que hospitais estaduais e municipais deverão receber mais recursos pelo atendimento a vítimas de acidentes de trânsito

Hospitais estaduais e municipais poderão receber mais recursos, e de forma direta, pelo atendimento de urgência e emergência a vítimas de acidentes de trânsito. Tramita no Senado proposta que reforçará o custeio dessas despesas hospitalares com 15% do que as seguradoras arrecadam de Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat). Se o projeto virar lei, essa parcela será depositada no Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares.

A medida proposta em projeto de lei (PLS 36/10) do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde já tem parecer favorável do relator, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP).

Atualmente, a lei que instituiu o Plano de Custeio da Seguridade Social (Lei 8.212/91) determina às seguradoras que repassem para a Seguridade Social 50% do valor total do Dpvat ao Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar das vítimas em acidentes de trânsito. O PLS 36/10 altera esse percentual de repasse, estabelecendo que apenas 30% se destinem ao SUS, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para tratamento desses acidentados e 15% componham o novo Fundo de Apoio às Unidades Estaduais e Municipais Hospitalares - com destinação direta a hospitais estaduais e municipais.

A proposta também modifica a forma de repasse do Dpvat pelas seguradoras para o Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito, que aplica recursos exclusivamente em programas de prevenção de acidentes. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que 10% do valor total do Dpvat destinado à Seguridade Social sejam repassados ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito.

Com a aprovação do projeto, esse montante seria fixado em 5% do valor total do Dpvat arrecadado. É importante ressaltar que a mudança não traria prejuízos a essa movimentação financeira, permitindo, entretanto, que a transferência seja feita diretamente pela seguradora.

Rateio

Ainda de acordo com o projeto, os recursos do novo fundo seriam distribuídos segundo o volume de atendimentos realizados pelos municípios, baseado em dados dos sistemas de informação do SUS. Além de não estarem sujeitos à limitação de empenho e movimentação financeira por parte do governo federal, esses créditos poderiam ser feitos até o dia 10 do mês seguinte ao do recolhimento.

O projeto atribui ao Tribunal de Contas da União (TCU) a responsabilidade de informar ao governo federal, até o último dia útil de cada exercício, os coeficientes individuais de participação de estados e municípios contemplados pelo fundo. Para o TCU cumprir essa atribuição, entretanto, o governo federal teria de publicar no Diário Oficial da União (DOU), até o dia 31 de agosto de cada exercício, as unidades de saúde que prestarem atendimento de urgência e emergência a vítimas de trânsito; os municípios onde se situam; e o volume de atendimentos feitos, com os respectivos valores de remuneração pelo SUS.

A matéria também será votada, em decisão terminativa, aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ministério da Saúde lança "Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas"

Patologias de alta prevalência no País

As formas de diagnóstico, o tratamento, a medicação e o acompanhamento de pacientes com 33 doenças de alta prevalência no país poderão ser consultados na publicação Protocolos Clínicos Diretrizes Terapêuticas, lançada nesta quarta-feira (06) pelo Ministério da Saúde em livro e CD. O objetivo é padronizar o atendimento a pacientes com estas doenças.

"Esta publicação é de extrema importância para o cotidiano do trabalho profissional à medida que amplia o acesso às informações clínicas e terapêuticas. O documento não se baseia apenas em evidências científicas, mas em narrativas dos pacientes", disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Alberto Beltrame, ressaltando a importância da humanização da saúde pública no país.

O livro com 600 páginas contém os protocolos de doenças como insuficiência renal crônica, endometriose, doença de Parkison e doença falciforme. Os protocolos abrangem cerca de 6 milhões de pessoas que sofrem de 33 tipos de doenças.

O material aborda desde a caracterização da doenças, o tratamento indicado, os medicamentos a serem prescritos, a forma de administração, o tempo de uso, os benefícios esperados e o acompanhamento necessário.

Para Beltrame, este é um passo importante para assistência médica prestada pelo SUS. "Estamos parametrizando o atendimento, para evitar a grande variabilidade clínica existente. O protocolo é melhor que a bula, pois não tem o viés da indústria farmacêutica", disse Beltrame.

O secretário destacou também que o protocolo poderá instrumentalizar a Justiça em decisões que envolvam o tratamento de determinadas doenças e auxiliar os gestores públicos na previsão de compras e redução de custos com medicamentos.

Os 10 mil livros e 10 mil CDs serão distribuídos às secretarias municipais e estaduais de Saúde, aos postos de saúde, além de entidades médicas. O documento também estará disponível no site do Ministério da Saúde para consulta pela população.

Até o final de 2010 outra publicação será concluída com os protocolos de mais 30 doenças. O trabalho é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), de São Paulo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SUS: Governo aumenta pagamento por cirurgias cardíacas

Medida abrange 105 procedimentos. Os reajustes chegam a 227%


Os valores pagos por cirurgias cardiovasculares na rede pública de saúde serão reajustados a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde que informou que a medida abrange 105 procedimentos. O governo espera aumentar em 15% o número de cirurgias cardíacas no sistema público no prazo de um ano.

De acordo com o ministério, os reajustes chegam a 227%. O valor pago a um médico por uma cirurgia de ponte de safena passará de R$ 1.330 para R$ 3,8 mil, por exemplo. Para cobrir o aumento, o ministério vai investir quase R$ 100 milhões.

Os reajustes foram concedidos para as cirurgias de aorta, valvar, de revascularização do miocárdio, pediatria, procedimentos cardiovasculares, implante de marcapasso e pediatria. Em 2009, 65,4 mil cirurgias cardiovasculares foram feitas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia mais:

Cirurgiões cardiovasculares negociam reajuste da tabela do SUS com o Ministério da Saúde
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=72131

Fonte: www.saudebusiness.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Casa de Pelotas/RS recebe recursos para Instituto de Traumatologia

O Governo do Estado repassou, nesta segunda-feira (27), R$ 298,5 mil para a Santa Casa de Misericórdia de Pelotas. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os recursos são oriundos da Consulta Popular, e serão investidos na reforma de dois pavimentos para instalação do Instituto de Traumatologia do hospital.

As obras incluem a criação de 24 novos leitos para internação e oito para observação, no Bloco Cirúrgico. Ao todo, considerando o montante de R$ 366,3 mil aplicados em 2008, também pela Consulta Popular, o Governo do Estado investiu R$ 664,8 mil na construção do Instituto.

A Santa Casa é o maior hospital geral da região. Atende a comunidade de Pelotas, com uma população de aproximadamente 350 mil habitantes, e a zona Sul do Estado, que tem a cidade como referência para o encaminhamento de pacientes, sendo que mais de 60% são atendidos pelo SUS.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Guia vai ensinar médicos a dar más notícias

Livro elaborado pelo Inca, por meio de financiamento do Einstein, deve ser distribuído na rede do SUS a partir de novembro

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), por meio de financiamento do Hospital Albert Einstein, elabora livro para orientar os médicos na hora de transmitir informações sobre diagnósticos graves, recidivas (reaparecimento da doença), efeitos colaterais ou esgotamento de opções terapêuticas. O guia deve ser distribuído na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro.

