quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

Ministério da Saúde confirma, "Hematologistas estão aptos a cuidar de tumores líquidos"

O Ministério da Saúde foi consultado pela SESAU sobre o tratamento de pacientes infantis com tumores líquidos, o mesmo confirmou que os hematologistas estão aptos a cuidar dos pacientes e tem qualificação suficiente para diagnóstico clínico e definitivo para o tratamento das hemopatias (doenças do sangue) benignas ou malignas de crianças, adolescente, adultos ou idosos.

O parecer foi da coordenadora geral de gestão assistencial do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde, Dra. Maria Adelaide de Sousa Werneck.

A consulta foi realizada devido algumas denúncias a respeito do atendimento prestado a pacientes infantis portadores de tumores líquidos no Hospital Geral de Palmas (HGP).
Qualificações

Segundo as informações do parecer do Ministério da Saúde, o oncologista pediátrico só terá qualificação para atender aos casos de crianças com tumores líquidos se o mesmo tiver um treinamento específico em hematologia, sendo que esse treinamento é suficiente para a suspeita clínica e o tratamento, mas não para o diagnóstico definitivo de hemopatias benignas ou malignas de crianças.

Cumprimento à Secretaria do Tocantins

No mesmo parecer a coordenadora cumprimentou a SESAU.
“Congratula-se a Secretaria de Saúde do Tocantins, pois usou de sua autoridade de gestão com habilidade, quando coloca em seu memorando: atendimento prioritário e proibitivo, e atenção para ação conjunta da equipe multidisciplinar”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cai número de mortes entre gestantes

Apesar do progresso, declínio anual deveria ser maior

O número de mulheres que morrem devido a complicações durante a gravidez e o parto, em todo o mundo, caiu 34% em 18 anos. Em 1990, o total estimado era de 546 mil mulheres, contra 358 mil em 2008.

A informação faz parte do estudo "Tendências na Mortalidade Maternal", divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e Banco Mundial.

Apesar do progresso, a taxa de declínio anual corresponde a 2,3%, menos da metade do que foi estabelecido para alcançar a Meta do Milênio de reduzir a mortalidade maternal em 75% entre 1990 e 2015. Para chegar a esse resultado, o declínio por ano deveria ser de 5,5%.

As quatro principais causas de mortes em gestantes são: sangramento intenso após o parto, infecções, distúrbios de hipertensão e aborto em condições inadequadas. Em 2008, cerca de mil mulheres morreram devido a essas complicações por dia. Dessas, 570 moravam na África subsaariana, 300 no sul da Ásia e apenas cinco em países desenvolvidos.

Segundo a pesquisa, o risco de uma mulher em um país em desenvolvimento, como o Brasil, morrer por causas relacionadas à gravidez é 36 vezes superior se comparada a uma gestante de um país desenvolvido.

Fonte:www.saudebusiness.com.br

Taxa de mortalidade por câncer entre mulheres cai 10,5%

Estudo da USP mede queda no período entre 1980 e 2004. Entre os homens, a redução foi de 4,6%

A taxa de mortalidade por câncer entre mulheres nas capitais brasileiras caiu 10,5% no período entre 1980 e 2004, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) publicada na revista da Associação Médica Brasileira. Entre os homens, a redução foi de 4,6%, ao longo dos 25 anos estudados. É uma das mais longas séries históricas sobre mortalidade por câncer com dados nacionais, e não regionais.

Em 1980, morriam por causa de câncer 105 mulheres a cada 100 mil habitantes. Em 2004, a taxa havia caído para 94 por 100 mil. Entre os homens, essa queda foi mais discreta - de 147,4 para 140,6 por 100 mil. O que mais contribuiu para essa redução foi a queda da mortalidade do câncer de estômago, afirma o médico Luiz Augusto Marcondes Fonseca, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva, que divide a autoria do trabalho com dois especialistas, os professores José Eluf-Neto e Victor Wunsch Filho.

"Possivelmente está diminuindo a incidência (de câncer de estômago) e isso ocorre em boa parte do mundo. Câncer é doença de longa produção, então o que se pensa é que a qualidade da comida está melhorando. Para preservar os alimentos, não se usa mais salgar ou defumar, que produzem substâncias carcinogênicas, por que se tem a geladeira", afirma o especialista. A mortalidade de homens e mulheres por causa dessa doença foi cortada pela metade: a masculina caiu de 25 por 100 mil para 13 por 100 mil, e a feminina, de 12 por 100 mil para 6 por 100 mil habitantes.