Segundo a coordenadora da política de humanização no Inca, Priscila Magalhães, apesar das más notícias fazerem parte da rotina dos profissionais da área, elas causam sofrimento.

"O tema é pouco abordado em faculdades. Na medicina, em geral aparece apenas nas cadeiras de psicologia médica", disse Priscila. A coordenadora afirma que muitos profissionais acabam desenvolvendo problemas psicológicos decorrentes disso.

Estudo de 2009 feito pela divisão de saúde do trabalhador do Inca mostrou que, dos 159 trabalhadores do hospital em licença, 32% tinham histórico de transtornos mentais ou de comportamento, como depressão.

Para minimizar o problema, o instituto criou uma oficina de qualificação. No ano passado, foram treinados 120 alunos de hospitais federais e universitários.

É a experiência dessa primeira turma que o livro relata. Até o fim do ano, serão mais três turmas, num total de 600 pessoas.

O projeto, financiado pelo Einstein, foi viabilizado por portaria que permite a hospitais de excelência destinar a contribuição social que deveria ser recolhida ao governo a projetos para o SUS.

*Com informações da Folha Online

Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

Os jalecos dos médicos - indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor - pode ser fonte de contaminação. Esta é a constatação de um estudo realizado por alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), do câmpus de Sorocaba.

Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas. Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar.

A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clinica médica do hospital. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra metade não.

"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster", explicou Fernanda.

O estudo mostrou que os jalecos dos profissionais estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de contato frequente, como mangas e bolsos. A OMS e outras instituições de referência em biossegurança recomendam a sua utilização como uma barreira de proteção contra a transmissão de micro-organismos. No estudo, a pele da região do punho estava contaminada em 97,91% dos usuários de jaleco. Nos não usuários a contaminação era de 93,75%.

A pesquisa evidenciou que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso. De acordo com as alunas, o estudo também revela que a prática de lavar as mãos, em ambos os grupos, não está adequada. Para ela, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos.

Os resultados mostraram ainda que o número de micro-organismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira, dias de maior atividade médica. Para a orientadora, a pesquisa mostrou que o jaleco pode representar um possível veículo de transmissão de micro-organismos associado à infecção hospitalar, caso seu uso não seja aliado a cuidados.

A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Governo dos EUA incentiva uso de TI na saúde

Número de profissionais de saúde que utilizam a prescrição eletrônica cresce em ritmo acelerado

Cerca de 200 mil médicos norte-americanos enviam prescrições para farmácias por meios eletrônicos. A "e-prescrição" recebeu R$ 46 bilhões em incentivos do governo para que a transição digital de registros fosse acelerada.

O número de profissionais de saúde que aderiram a essa prática multiplicou-se nos últimos anos. Em 2008, eles chegavam a 74 mil, totalizando 156 mil em 2009, segundo dados da rede de prescrição eletrônica SureScripts.

Segundo a empresa, 47 dos 50 estados americanos mais que dobraram o uso da "e-prescrição" no ano passado. Em Massachusetts, 57% dos médicos adotaram o sistema e prescrevem eletronicamente uma em cada três receitas.

Incentivo político

O presidente Barack Obama vê a Tecnologia da Informação como um aliado importante no plano de cortar custos do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Em 2009, o Congresso americano autorizou um financiamento para promover os registros eletrônicos de saúde, como parte do pacote de estímulo econômico. Os incentivos serão pagos até 2015 e os fornecedores enfrentarão sanções caso não adotem a nova tecnologia.

Dessa forma, muitos médicos devem mudar definitivamente para as prescrições eletrônicas, a fim de evitar erros médicos causados pela má caligrafia e por interações medicamentosas prejudiciais.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Albert Einstein recebe certificado de sustentabilidade

Edifício adota medidas como controle do ar e redução do consumo de água e energia

O Pavilhão Vicky e Joseph Safra, parte da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), recebeu a certificação LEED Gold. Criada pelo U.S. Green Building Council, o documento qualifica o desempenho de edifícios sustentáveis.

A qualificação de um edifício certificado LEED pode ser obtida em nos níveis Certified, Silver, Gold e Platinum. A avaliação Gold leva em conta reduções no consumo de água e energia; cuidados na utilização de materiais, em função do seu conteúdo e características de emissão de poluentes; respeito à vizinhança durante a obra e na implantação do edifício; diminuição da carga sobre as redes de drenagem de águas pluviais da cidade; alta qualidade e controle do ar interno; e redução do efeito de ilha de calor na região.

Segundo Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras e Infraestrutura da instituição, o programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED.

"Os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores aos de outros programas, como escritórios e escolas", diz.

Com aproximadamente 70 mil m² distribuídos em dez andares ocupados e seis de estacionamentos, o edifício conta com mais de 200 consultórios médicos, centro de diagnósticos completo, centro cirúrgico de alta tecnologia, serviços de endoscopia e oftalmologia.


Fonte: www.saudebusiness.com.br

Ranking revela os melhores hospitais da América Latina

HEMORIO É REACREDITADO PELA JCI/CBA
Ranking revela os melhores hospitais da América Latina: 40% deles são acreditados pela JCI

Por: Cristina Miguez
SB Comunicação - Rio de Janeiro/RJ


O Hemorio acaba de ser reacreditado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência acreditadora em saúde do mundo.


Especializado no tratamento de doenças de sangue, o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como Hemorio, foi acreditado pela primeira vez em 30 de novembro de 2001. De lá para cá, o Hemorio passou por três avaliações para reacreditação. A reacreditação concedida agora pelos avaliadores e técnicos da JCI/CBA vale até 11 de setembro de 2013.

No mês de setembro, o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, deu início ao processo de educação e preparação para acreditação internacional CBA/JCI.

Atualmente, o CBA tem 24 instituições brasileiras acreditadas internacionalmente pela JCI e outras 90 em processo de preparação para a acreditação.

Os melhores da América Latina

A consultoria América Economía Intellegence acaba de divulgar pesquisa feita com hospitais públicos, universitários e privados da América Latina, avaliando qualidade e gestão dos serviços prestados, segundo critérios internacionais. O ranking, elaborado pelo segundo ano consecutivo, traz uma listagem com as 20 melhores instituições da América Latina, 40% delas são acreditadas pela Joint Commission International.

O resultado mostra a qualidade das instituições, que foram avaliadas nos quesitos segurança do paciente, capital humano, capacidade, eficiência, gestão do conhecimento e prestígio. Seis hospitais brasileiros estão entre os 20 melhores: Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital Sírio-Libanês (SP), Hospital São Vicente de Paulo (RJ), Hospital Bandeirantes (SP) e Hospital das Clínicas de São Paulo (SP), sendo os quatro primeiros detentores da acreditação internacional da JCI. Os outros hospitais que fazem parte do ranking e são acreditados pela JCI são: Clínica Alemana (Chile), Clínica Las Condes (Chile), Fundación Santa Fe de Bogotá (Bogotá) e Hospital Clínica Bíblica (Costa Rica).