Por outro lado, houve um aumento pequeno na taxa de mortalidade de mulheres por câncer de colo de útero e pulmão. Nos homens, subiu a mortalidade por câncer de próstata. "É correta a estratégia do Ministério da Saúde de focar campanhas que tratem da saúde do homem. Historicamente, sempre se teve programa de saúde infantil, materno-infantil, saúde da mulher. E o homem é quem menos se cuida", diz Fonseca.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Hospital adota checklist para minimizar riscos

Procedimento visa garantir a segurança do paciente em cirurgias

O Hospital São Vicente de Paulo, do Rio de Janeiro, implementou o Programa Cirurgia Segura Salva Vidas. Desenvolvido a partir de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o programa contempla uma série de procedimentos a ser realizados antes e após todas as cirurgias complexas, para minimizar riscos mais comuns e evitar complicações.

Com o projeto, sempre que uma equipe entrar em uma sala de cirurgia, será coordenada por um profissional responsável pela aplicação de um questionário. O checklist contém questões para identificar o número de compressas usadas no procedimento, conferir o material usado no procedimento, confirmar se o paciente é realmente o que fará determinada cirurgia e quais são suas alergias, entre outras.

Segundo Monica Resano, coordenadora do programa Cirurgia Segura no Hospital São Vicente, além de aumentar o índice de segurança do paciente, o Programa busca padronizar os procedimentos cirúrgicos do hospital.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cinco hospitais se unem por turismo médico

Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e HCor – membros do chamado G5 – vão vender a medicina de São Paulo para estrangeiros

Concorrentes no mercado de saúde brasileiro, os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Samaritano e Hospital do Coração uniram forças para garantir uma fatia do mercado mundial de turismo médico, que movimenta por ano cerca de 60 bilhões de dólares. Nesta quinta-feira, pela primeira vez, membros do chamado G5 se reuniram para vender a medicina de São Paulo para estrangeiros em busca de tratamento bom e barato.

O encontro ocorreu durante o Medical Travel Meeting, que reúne até este sábado os principais atores desse setor em crescimento no País. Estima-se que em 2005 48 mil estrangeiros buscaram tratamento médico no Brasil – a maioria deles cirurgia plástica. Entre 2007 e 2009, segundo a Deloitte Center for Health Solutions, foram cerca de 180 mil. Na Tailândia, apenas em 2007, esse número chegou a 1,2 milhão.

Por perceber um mercado potencial que vai muito além da medicina estética, os membros do G5 criaram nos últimos anos departamentos de relações internacionais com profissionais bilíngües para receber os visitantes, que representam até 5% dos atendimentos. “Cuidamos de todos os detalhes, como hotel, transporte e até passeios turísticos para acompanhantes”, diz Gilberto Galletta, gerente de relações internacionais do Sírio-Libanês.

Com foco no atendimento de alta complexidade, como cirurgia cardíaca, oncologia e neurologia, os hospitais firmam convênios com operadoras de saúde internacionais – para as quais muitas vezes é mais barato trazer o segurado para o Brasil do que levá-lo aos EUA, por exemplo.

Interesse – Outra iniciativa comum é a expansão da capacidade de atendimento. “Os cinco somam hoje 1,5 mil leitos, mas trabalhamos com taxa de ocupação entre 85% e 90%”, afirma Paulo Ishibashi, diretor comercial do Einstein. Porém, o faturamento somado das instituições, de 1,5 bilhão de dólares ao ano, lhes dá uma capacidade de crescimento que explica o interesse em abocanhar o mercado internacional.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Projeto visa reduzir gastos e carência de leitos no País

Proposta determina também que as instâncias gestoras do SUS promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares


A Câmara analisa o Projeto de Lei 7702/10, da deputada Tonha Magalhães (PR-BA), que obriga o Poder Público a fornecer gratuitamente, após alta hospitalar, alimentos especiais, fraldas e outros insumos necessários à manutenção da saúde de pessoas de baixa renda.

De acordo com o texto, a assistência fica condicionada à comprovação, pelas autoridades competentes, das necessidades físicas e materiais do paciente, que obrigatoriamente precisa ser diagnosticado em quadro clínico irreversível, decorrente de doença crônica, de acidente ou de outros infortúnios.

Segundo a autora, a proposta pretende reduzir gastos e de alguma forma aliviar a carência de leitos hospitalares no País. "Vários estudos comprovam que os gastos com internações de longo prazo são muito maiores do que os necessários para atender os pacientes em seus domicílios", diz a deputada.

Cuidadores domiciliares

Ela defende que o simples fornecimento de fraldas, alimentos e outros materiais e insumos pode assegurar o conforto e a saúde das pessoas em suas próprias casas, evitando ocupações desnecessárias de leitos nos hospitais.

O projeto determina também que as instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS), em suas respectivas esferas de governo, promovam cursos regulares de formação de cuidadores domiciliares.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Funasa e Furg promovem seminário sobre saneamento e resíduos sólidos

A Coordenação Regional da Funasa no Rio Grande do Sul (Core/RJ), junto com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), promoverá na próxima quinta e sexta-feira (19 e 20), o Seminário Regional: Saneamento e Gestão Pública de Resíduos Sólidos. O evento integra a programação do 41º aniversário da Furg e acontecerá no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMAR), em Rio Grande (RS).

Durante o encontro, que reunirá prefeitos, secretários, estudantes, lideranças comunitárias e ambientalistas, será apresentada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em julho pelo Congresso Nacional, e seus impactos nos municípios. Os participantes debaterão, ainda, investimento para o setor, manejo adequado e destino dos resíduos sólidos, coleta seletiva, reciclagem e geração de energia.

Na tarde da quinta-feira (19), dia da abertura do seminário, Manoel Maria Henrique Nava Jr, engenheiro da Coordenação de Programas de Saneamento em Saúde da Funasa/Presidência fará uma exposição sobre a política da instituição para os resíduos sólidos. O coordenador regional, Gustavo Mello, também estará presente no encontro.

Uma das palestrantes, a professora Helena Ribeiro, diretora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), vai abordar a “Coleta Seletiva com Inclusão Social”, resultado de uma pesquisa realizada com financiamento da Funasa e publicada em livro.

Apoiam a realização do seminário a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e o Consórcio Público do Extremo Sul (Copes), que foi constituído ano passado com 20 municípios e a cooperação técnica da Funasa.

Médicos residentes do SUS de todo País entram em greve

Reivindicação é por garantia do pagamento do auxílio moradia e alimentação; 13º bolsa-auxílio; jornada de 60 horas semanais; etc

Os médicos residentes que atuam no Sistema Único de Saúde de todo o País entrarão em greve nesta terça-feira (17) pelo reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio de R$ 1,9 mil - congelada há quatro anos neste mesmo valor.

Uma negociação vem sendo reivindicada desde abril último com os ministérios da Saúde e da Educação. Os residentes também solicitam a garantia do pagamento do auxílio moradia e auxílio alimentação, conforme estabelece a Constituição Federal; 13º bolsa-auxílio; cumprimento de jornada de 60 horas semanais, conforme previsto pela lei da residência médica e, melhores condições de trabalho.

Fonte: http://www.saudebusiness.com.br/

Marinha abre 584 vagas para técnico em administração, administração hospitalar, entre outras

A Marinha lançou edital para 584 vagas para o corpo auxiliar de praças. O candidato deve ter nível técnico na área a que concorre, concluído até 5 de julho de 2011, e idade entre 18 e 25 anos no dia 1º de janeiro de 2011 (nascidos entre 2 de janeiro de 1986 e 1º de janeiro de 1993) - veja aqui o edital.

As inscrições devem ser feitas das 8h de 23 de agosto até as 23h59 de 23 de setembro pelo site www.ensino.mar.mil.br ou nas organizações militares listadas no edital, das 8h30 às 16h30. A taxa é de R$ 20.

O processo seletivo é composto por prova escrita de conhecimentos profissionais, prova de expressão escrita, verificação de dados biográficos preliminar, seleção psicofísica, teste de suficiência física, exame psicológico e curso de formação, com duração de quatro meses, com início previsto para 3 de agosto de 2011.

A primeira etapa será aplicada em novembro, em data a ser definida. As provas serão aplicadas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Vila Velha (ES), Salvador (BA), Natal (RN), Olinda (PE), Fortaleza (CE), Belém (PA), São Luís (MA), Rio Grande (RS), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Ladário (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Manaus (AM) e Santos (SP).

Áreas com vagas
As vagas são para técnico em administração, administração hospitalar, contabilidade, desenho de arquitetura, desenho mecânico, edificações, eletrônica, eletrotécnica, enfermagem, estatística, estruturas navais, geodésia e cartografia, gráfica, higiene dental, mecânica, metalurgia, meteorologia, motores, nutrição e dietética, patologia clínica, processamento de dados, prótese dentária, química, radiologia médica, secretariado e telecomunicações.

O Corpo Auxiliar de Praças destina-se a suprir a Marinha com praças que ocupem cargos relativos às áreas de administração, de hidrografia, de informática, de saúde e de manutenção.