O estudo foi publicado este mês na revista AmericaEconomía e pode ser acessado através do site www.americaeconomia.com/ranking-clinicas-2010.

"Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

Ministério da Saúde confirma, "Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

O Ministério da Saúde foi consultado pela SESAU sobre o tratamento de pacientes infantis com tumores líquidos, o mesmo confirmou que os hematologistas estão aptos a cuidar dos pacientes e tem qualificação suficiente para diagnóstico clínico e definitivo para o tratamento das hemopatias (doenças do sangue) benignas ou malignas de crianças, adolescente, adultos ou idosos.

O parecer foi da coordenadora geral de gestão assistencial do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde, Dra. Maria Adelaide de Sousa Werneck.

A consulta foi realizada devido algumas denúncias a respeito do atendimento prestado a pacientes infantis portadores de tumores líquidos no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Qualificações

Segundo as informações do parecer do Ministério da Saúde, o oncologista pediátrico só terá qualificação para atender aos casos de crianças com tumores líquidos se o mesmo tiver um treinamento específico em hematologia, sendo que esse treinamento é suficiente para a suspeita clínica e o tratamento, mas não para o diagnóstico definitivo de hemopatias benignas ou malignas de crianças.

Cumprimento à Secretaria do Tocantins

No mesmo parecer a coordenadora cumprimentou a SESAU.
“Congratula-se a Secretaria de Saúde do Tocantins, pois usou de sua autoridade de gestão com habilidade, quando coloca em seu memorando: atendimento prioritário e proibitivo, e atenção para ação conjunta da equipe multidisciplinar”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cai número de mortes entre gestantes

Apesar do progresso, declínio anual deveria ser maior

O número de mulheres que morrem devido a complicações durante a gravidez e o parto, em todo o mundo, caiu 34% em 18 anos. Em 1990, o total estimado era de 546 mil mulheres, contra 358 mil em 2008.

A informação faz parte do estudo "Tendências na Mortalidade Maternal", divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e Banco Mundial.

Apesar do progresso, a taxa de declínio anual corresponde a 2,3%, menos da metade do que foi estabelecido para alcançar a Meta do Milênio de reduzir a mortalidade maternal em 75% entre 1990 e 2015. Para chegar a esse resultado, o declínio por ano deveria ser de 5,5%.

As quatro principais causas de mortes em gestantes são: sangramento intenso após o parto, infecções, distúrbios de hipertensão e aborto em condições inadequadas. Em 2008, cerca de mil mulheres morreram devido a essas complicações por dia. Dessas, 570 moravam na África subsaariana, 300 no sul da Ásia e apenas cinco em países desenvolvidos.

Segundo a pesquisa, o risco de uma mulher em um país em desenvolvimento, como o Brasil, morrer por causas relacionadas à gravidez é 36 vezes superior se comparada a uma gestante de um país desenvolvido.

Fonte:www.saudebusiness.com.br

Taxa de mortalidade por câncer entre mulheres cai 10,5%

Estudo da USP mede queda no período entre 1980 e 2004. Entre os homens, a redução foi de 4,6%

A taxa de mortalidade por câncer entre mulheres nas capitais brasileiras caiu 10,5% no período entre 1980 e 2004, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) publicada na revista da Associação Médica Brasileira. Entre os homens, a redução foi de 4,6%, ao longo dos 25 anos estudados. É uma das mais longas séries históricas sobre mortalidade por câncer com dados nacionais, e não regionais.

Em 1980, morriam por causa de câncer 105 mulheres a cada 100 mil habitantes. Em 2004, a taxa havia caído para 94 por 100 mil. Entre os homens, essa queda foi mais discreta - de 147,4 para 140,6 por 100 mil. O que mais contribuiu para essa redução foi a queda da mortalidade do câncer de estômago, afirma o médico Luiz Augusto Marcondes Fonseca, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva, que divide a autoria do trabalho com dois especialistas, os professores José Eluf-Neto e Victor Wunsch Filho.

"Possivelmente está diminuindo a incidência (de câncer de estômago) e isso ocorre em boa parte do mundo. Câncer é doença de longa produção, então o que se pensa é que a qualidade da comida está melhorando. Para preservar os alimentos, não se usa mais salgar ou defumar, que produzem substâncias carcinogênicas, por que se tem a geladeira", afirma o especialista. A mortalidade de homens e mulheres por causa dessa doença foi cortada pela metade: a masculina caiu de 25 por 100 mil para 13 por 100 mil, e a feminina, de 12 por 100 mil para 6 por 100 mil habitantes.

Por outro lado, houve um aumento pequeno na taxa de mortalidade de mulheres por câncer de colo de útero e pulmão. Nos homens, subiu a mortalidade por câncer de próstata. "É correta a estratégia do Ministério da Saúde de focar campanhas que tratem da saúde do homem. Historicamente, sempre se teve programa de saúde infantil, materno-infantil, saúde da mulher. E o homem é quem menos se cuida", diz Fonseca.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Hospital adota checklist para minimizar riscos

Procedimento visa garantir a segurança do paciente em cirurgias

O Hospital São Vicente de Paulo, do Rio de Janeiro, implementou o Programa Cirurgia Segura Salva Vidas. Desenvolvido a partir de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o programa contempla uma série de procedimentos a ser realizados antes e após todas as cirurgias complexas, para minimizar riscos mais comuns e evitar complicações.

Com o projeto, sempre que uma equipe entrar em uma sala de cirurgia, será coordenada por um profissional responsável pela aplicação de um questionário. O checklist contém questões para identificar o número de compressas usadas no procedimento, conferir o material usado no procedimento, confirmar se o paciente é realmente o que fará determinada cirurgia e quais são suas alergias, entre outras.

Segundo Monica Resano, coordenadora do programa Cirurgia Segura no Hospital São Vicente, além de aumentar o índice de segurança do paciente, o Programa busca padronizar os procedimentos cirúrgicos do hospital.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cinco hospitais se unem por turismo médico

Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e HCor – membros do chamado G5 – vão vender a medicina de São Paulo para estrangeiros

Concorrentes no mercado de saúde brasileiro, os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e Hospital do Coração uniram forças para garantir uma fatia do mercado mundial de turismo médico, que movimenta por ano cerca de 60 bilhões de dólares. Nesta quinta-feira, pela primeira vez, membros do chamado G5 se reuniram para vender a medicina de São Paulo para estrangeiros em busca de tratamento bom e barato.

O encontro ocorreu durante o Medical Travel Meeting, que reúne até este sábado os principais atores desse setor em crescimento no País. Estima-se que em 2005 48 mil estrangeiros buscaram tratamento médico no Brasil – a maioria deles cirurgia plástica. Entre 2007 e 2009, segundo a Deloitte Center for Health Solutions, foram cerca de 180 mil. Na Tailândia, apenas em 2007, esse número chegou a 1,2 milhão.