O candidato aprovado no processo seletivo realizará o curso de formação para exercer funções no Serviço Ativo da Marinha.

O candidato será matriculado no curso como praça especial, no grau hierárquico de grumete, e ao conseguir aprovação no curso, que terá a duração de até 17 semanas, será nomeado cabo do Corpo Auxiliar de Praças.

A seguir será designado para servir em uma Organização Militar (OM) da Marinha, situada em qualquer unidade da federação, de acordo com as suas qualificações e atendendo à conveniência do serviço, onde cumprirá um estágio inicial, destinado à avaliação do desempenho ao longo do primeiro ano de serviço. A última graduação na carreira de praça é a de suboficial.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gripe H1N1: OMS anuncia fim da pandemia

Vírus continua circulando no mundo, mas com comportamento similar ao da gripe comum. Conforme orientação, Ministério da Saúde manterá ações de monitoramento e prevenção

Nesta terça-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. Alguns deles, como Índia e Nova Zelândia, ainda têm apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.

Essas evidências contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos. "A vigilância contínua é extremamente importante", orientou a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a recomendação da OMS e destaca a vacinação recorde realizada no Brasil. “Fizemos um imenso esforço conjunto e conseguimos vacinar, em apenas três meses, 88 milhões de pessoas. Isso nos permite ter todos os índices de gripe em queda e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano”, afirma o ministro. Ele ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene.

GRIPE NO BRASIL – A análise dos indicadores qualitativos informados à Organização Mundial da Saúde revela, além da queda de demanda por atendimento médico, que o Brasil apresenta, atualmente, uma intensidade baixa a moderada na proporção de pessoas com doenças respiratórias agudas.

De 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com influenza pandêmica que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2010, vem sendo observada intensa redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março. A gripe H1N1 vem se mantendo em baixa atividade mesmo nos meses de julho e agosto, nos quais ocorre, todos os anos, aumento no número de casos de influenza e pneumonias associadas.

Essas informações mostram a efetividade da vacinação no controle da doença. No entanto, seguindo orientações da OMS, o Ministério da Saúde manterá, junto com os estados e os municípios, o monitoramento da gripe H1N1. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.

PREVENÇÃO – Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. Por exemplo, enquanto no Norte a tendência de crescimento se inicia em janeiro, no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a agosto.

Portanto, a população deve continuar com os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças, gestantes, portadores de algumas doenças crônicas e idosos. Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

MEMÓRIA – No dia 24 de abril de 2009, a OMS fez o alerta sobre o surgimento da Influenza A (H1N1), inicialmente chamada de gripe suína. Desde o alerta da OMS, o Ministério da Saúde iniciou o seu plano de contingência, com uma estrutura construída desde o ano 2000. Este plano tem como base uma rede de vigilância e atenção em saúde para enfrentar possíveis pandemias causadas pelos vírus influenza. Ao todo, o governo federal investiu aproximadamente R$ 2,5 bilhões, principalmente na aquisição de vacinas, medicamentos, equipamentos hospitalares, adequação de infra-estrutura de hospitais, laboratórios, portos e aeroportos; capacitações profissionais e ações de comunicação.

Outras informações
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ministério da Saúde oferece bolsas de residência médica

Objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade em regiões prioritárias, definidas por gestores do SUS

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), vinculado ao Ministério da Saúde e Educação, oferece mais bolsas de residência médica em áreas definidas como prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo do programa é favorecer a formação de especialistas na modalidade de residência médica em regiões prioritárias, definidas em comum acordo com os gestores do SUS. As instituições que podem enviar projetos são: Hospitais Universitários Federais e de Ensino e Secretarias de Saúde preferencialmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Além dos ministérios, os Conselhos dos Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (CONASS e CONASEMS) apoiam o programa. Serão investidos, pelo Ministério da Saúde, cerca de R$ 30 milhões no Pró-Residência em 2010. Estima-se que serão oferecidas 1.040 bolsas ao longo de 2010.

As áreas prioritárias são: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade, Psiquiatria, Geriatria, Cancerologia Clínica e Cirúrgica, Radioterapia, Patologia, Anestesiologia, Medicina Intensiva, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Traumatologia, Neonatologia, Psiquiatria Infantil e da Adolescência, Cirurgia do Trauma e Medicina de urgência.

Desde o segundo semestre de 2009, quando o programa foi lançado, o projeto já concedeu 785 bolsas para todo o país.

De 473 vagas, 60% foram destinadas às regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, definidas como prioritárias por terem historicamente menos ofertas para esse tipo de especialização.

As inscrições foram abertas no dia 22 de julho e vão até o dia 30 de agosto. No portal de saúde do governo estão listadas as documentações e orientações necessárias aos participantes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Médicos elaboram Carta de Brasília com reivindicações

O aumento salarial para os profissionais de saúde é o ponto prioritário dos profissionais. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais

A Associação Médica Brasileira (AMB) divulga nesta segunda-feira (2) a Carta de Brasília, síntese dos debates do encontro de entidades médicas que durou três dias. O documento será encaminhado aos Três Poderes e aos principais candidatos à Presidência da República. Uma das propostas defendidas é a criação da carreira de Estado do médico, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 454, que tramita no Congresso Nacional.

Outros pontos que vão constar na carta serão mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), o melhor aparelhamento da rede pública, o aumento salarial para os profissionais de saúde e a maior qualificação profissional do médico. A proposta é de R$ 8,5 mil para 20 horas semanais, com reajuste anual.

A implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) ainda não está consolidada. O Plenário sugeriu a adoção de edição atualizada como referência mínima do trabalho médico, incluindo reajustes anuais baseados em índice oficial (IGPM ou outro índice que o substitua), para a totalidade dos procedimentos médicos executados.

Outro assunto debatido foi a defesa da adoção de concurso público nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo os participantes, as unidades, por terem caráter público, devem adotar uma carreira de Estado, proibindo as terceirizações.

Essas temáticas fizeram parte das discussões sobre SUS, Políticas de Saúde e Relação com a Sociedade, abrangendo 40 propostas aprovadas e cinco reprovadas ou retiradas da pauta. Entre as propostas para financiamento, o destaque ficou por conta da luta pela aprovação da Emenda Constitucional 29 (que favorecerá o contingenciamento de 15% do orçamento municipal, 12% do estadual e 10% do orçamento da União ao setor de saúde).

A respeito da gestão e da ESF / atenção primária, prevaleceram a lutas pela qualificação e para que os médicos do ESF tenham vínculo empregatício atrelado a um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV). Além dessas, o apoio a estudantes e residentes de medicina - através da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) - e o estímulo à criação de comissões de assuntos políticos junto às entidades médicas estaduais também foram deliberados.

Ao final, foi redigida, lida e aprovada por todos os médicos presentes a Carta de Brasília, documento que reúne todas as reivindicações da categoria para os próximos anos.

*Com informações da Agência Brasil e da Associação Médica Brasileira

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Carreira para profissionais de saúde do SUS

Objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde

Proposta de carreiras do Sistema Único de Saúde será elaborada pelo Ministério da Saúde através da criação de uma comissão de estudo, abrangendo, inicialmente, os profissionais médicos, os cirurgiões-dentistas e os enfermeiros.

O texto publicado na última sexta-feira (30) no Diário Oficial da União prevê que o prazo para conclusão dos trabalhos da comissão será de, no máximo, 90 dias, a partir da data de sua instalação.

De acordo com a portaria, o objetivo do governo é buscar soluções para a ausência de profissionais permanentes na atenção à saúde. O ministério levou em consideração a dificuldade apresentada por municípios brasileiros em fixarem profissionais de saúde em seu território.

Os dados são confirmados por estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina, que aponta que na região Norte há um médico para cada grupo de 1.130 habitantes, com 13.582 profissionais aptos a atuar, registrados primariamente em conselhos de medicina da região.

Fonte: www.saudebusiness.com.br


sexta-feira, 30 de julho de 2010

No dia 27 de julho assumiu a pasta o novo Secretário de Estado da Saúde de São Paulo

Na última treça-feira dia 27 de julho, o médico sanitarista Nilson Ferraz Paschoa assumiu a secretária de Estado da Saúde de São Paulo em substituição ao antigo secretário Luiz Roberto Barradas Barata, falecido no dia 17 de julho.

O atual Secretário é formado em medicina pela Faculdade de Itajubá (MG) e especializado em saúde pública pela Santa Casa de São Paulo, é administrador hospitalar e gestor de serviços de saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Paschoa foi um dos responsáveis pela implantação do modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS), e também já atuou como secretário-adjunto, chefe de gabinete, coordenador de Regiões de Saúde e diretor de Saúde Mental.


Ministério planeja carreira nacional dos médicos

Temporão institui grupo de trabalho para construção de carreira nacional para os profissionais vinculados ao SUS

Durante a solenidade de abertura do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), na noite desta quarta-feira (28), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a assinatura de Portaria que institui grupo de trabalho para a construção de carreira nacional para os profissionais médicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). As ações serão desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e as entidades médicas do País.