Por perceber um mercado potencial que vai muito além da medicina estética, os membros do G5 criaram nos últimos anos departamentos de relações internacionais com profissionais bilíngües para receber os visitantes, que representam até 5% dos atendimentos. “Cuidamos de todos os detalhes, como hotel, transporte e até passeios turísticos para acompanhantes”, diz Gilberto Galletta, gerente de relações internacionais do Sírio-Libanês.

Com foco no atendimento de alta complexidade, como cirurgia cardíaca, oncologia e neurologia, os hospitais firmam convênios com operadoras de saúde internacionais – para as quais muitas vezes é mais barato trazer o segurado para o Brasil do que levá-lo aos EUA, por exemplo.

Interesse – Outra iniciativa comum é a expansão da capacidade de atendimento. “Os cinco somam hoje 1,5 mil leitos, mas trabalhamos com taxa de ocupação entre 85% e 90%”, afirma Paulo Ishibashi, diretor comercial do Einstein. Porém, o faturamento somado das instituições, de 1,5 bilhão de dólares ao ano, lhes dá uma capacidade de crescimento que explica o interesse em abocanhar o mercado internacional.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Projeto visa reduzir gastos e carência de leitos no País

Proposta determina também que as instâncias gestoras do SUS promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares


A Câmara analisa o Projeto de Lei 7702/10, da deputada Tonha Magalhães (PR-BA), que obriga o Poder Público a fornecer gratuitamente, após alta hospitalar, alimentos especiais, fraldas e outros insumos necessários à manutenção da saúde de pessoas de baixa renda.

De acordo com o texto, a assistência fica condicionada à comprovação, pelas autoridades competentes, das necessidades físicas e materiais do paciente, que obrigatoriamente precisa ser diagnosticado em quadro clínico irreversível, decorrente de doença crônica, de acidente ou de outros infortúnios.

Segundo a autora, a proposta pretende reduzir gastos e de alguma forma aliviar a carência de leitos hospitalares no País. "Vários estudos comprovam que os gastos com internações de longo prazo são muito maiores do que os necessários para atender os pacientes em seus domicílios", diz a deputada.

Cuidadores domiciliares

Ela defende que o simples fornecimento de fraldas, alimentos e outros materiais e insumos pode assegurar o conforto e a saúde das pessoas em suas próprias casas, evitando ocupações desnecessárias de leitos nos hospitais.

O projeto determina também que as instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS), em suas respectivas esferas de governo, promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Funasa e Furg promovem seminário sobre saneamento e resíduos sólidos

A Coordenação Regional da Funasa no Rio Grande do Sul (Core/RJ), junto com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), promoverá na próxima quinta e sexta-feira (19 e 20), o Seminário Regional: Saneamento e Gestão Pública de Resíduos Sólidos. O evento integra a programação do 41º aniversário da Furg e acontecerá no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMAR), em Rio Grande (RS).

Durante o encontro, que reunirá prefeitos, secretários, estudantes, lideranças comunitárias e ambientalistas, será apresentada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em julho pelo Congresso Nacional, e seus impactos nos municípios. Os participantes debaterão, ainda, investimento para o setor, manejo adequado e destino dos resíduos sólidos, coleta seletiva, reciclagem e geração de energia.

Na tarde da quinta-feira (19), dia da abertura do seminário, Manoel Maria Henrique Nava Jr, engenheiro da Coordenação de Programas de Saneamento em Saúde da Funasa/Presidência fará uma exposição sobre a política da instituição para os resíduos sólidos. O coordenador regional, Gustavo Mello, também estará presente no encontro.

Uma das palestrantes, a professora Helena Ribeiro, diretora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), vai abordar a “Coleta Seletiva com Inclusão Social”, resultado de uma pesquisa realizada com financiamento da Funasa e publicada em livro.

Apoiam a realização do seminário a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e o Consórcio Público do Extremo Sul (Copes), que foi constituído ano passado com 20 municípios e a cooperação técnica da Funasa.

Médicos residentes do SUS de todo País entram em greve

Reivindicação é por garantia do pagamento do auxílio moradia e alimentação; 13º bolsa-auxílio; jornada de 60 horas semanais; etc

Os médicos residentes que atuam no Sistema Único de Saúde de todo o País entrarão em greve nesta terça-feira (17) pelo reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio de R$ 1,9 mil - congelada há quatro anos neste mesmo valor.

Uma negociação vem sendo reivindicada desde abril último com os ministérios da Saúde e da Educação. Os residentes também solicitam a garantia do pagamento do auxílio moradia e auxílio alimentação, conforme estabelece a Constituição Federal; 13º bolsa-auxílio; cumprimento de jornada de 60 horas semanais, conforme previsto pela lei da residência médica e, melhores condições de trabalho.

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

Marinha abre 584 vagas para técnico em administração, administração hospitalar, entre outras

A Marinha lançou edital para 584 vagas para o corpo auxiliar de praças. O candidato deve ter nível técnico na área a que concorre, concluído até 5 de julho de 2011, e idade entre 18 e 25 anos no dia 1º de janeiro de 2011 (nascidos entre 2 de janeiro de 1986 e 1º de janeiro de 1993) - veja aqui o edital.

As inscrições devem ser feitas das 8h de 23 de agosto até as 23h59 de 23 de setembro pelo site www.ensino.mar.mil.br ou nas organizações militares listadas no edital, das 8h30 às 16h30. A taxa é de R$ 20.

O processo seletivo é composto por prova escrita de conhecimentos profissionais, prova de expressão escrita, verificação de dados biográficos preliminar, seleção psicofísica, teste de suficiência física, exame psicológico e curso de formação, com duração de quatro meses, com início previsto para 3 de agosto de 2011.

A primeira etapa será aplicada em novembro, em data a ser definida. As provas serão aplicadas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Vila Velha (ES), Salvador (BA), Natal (RN), Olinda (PE), Fortaleza (CE), Belém (PA), São Luís (MA), Rio Grande (RS), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Ladário (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Manaus (AM) e Santos (SP).

Áreas com vagas
As vagas são para técnico em administração, administração hospitalar, contabilidade, desenho de arquitetura, desenho mecânico, edificações, eletrônica, eletrotécnica, enfermagem, estatística, estruturas navais, geodésia e cartografia, gráfica, higiene dental, mecânica, metalurgia, meteorologia, motores, nutrição e dietética, patologia clínica, processamento de dados, prótese dentária, química, radiologia médica, secretariado e telecomunicações.

O Corpo Auxiliar de Praças destina-se a suprir a Marinha com praças que ocupem cargos relativos às áreas de administração, de hidrografia, de informática, de saúde e de manutenção.

O candidato aprovado no processo seletivo realizará o curso de formação para exercer funções no Serviço Ativo da Marinha.

O candidato será matriculado no curso como praça especial, no grau hierárquico de grumete, e ao conseguir aprovação no curso, que terá a duração de até 17 semanas, será nomeado cabo do Corpo Auxiliar de Praças.

A seguir será designado para servir em uma Organização Militar (OM) da Marinha, situada em qualquer unidade da federação, de acordo com as suas qualificações e atendendo à conveniência do serviço, onde cumprirá um estágio inicial, destinado à avaliação do desempenho ao longo do primeiro ano de serviço. A última graduação na carreira de praça é a de suboficial.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gripe H1N1: OMS anuncia fim da pandemia

Vírus continua circulando no mundo, mas com comportamento similar ao da gripe comum. Conforme orientação, Ministério da Saúde manterá ações de monitoramento e prevenção

Nesta terça-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. Alguns deles, como Índia e Nova Zelândia, ainda têm apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.

Essas evidências contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos. "A vigilância contínua é extremamente importante", orientou a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a recomendação da OMS e destaca a vacinação recorde realizada no Brasil. “Fizemos um imenso esforço conjunto e conseguimos vacinar, em apenas três meses, 88 milhões de pessoas. Isso nos permite ter todos os índices de gripe em queda e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano”, afirma o ministro. Ele ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene.

GRIPE NO BRASIL – A análise dos indicadores qualitativos informados à Organização Mundial da Saúde revela, além da queda de demanda por atendimento médico, que o Brasil apresenta, atualmente, uma intensidade baixa a moderada na proporção de pessoas com doenças respiratórias agudas.

De 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com influenza pandêmica que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2010, vem sendo observada intensa redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março. A gripe H1N1 vem se mantendo em baixa atividade mesmo nos meses de julho e agosto, nos quais ocorre, todos os anos, aumento no número de casos de influenza e pneumonias associadas.

Essas informações mostram a efetividade da vacinação no controle da doença. No entanto, seguindo orientações da OMS, o Ministério da Saúde manterá, junto com os estados e os municípios, o monitoramento da gripe H1N1. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.

PREVENÇÃO – Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. Por exemplo, enquanto no Norte a tendência de crescimento se inicia em janeiro, no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a agosto.

Portanto, a população deve continuar com os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças, gestantes, portadores de algumas doenças crônicas e idosos. Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

MEMÓRIA – No dia 24 de abril de 2009, a OMS fez o alerta sobre o surgimento da Influenza A (H1N1), inicialmente chamada de gripe suína. Desde o alerta da OMS, o Ministério da Saúde iniciou o seu plano de contingência, com uma estrutura construída desde o ano 2000. Este plano tem como base uma rede de vigilância e atenção em saúde para enfrentar possíveis pandemias causadas pelos vírus influenza. Ao todo, o governo federal investiu aproximadamente R$ 2,5 bilhões, principalmente na aquisição de vacinas, medicamentos, equipamentos hospitalares, adequação de infra-estrutura de hospitais, laboratórios, portos e aeroportos; capacitações profissionais e ações de comunicação.

Outras informações
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(61) 3315 3580 e 3315-2351

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ministério da Saúde oferece bolsas de residência médica

Objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade em regiões prioritárias, definidas por gestores do SUS

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), vinculado ao Ministério da Saúde e Educação, oferece mais bolsas de residência médica em áreas definidas como prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade de residência médica em regiões prioritárias, definidas em comum acordo com os gestores do SUS. As instituições que podem enviar projetos são: Hospitais Universitários Federais e de Ensino e Secretarias de Saúde preferencialmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Além dos ministérios, os Conselhos dos Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (CONASS e CONASEMS) apoiam o programa. Serão investidos, pelo Ministério da Saúde, cerca de R$ 30 milhões no Pró-Residência em 2010. Estima-se que serão oferecidas 1.040 bolsas ao longo de 2010.

As áreas prioritárias são: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade, Psiquiatria, Geriatria, Cancerologia Clínica e Cirúrgica, Radioterapia, Patologia, Anestesiologia, Medicina Intensiva, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia, Neonatologia, Psiquiatria Infantil e da Adolescência, Cirurgia do Trauma e Medicina de urgência.

Desde o segundo semestre de 2009, quando o programa foi lançado, o projeto já concedeu 785 bolsas para todo o país.

De 473 vagas, 60% foram destinadas às regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, definidas como prioritárias por terem historicamente menos ofertas para esse tipo de especialização.

As inscrições foram abertas no dia 22 de julho e vão até o dia 30 de agosto. No portal de saúde do governo estão listadas as documentações e orientações necessárias aos participantes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

O aumento salarial para os profissionais de saúde é o ponto prioritário dos profissionais. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais

A Associação Médica Brasileira (AMB) divulga nesta segunda-feira (2) a Carta de Brasília, síntese dos debates do encontro de entidades médicas que durou três dias. O documento será encaminhado aos Três Poderes e aos principais candidatos à Presidência da República. Uma das propostas defendidas é a criação da carreira de Estado do médico, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 454, que tramita no Congresso Nacional.

Outros pontos que vão constar na carta serão mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), o melhor aparelhamento da rede pública, o aumento salarial para os profissionais de saúde e a maior qualificação profissional do médico. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais, com reajuste anual.

A implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) ainda não está consolidada. O Plenário sugeriu a adoção de edição atualizada como referência mínima do trabalho médico, incluindo reajustes anuais baseados em índice oficial (IGPM ou outro índice que o substitua), para a totalidade dos procedimentos médicos executados.

Outro assunto debatido foi a defesa da adoção de concurso público nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo os participantes, as unidades, por terem caráter público, devem adotar uma carreira de Estado, proibindo as terceirizações.

Essas temáticas fizeram parte das discussões sobre SUS, Políticas de Saúde e Relação com a Sociedade, abrangendo 40 propostas aprovadas e cinco reprovadas ou retiradas da pauta. Entre as propostas para financiamento, o destaque ficou por conta da luta pela aprovação da Emenda Constitucional 29 (que favorecerá o contingenciamento de 15% do orçamento municipal, 12% do estadual e 10% do orçamento da União ao setor de saúde).

A respeito da gestão e da ESF / atenção primária, prevaleceram a lutas pela qualificação e para que os médicos do ESF tenham vínculo empregatício atrelado a um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV). Além dessas, o apoio a estudantes e residentes de medicina - através da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) - e o estímulo à criação de comissões de assuntos políticos junto às entidades médicas estaduais também foram deliberados.

Ao final, foi redigida, lida e aprovada por todos os médicos presentes a Carta de Brasília, documento que reúne todas as reivindicações da categoria para os próximos anos.

*Com informações da Agência Brasil e da Associação Médica Brasileira

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Carreira para profissionais de saúde do SUS

Objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde

Proposta de carreiras do Sistema Único de Saúde será elaborada pelo Ministério da Saúde através da criação de uma comissão de estudo, abrangendo, inicialmente, os profissionais médicos, os cirurgiões-dentistas e os enfermeiros.

O texto publicado na última sexta-feira (30) no Diário Oficial da União prevê que o prazo para conclusão dos trabalhos da comissão será de, no máximo, 90 dias, a partir da data de sua instalação.

De acordo com a portaria, o objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde. O ministério levou em consideração a dificuldade apresentada por municípios brasileiros em fixarem profissionais de saúde em seu território.

Os dados são confirmados por estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina, que aponta que na região Norte há um médico para cada grupo de 1.130 habitantes, com 13.582 profissionais aptos a atuar, registrados primariamente em conselhos de medicina da região.