Segundo Temporão, o grupo poderá também apontar soluções possíveis para a interiorização dos médicos, como a criação de uma carreira de Estado. “Queremos garantir a fixação do profissional. O Ministério busca junto às entidades médicas uma parceria no sentido do fortalecimento da qualificação no SUS”, disse.

A carreira nacional irá beneficiar mais de 400 municípios, principalmente do Norte e Nordeste do país. Além dos médicos, a Comissão será formada por entidades da odontologia e de enfermagem, consideradas carreiras básicas pelo Ministério.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), a carreira de Estado para médicos é considerada fundamental para resolver a falta de assistência em regiões distantes. “Ficamos contentes em ver que o Ministério cumpriu o acordo estabelecido com as entidades. Queremos participar em todas as comissões de formação médica. Podemos colaborar muito”, enfatizou.

Enem define postura sobre ensino, residência e diplomas

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas aprova propostas durante primeiro dia de evento

Plenária sobre Formação Médica do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem) aprovou propostas relacionadas ao ensino, residência e revalidaçao de diplomas durante primeiro dia de atividades na última quarta-feira (28). Entre as resoluções, estão: sanções rigorosas para cursos de medicina mal avaliados, com diminuição de vagas ou mesmo o fechamento de escolas; suspensão da abertura de escolas médicas por um prazo mínimo de dez anos e apoio ao projeto de lei 65/2003 (Arlindo Chinaglia), que proíbe a criação de novos cursos médicos e a ampliação de vagas nos cursos existentes, nos próximos dez anos.

Os temas foram votados e discutidos em dez grupos de trabalho, sendo aprovados ou rejeitados. As propostas que não obtiveram concordância ou rejeição de pelo menos oito dos dez grupos, foram votadas na Plenária. Ao todo, foram 10 propostas rejeitadas e 38 aprovadas.

Ensino médico

A partir das dicussões, os seguintes pontos prevaleceram: luta por remuneração adequada e qualificação para o corpo docente; apoio ao aprimoramento do currículo de medicina; protocolos e treinamento para membros das comissões que avaliam as escolas médicas; orientação sobre a relação ética dos médicos com a indústria farmacêutica, de equipamentos e material médico-hospitalar; fiscalização das estruturas hospitalar e ambulatorial das instituições que servem de estágio às escolas médicas; bem como das condições de preceptoria.

Residência médica

As entidades médicas nacionais Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) trabalham conjuntamente pela ampliação das vagas para absorver os residentes, apoio ao reajuste do valor da bolsa de residência, unificação dos critérios das provas para ingresso na residência, apoio à Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), entre outras deliberações.

Revalidação de diplomas

As principais propostas alinhadas sobre revalidação de diplomas forma: revalidação obrigatória para todo diploma de médico obtido no exterior; apoio e fiscalização do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas de Médico Obtidos no Exterior, dos ministérios da Educação e da Saúde; discussão e regulação da situação das regiões que convivem com a presença de estrangeiros ou brasileiros sem diploma de medicina revalidado; e promoção de educação médica continuada aos médicos.

Nesta quinta-feira (29), o segundo dia de atividades do XII Enem, o tema foi mercado de trabalho e remuneração.

*Com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Área de saúde investe em comunicação via SMS

Lembretes de consultas enviados por SMS Corporativo são eficazes para o comparecimento de pacientes e reduz custos, diz pesquisa
O uso do SMS Corporativo vem ganhando força na área de saúde. De acordo com o estudo realizado pela empresa KATU e o Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), os hospitais, médicos e laboratórios de análises clínicas que costumam mandar mensagens como lembretes de consultas médicas têm menor índice de faltas. Segundo levantamento, o percentual de ausência dos pacientes após o recebimento da comunicação via SMS foi de 19,42%, contra 25,57% quando esse recurso não é utilizado.

As vantagens da ferramenta, segundo a Diretora Executiva da empresa de SMS Corporativo Comunika, Crisleine Pereira, estão relacionadas com a rápidez e o baixo custo. "Também é mais discreto, especialmente quando a informação a ser transmitida diz respeito a assuntos relacionados à saúde das pessoas. Utilizando o SMS para as confirmações e lembretes, o custo cai cerca de 70% em comparação a uma ligação telefônica”, destacou.

Contato com a equipe médica, lembretes de remédios e monitoramento dos pacientes são outras ações que o SMS Corporativo contempla.

Até o final do ano de 2010, a sociedade poderá contar com o serviço de SMS regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a comunicação de emergências à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Número de pediatras cai pela metade no Brasil

Má remuneração e diminuição nas vagas para residência são alguns dos motivos para a redução na procura pela especialidade

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria constatou que o número de médicos recém formados que se candidatavam ao título de pediatra caiu 50% nos últimos dez anos. Segundo o levantamento feito pela entidade em 1999, 1583 médicos que acabaram de se formar se candidataram à pediatria, em 2009 foram apenas 794.

Alguns dos fatores apontados no estudo para a redução de candidatos foi a baixa remuneração e a redução na oferta de residências na área. Outro aspecto levantado pela entidade foi a má distribuição dos profissionais pelos estados. O volume de trabalho e a falta de segurança nas Unidades Básicas de Saúde fazem com que os pediatras evitem exercer suas funções nas periferias e concentrem suas atividades nos grandes centros.

Outra pesquisa, encomendada pela farmacêutica Pfizer, apontou que 88% das mães consideram o pediatra a principal referência quando se trata da saúde dos filhos.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

O Bolsa Família da Saúde


De olho nos 140 milhões de brasileiros que não têm plano de saúde, a APPI aposta no cartão pré-pago da saúde

A busca por alternativas para ampliar o acesso a serviços de saúde tornou-se uma oportunidade de negócios para a APPI, empresa de tecnologia especializada em conectividade. Em um projeto desenvolvido em parceria com a Unimed Norte Fluminense, a empresa lançou o cartão pré-pago de saúde. "Havia um desejo da operadora de ampliar o portfólio de serviços para atender a classe C e D, e a partir daí fomos estudar o mercado", aponta o diretor da Divisão de Saúde da APPI, Alberto Techera.

Para atender a demanda do público-alvo de ter um produto que dispensasse o pagamento mensal, que tivesse um preço acessível e que permitisse a inclusão de familiares para o acesso a serviços de saúde de qualidade, a solução encontrada foi a oferta de cartões pré-pago no mercado, com a bandeira Sempre.

Funcionando como um meio de pagamento, o projeto começou a ser desenhado há dois anos e tem nas parcerias firmadas o seu principal alicerce. "Como criar uma força de vendas específica para a comercialização dos cartões seria uma alternativa cara e de pouco impacto, buscamos empresas que enxergassem na oferta dos cartões um valor agregado", explica Techera. A partir daí, foram costuradas parcerias com empresas que ofertam benefícios como vale-transporte e redes de farmácia que têm os seus cartões de fidelidade, além de clínicas e de operadoras de planos de saúde. Hoje a empresa tem emitidos mais de 1,8 milhão de cartões nos estados do Rio de Janeiro, Pará, Amapá, Ceará e Maranhão, e já há negociações para parcerias em Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Bahia, com um média de valor de recarga de R$ 200 por ano cada um.

Negócios

Ter escala é o que torna a operação interessante. Hoje, cada cartão gera um lucro de R$1 a R$ 1,20 por mês. A projeção é de que em 10 anos sejam emitidos até 20 milhões de cartões. "Pela velocidade com que tem crescido, acredito que essa meta será antecipada", salienta o executivo.

Para tornar a oferta possível, além das parcerias com as empresas para a emissão do cartão, a APPI também mantém um equilíbrio na rede credenciada. A ideia é buscar médicos e laboratórios que tenham condições de atender a demanda de clientes prontamente. Para atrair essa rede, a empresa oferece o valor da tabela CBHPM de 2003 para a consulta, que é de R$ 42, mais a agilidade no pagamento. Para o usuário, a utilização do cartão rende o acumulo de pontos que podem resultar em prêmios ou em desconto em medicamentos. "Mais do que uma oportunidade de negócio, esse projeto promove a inclusão social e permite a ampliação do acesso aos serviços de saúde. O seu futuro é ser o Bolsa Família da Saúde", aponta o executivo.

Quanto a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Techera explica que a operação não está sujeita as regras da agência, por se tratar de um meio de pagamento. "Não importa se o usuário vai usar dinheiro, cartão de crédito, cheque ou o cartão pré-pago, isso não está sob as diretrizes da ANS. É um bandeira como as de cartão de crédito. Bom o crescimento do modelo, será sim necessária uma regulamentação no Brasil, mas para todos os tipos de produtos pré-pagos", analisa Techera.

Quanto ao futuro do negócio, o executivo explica que já há projetos para que o produto atinja também o mercado internacional, com negociações sendo feitas com as bandeiras de cartões de crédito.