Fonte: www.saudebusiness.com.br


sexta-feira, 30 de julho de 2010

No dia 27 de julho assumiu a pasta o novo Secretário de Estado da Saúde de São Paulo

Na última treça-feira dia 27 de julho, o médico sanitarista Nilson Ferraz Paschoa assumiu a secretária de Estado da Saúde de São Paulo em substituição ao antigo secretário Luiz Roberto Barradas Barata, falecido no dia 17 de julho.

O atual Secretário é formado em medicina pela Faculdade de Itajubá (MG) e especializado em saúde pública pela Santa Casa de São Paulo, é administrador hospitalar e gestor de serviços de saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Paschoa foi um dos responsáveis pela implantação do modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS), e também já atuou como secretário-adjunto, chefe de gabinete, coordenador de Regiões de Saúde e diretor de Saúde Mental.


Ministério planeja carreira nacional dos médicos

Temporão institui grupo de trabalho para construção de carreira nacional para os profissionais vinculados ao SUS

Durante a solenidade de abertura do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), na noite desta quarta-feira (28), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a assinatura de Portaria que institui grupo de trabalho para a construção de carreira nacional para os profissionais médicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). As ações serão desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e as entidades médicas do País.

Segundo Temporão, o grupo poderá também apontar soluções possíveis para a interiorização dos médicos, como a criação de uma carreira de Estado. “Queremos garantir a fixação do profissional. O Ministério busca junto às entidades médicas uma parceria no sentido do fortalecimento da qualificação no SUS”, disse.

A carreira nacional irá beneficiar mais de 400 municípios, principalmente do Norte e Nordeste do país. Além dos médicos, a Comissão será formada por entidades da odontologia e de enfermagem, consideradas carreiras básicas pelo Ministério.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), a carreira de Estado para médicos é considerada fundamental para resolver a falta de assistência em regiões distantes. “Ficamos contentes em ver que o Ministério cumpriu o acordo estabelecido com as entidades. Queremos participar em todas as comissões de formação médica. Podemos colaborar muito”, enfatizou.

Enem define postura sobre ensino, residência e diplomas

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas aprova propostas durante primeiro dia de evento

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem) aprovou propostas relacionadas ao ensino, residência e revalidaçao de diplomas durante primeiro dia de atividades na última quarta-feira (28). Entre as resoluções, estão: sanções rigorosas para cursos de medicina mal avaliados, com diminuição de vagas ou mesmo o fechamento de escolas; suspensão da abertura de escolas médicas por um prazo mínimo de dez anos e apoio ao projeto de lei 65/2003 (Arlindo Chinaglia), que proíbe a criação de novos cursos médicos e a ampliação de vagas nos cursos existentes, nos próximos dez anos.

Os temas foram votados e discutidos em dez grupos de trabalho, sendo aprovados ou rejeitados. As propostas que não obtiveram concordância ou rejeição de pelo menos oito dos dez grupos, foram votadas na Plenária. Ao todo, foram 10 propostas rejeitadas e 38 aprovadas.

Ensino médico

A partir das dicussões, os seguintes pontos prevaleceram: luta por remuneração adequada e qualificação para o corpo docente; apoio ao aprimoramento do currículo de medicina; protocolos e treinamento para membros das comissões que avaliam as escolas médicas; orientação sobre a relação ética dos médicos com a indústria farmacêutica, de equipamentos e material médico-hospitalar; fiscalização das estruturas hospitalar e ambulatorial das instituições que servem de estágio às escolas médicas; bem como das condições de preceptoria.

Residência médica

As entidades médicas nacionais Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) trabalham conjuntamente pela ampliação das vagas para absorver os residentes, apoio ao reajuste do valor da bolsa de residência, unificação dos critérios das provas para ingresso na residência, apoio à Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), entre outras deliberações.

Revalidação de diplomas

As principais propostas alinhadas sobre revalidação de diplomas forma: revalidação obrigatória para todo diploma de médico obtido no exterior; apoio e fiscalização do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas de Médico Obtidos no Exterior, dos ministérios da Educação e da Saúde; discussão e regulação da situação das regiões que convivem com a presença de estrangeiros ou brasileiros sem diploma de medicina revalidado; e promoção de educação médica continuada aos médicos.

Nesta quinta-feira (29), o segundo dia de atividades do XII Enem, o tema foi mercado de trabalho e remuneração.

*Com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Área de saúde investe em comunicação via SMS

Lembretes de consultas enviados por SMS Corporativo são eficazes para o comparecimento de pacientes e reduz custos, diz pesquisa
O uso do SMS Corporativo vem ganhando força na área de saúde. De acordo com o estudo realizado pela empresa KATU e o Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), os hospitais, médicos e laboratórios de análises clínicas que costumam mandar mensagens como lembretes de consultas médicas têm menor índice de faltas. Segundo levantamento, o percentual de ausência dos pacientes após o recebimento da comunicação via SMS foi de 19,42%, contra 25,57% quando esse recurso não é utilizado.

As vantagens da ferramenta, segundo a Diretora Executiva da empresa de SMS Corporativo Comunika, Crisleine Pereira, estão relacionadas com a rápidez e o baixo custo. "Também é mais discreto, especialmente quando a informação a ser transmitida diz respeito a assuntos relacionados à saúde das pessoas. Utilizando o SMS para as confirmações e lembretes, o custo cai cerca de 70% em comparação a uma ligação telefônica”, destacou.

Contato com a equipe médica, lembretes de remédios e monitoramento dos pacientes são outras ações que o SMS Corporativo contempla.

Até o final do ano de 2010, a sociedade poderá contar com o serviço de SMS regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a comunicação de emergências à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Número de pediatras cai pela metade no Brasil

Má remuneração e diminuição nas vagas para residência são alguns dos motivos para a redução na procura pela especialidade

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria constatou que o número de médicos recém formados que se candidatavam ao título de pediatra caiu 50% nos últimos dez anos. Segundo o levantamento feito pela entidade em 1999, 1583 médicos que acabaram de se formar se candidataram à pediatria, em 2009 foram apenas 794.

Alguns dos fatores apontados no estudo para a redução de candidatos foi a baixa remuneração e a redução na oferta de residências na área. Outro aspecto levantado pela entidade foi a má distribuição dos profissionais pelos estados. O volume de trabalho e a falta de segurança nas Unidades Básicas de Saúde fazem com que os pediatras evitem exercer suas funções nas periferias e concentrem suas atividades nos grandes centros.

Outra pesquisa, encomendada pela farmacêutica Pfizer, apontou que 88% das mães consideram o pediatra a principal referência quando se trata da saúde dos filhos.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

O Bolsa Família da Saúde


De olho nos 140 milhões de brasileiros que não têm plano de saúde, a APPI aposta no cartão pré-pago da saúde

A busca por alternativas para ampliar o acesso a serviços de saúde tornou-se uma oportunidade de negócios para a APPI, empresa de tecnologia especializada em conectividade. Em um projeto desenvolvido em parceria com a Unimed Norte Fluminense, a empresa lançou o cartão pré-pago de saúde. "Havia um desejo da operadora de ampliar o portfólio de serviços para atender a classe C e D, e a partir daí fomos estudar o mercado", aponta o diretor da Divisão de Saúde da APPI, Alberto Techera.

Para atender a demanda do público-alvo de ter um produto que dispensasse o pagamento mensal, que tivesse um preço acessível e que permitisse a inclusão de familiares para o acesso a serviços de saúde de qualidade, a solução encontrada foi a oferta de cartões pré-pago no mercado, com a bandeira Sempre.

Funcionando como um meio de pagamento, o projeto começou a ser desenhado há dois anos e tem nas parcerias firmadas o seu principal alicerce. "Como criar uma força de vendas específica para a comercialização dos cartões seria uma alternativa cara e de pouco impacto, buscamos empresas que enxergassem na oferta dos cartões um valor agregado", explica Techera. A partir daí, foram costuradas parcerias com empresas que ofertam benefícios como vale-transporte e redes de farmácia que têm os seus cartões de fidelidade, além de clínicas e de operadoras de planos de saúde. Hoje a empresa tem emitidos mais de 1,8 milhão de cartões nos estados do Rio de Janeiro, Pará, Amapá, Ceará e Maranhão, e já há negociações para parcerias em Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Bahia, com um média de valor de recarga de R$ 200 por ano cada um.

Negócios

Ter escala é o que torna a operação interessante. Hoje, cada cartão gera um lucro de R$1 a R$ 1,20 por mês. A projeção é de que em 10 anos sejam emitidos até 20 milhões de cartões. "Pela velocidade com que tem crescido, acredito que essa meta será antecipada", salienta o executivo.

Para tornar a oferta possível, além das parcerias com as empresas para a emissão do cartão, a APPI também mantém um equilíbrio na rede credenciada. A ideia é buscar médicos e laboratórios que tenham condições de atender a demanda de clientes prontamente. Para atrair essa rede, a empresa oferece o valor da tabela CBHPM de 2003 para a consulta, que é de R$ 42, mais a agilidade no pagamento. Para o usuário, a utilização do cartão rende o acumulo de pontos que podem resultar em prêmios ou em desconto em medicamentos. "Mais do que uma oportunidade de negócio, esse projeto promove a inclusão social e permite a ampliação do acesso aos serviços de saúde. O seu futuro é ser o Bolsa Família da Saúde", aponta o executivo.

Quanto a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Techera explica que a operação não está sujeita as regras da agência, por se tratar de um meio de pagamento. "Não importa se o usuário vai usar dinheiro, cartão de crédito, cheque ou o cartão pré-pago, isso não está sob as diretrizes da ANS. É um bandeira como as de cartão de crédito. Bom o crescimento do modelo, será sim necessária uma regulamentação no Brasil, mas para todos os tipos de produtos pré-pagos", analisa Techera.

Quanto ao futuro do negócio, o executivo explica que já há projetos para que o produto atinja também o mercado internacional, com negociações sendo feitas com as bandeiras de cartões de crédito.

Médicos são convocados para atualizar o mapa das UTIs brasileiras


Notícia enviada por Teca Pereira
(teca@planoapp.com.br)
27/07/2010 às 10:14
Na próxima sexta-feira (30/7), o presidente da AMIB, o médico intensivista Dr. Ederlon Rezende participará do XIII Congresso de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, o segundo maior do país da especialidade, e convocará os coordenadores de UTIs para a atualização do mapeamento da situação de Unidades de Terapia Intensiva no Brasil.
O ano passado, a AMIB realizou o Censo quantitativo que já está disponível no site da associação para consulta pública (www.amig.org.br >> Censo >> Relatório). No espaço, a população pode buscar os hospitais que contam com UTIs em seus estados.
E para que esse material seja constantemente atualizado e, dessa forma, sirva como uma importante ferramenta de consulta e de definição de estratégias de saúde para a Medicina Intensiva, os coordenadores de UTIs podem – e devem – atualizar os dados de seus hospitais online. “Cada um será responsável pelos seus dados. Essa é uma forma assertiva de atualização e de comprometimento com a situação da UTIs brasileiras. O Censo trouxe dados importantes e ações já estão sendo desenhadas pela AMIB em parceria com as entidades Regionais”, explica Dr. Ederlon Rezende.
O mapeamento identificou 25.367 leitos de UTIs e mais de duas mil unidades. Fato constatado é que 53,8% dos estabelecimentos com UTI encontram-se na Região Sudeste, contra 16,8% no Nordeste, 16,9% no Sul, 7,6% no Centro-Oeste e 5% na Região Norte. Segundo o Ministério da Saúde, calcula-se, em média, a necessidade de 4% a 10% do total de leitos hospitalares. O que corresponde a 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. O Censo AMIB revelou que o Brasil tem 1,3 leitos de UTIs para cada 10 mil habitantes, sendo que regiões inteiras ainda estão abaixo desse índice.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Projeto retira exclusividade de médico em perícias para aposentadoria


Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7200/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que estende a outros profissionais da área de saúde a competência para realizar perícias da Previdência Social para a concessão de aposentadoria por invalidez. Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91.
Segundo Berzoini, a mudança permitirá melhor aproveitamento pela Previdência de profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A mudança também permitirá que a avaliação pericial seja feita de modo multidisciplinar. Com isso, segundo Berzoíni, o relatório final de avaliação da capacidade de trabalho vai demonstrar uma realidade mais completa, transparente e justa.
O projeto também foi assinado pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e pelos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Pepe Vargas (PT-RS) e Roberto Santiago (PV-SP).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

terça-feira, 27 de julho de 2010

63% de Usuários da Saúde Procuram Primeiramente uma Unidade Hospitalar

Por: Adm. Giovani Merenda
Administrador hospitalar.com
Em recente pesquisa publicada no blog Administrador Hospitalar.com, foi perguntado ao internauta o seguinte:
"VOCÊ CONHECE O FLUXO DE ATENDIMENTO NOS SERVIÇOS DA SAÚDE? – Na necessidade de um atendimento da saúde (NÃO EMERGENCIAL), você se dirige ao Pronto Atendimento ou ao Hospital?”
A resposta levantada na enquete foi que 63% dos que votaram, vão direto a um hospital, os 37% restantes se dirigem a um pronto atendimento. Diante deste levantamento o que podemos concluir? Concluímos imediatamente uma demanda reprimida em locais de atendimento de alta-complexidade, locais onde deveriam estar dando um atendimento prioritário a situações emergenciais, situações de extremo risco.
Concluímos também a falta de comunicação, a falta de uma manutenção nos ideais de um Sistema de Saúde, estamos atrasados em resgatar esta consciência, o Sistema nasceu e deu a população um dos melhores e mais complexos serviços para a manutenção da sua saúde, porém estamos pecando ainda ao ensinar como utilizar este Sistema.
Em pesquisa ao site do Ministério da Saúde http://www.saude.gov.br/, podemos visualizar a publicada de uma cartilha chamada “ENTENDENDO O SUS”, uma publicação onde explica claramente sobre o fluxo de atendimento na saúde, um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos, fazendo-nos compreender as particularidades de seu funcionamento e as responsabilidades inerentes a cada ator dentro do sistema.
A todos os internautas que participaram de nossa enquete, o nosso muito obrigado! É isto que o Administrador Hospitalar.com quer levar até vocês, além de muita informação da área da saúde, debater temas que nos façam pensar melhor nos nossos próprios atos dentro de determinadas situações.
Saúde e Sucesso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Médicos são acusados por infecção hospitalar no ES

São Paulo - A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou ontem seis médicos, dois diretores e uma enfermeira de dois hospitais capixabas por crime contra a saúde pública e lesão corporal grave por causa de um surto de micobactéria de crescimento rápido (MCR) ocorrido entre abril e julho de 2007. Esta é a primeira vez em que profissionais de saúde são acusados criminalmente por um surto de infecção hospitalar no País.
Os acusados são o diretor-geral, Antonio Alves Benjamim Neto, e o diretor-clínico, Ivan Lima; os médicos Gil da Costa Gomes, Isaac Walker de Abreu, Luís Alberto Sobral Vieira Júnior, Adelmo Rezende da Costa, Leandro Correa Leal e Gustavo Peixoto Soares Miguel; e a enfermeira Cláudia Sales Martins do Nascimento. Todos trabalham no Hospital Meridional. Miguel e Cláudia atuavam ainda em outro hospital particular, o Santa Rita.
As acusações constam nas 800 páginas de dois inquéritos que investigavam 106 casos de infecção hospitalar pelo micro-organismo, todos ocorridos em pacientes submetidos a cirurgias com videolaparoscopia. Ainda estão em aberto mais nove inquéritos para investigar 86 casos registrados em outros nove hospitais da região metropolitana de Vitória no mesmo período.
Nos inquéritos, os policiais apontaram que a infecção ocorreu por descaso na organização do centro cirúrgicos, que houve falha no reprocessamento de material, excesso de cirurgias em um mesmo dia, desinfecção insuficiente e reutilização de material descartável. Os inquéritos serão encaminhados hoje para o Ministério Público Estadual, que terá 15 dias para analisar as provas e abrir denúncia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR

Por Liza Gutierrez
Fonoaudióloga - Crfa. RS 8572
A atuação fonoaudiológica hospitalar no Brasil iniciou na década de 80. Nos anos 90 ocorreu uma grande evolução desta especialidade, a partir da conscientização de seu importante papel na prevenção e na reabilitação de pacientes hospitalizados junto à equipes interdisciplinares.

No ambiente hospitalar, o fonoaudiólogo pode atuar desde a fase pré natal, até o fim da vida do ser humano. Na fase pré-natal atuamos na orientação a gestante, incentivando o aleitamento materno e informando a respeito do desenvolvimento da alimentação, audição e linguagem, prevenindo possíveis distúrbios, e ainda esclarecemos duvidas sobre hábitos orais como o uso de mamadeira e chupeta. No berçário e/ou alojamento conjunto favorecemos a interação entre pais e bebê.

Realizamos Triagem Auditiva Neonatal, procedimento importante para diagnóstico precoce de perdas auditivas, que, quando identificadas, geram a necessidade de imediato encaminhamento para serviços competentes de protetização auditiva. Nestes atuamos na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora. Nas equipes de implante coclear o fonoaudiologo tem relevância no processo de seleção dos candidatos a implantação coclear e ainda na reabilitação auditiva e de fala dos implantados. O implante coclear é uma opção no tratamento de crianças e adultos portadores de deficiência auditiva, substituindo parcialmente as funções da cóclea.

Já o trabalho realizado em UTI Neonatal e Pediátrica ocorre junto às crianças que por algum motivo não conseguem sugar ou se alimentar por via oral. Aí a ênfase esta voltada para habilitação ou reabilitação desta função, ainda não adquirida ou perdida por sequela de alguma enfermidade. A atuação fonoaudiológica com bebês prematuros, sindrômicos, paralisados cerebrais ou com fendas labiopalatinas, ainda sem condições de alimentação via oral, já é bastante reconhecida por outros profissionais de saúde e pelas instituições hospitalares, principalmente porque nossa intervenção proporciona melhor qualidade de vida para estas crianças e suas famílias e com isso ocorre diminuição do período de hospitalização.

Intervimos também em adultos com problemas de deglutição e de comunicação que podem ocorrer devido a acidentes vasculares encefálicos (derrames ou isquemias), doenças degenerativas ou por cirurgia, traumas ou queimaduras na região de cabeça e pescoço. No tratamento das Disfagias ou distúrbios da deglutição nosso objetivo terapêutico principal é a reabilitação da alimentação por via oral, minimizando os riscos de alterações respiratórias e promovendo, alem disto, um pouco de satisfação ou prazer para o paciente em poder se alimentar pela boca de forma efetiva e exclusiva. Ainda orientamos a família e a equipe de saúde quanto à consistência dos alimentos, temperatura que devem ser oferecidos e postura corporal no momento de alimentação.

Nos traumas, queimaduras e nos cânceres da região da cabeça e pescoço atuamos nas fases pré e pós cirúrgicas visando além da alimentação, aspectos como cicatrização adequada dos tecidos, reabilitação da mímica facial e dos movimentos necessários a produção da voz e da fala.

A reabilitação da comunicação, também faz parte da rotina do fonoaudiólogo hospitalar quando orientamos equipe e família no sentido de complementar nossa pratica terapêutica, que, a principio, encontra-se na reabilitação da fala, mas pode-se estender até a implantação de um sistema de Comunicação Alternativa Suplementar quando o prognostico é desfavorável para a comunicação oral.

Importante salientar que os procedimentos se adaptam a realidade de cada caso, em relação às orientações e as condutas terapêuticas, ou seja, nosso atendimento é específico e personalizado de acordo com a demanda de cada indivíduo e sua família, no contexto social em que esta inserido.

Nas equipes interdisciplinares, procedemos da mesma forma, segundo as necessidades que surgem, completando o atendimento hospitalar. Nosso trânsito entre os profissionais de saúde nos hospitais vem aumentando e melhorando, justamente pela comprovação da eficácia de nosso trabalho claramente efetivo e satisfatório para a população e instituições hospitalares.

Em Pelotas/RS, os hospitais ainda não contam com serviços de fonoaudiologia. Mesmo assim ou exatamente por isso, a comunidade pelotense deve estar ciente de que a fonoaudiologia hospitalar existe, e principalmente tem participação importante na reabilitação de pacientes hospitalizados, já que contribui realmente para a alta hospitalar mais rápida e com menos sequelas, e com isso melhoramos a qualidade de vida desses indivíduos, contribuindo também nas questões de saúde pública e ecologia hospitalar.

Liza Gutierrez colaborou com nosso Blog diretamente da cidade de Pelotas, ela é Especialista em fono hospitalar e Mestranda em saúde comportamental.