Médicos são convocados para atualizar o mapa das UTIs brasileiras


Notícia enviada por Teca Pereira
(teca@planoapp.com.br)
27/07/2010 às 10:14
Na próxima sexta-feira (30/7), o presidente da AMIB, o médico intensivista Dr. Ederlon Rezende participará do XIII Congresso de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, o segundo maior do país da especialidade, e convocará os coordenadores de UTIs para a atualização do mapeamento da situação de Unidades de Terapia Intensiva no Brasil.
O ano passado, a AMIB realizou o Censo quantitativo que já está disponível no site da associação para consulta pública (www.amig.org.br >> Censo >> Relatório). No espaço, a população pode buscar os hospitais que contam com UTIs em seus estados.
E para que esse material seja constantemente atualizado e, dessa forma, sirva como uma importante ferramenta de consulta e de definição de estratégias de saúde para a Medicina Intensiva, os coordenadores de UTIs podem – e devem – atualizar os dados de seus hospitais online. “Cada um será responsável pelos seus dados. Essa é uma forma assertiva de atualização e de comprometimento com a situação da UTIs brasileiras. O Censo trouxe dados importantes e ações já estão sendo desenhadas pela AMIB em parceria com as entidades Regionais”, explica Dr. Ederlon Rezende.
O mapeamento identificou 25.367 leitos de UTIs e mais de duas mil unidades. Fato constatado é que 53,8% dos estabelecimentos com UTI encontram-se na Região Sudeste, contra 16,8% no Nordeste, 16,9% no Sul, 7,6% no Centro-Oeste e 5% na Região Norte. Segundo o Ministério da Saúde, calcula-se, em média, a necessidade de 4% a 10% do total de leitos hospitalares. O que corresponde a 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. O Censo AMIB revelou que o Brasil tem 1,3 leitos de UTIs para cada 10 mil habitantes, sendo que regiões inteiras ainda estão abaixo desse índice.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Projeto retira exclusividade de médico em perícias para aposentadoria


Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7200/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que estende a outros profissionais da área de saúde a competência para realizar perícias da Previdência Social para a concessão de aposentadoria por invalidez. Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91.
Segundo Berzoini, a mudança permitirá melhor aproveitamento pela Previdência de profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A mudança também permitirá que a avaliação pericial seja feita de modo multidisciplinar. Com isso, segundo Berzoíni, o relatório final de avaliação da capacidade de trabalho vai demonstrar uma realidade mais completa, transparente e justa.
O projeto também foi assinado pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e pelos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Pepe Vargas (PT-RS) e Roberto Santiago (PV-SP).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

terça-feira, 27 de julho de 2010

63% de Usuários da Saúde Procuram Primeiramente uma Unidade Hospitalar

Por: Adm. Giovani Merenda
Administrador hospitalar.com
Em recente pesquisa publicada no blog Administrador Hospitalar.com, foi perguntado ao internauta o seguinte:
"VOCÊ CONHECE O FLUXO DE ATENDIMENTO NOS SERVIÇOS DA SAÚDE? – Na necessidade de um atendimento da saúde (NÃO EMERGENCIAL), você se dirige ao Pronto Atendimento ou ao Hospital?”
A resposta levantada na enquete foi que 63% dos que votaram, vão direto a um hospital, os 37% restantes se dirigem a um pronto atendimento. Diante deste levantamento o que podemos concluir? Concluímos imediatamente uma demanda reprimida em locais de atendimento de alta-complexidade, locais onde deveriam estar dando um atendimento prioritário a situações emergenciais, situações de extremo risco.
Concluímos também a falta de comunicação, a falta de uma manutenção nos ideais de um Sistema de Saúde, estamos atrasados em resgatar esta consciência, o Sistema nasceu e deu a população um dos melhores e mais complexos serviços para a manutenção da sua saúde, porém estamos pecando ainda ao ensinar como utilizar este Sistema.
Em pesquisa ao site do Ministério da Saúde http://www.saude.gov.br/, podemos visualizar a publicada de uma cartilha chamada “ENTENDENDO O SUS”, uma publicação onde explica claramente sobre o fluxo de atendimento na saúde, um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos, fazendo-nos compreender as particularidades de seu funcionamento e as responsabilidades inerentes a cada ator dentro do sistema.
A todos os internautas que participaram de nossa enquete, o nosso muito obrigado! É isto que o Administrador Hospitalar.com quer levar até vocês, além de muita informação da área da saúde, debater temas que nos façam pensar melhor nos nossos próprios atos dentro de determinadas situações.
Saúde e Sucesso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Médicos são acusados por infecção hospitalar no ES

São Paulo - A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou ontem seis médicos, dois diretores e uma enfermeira de dois hospitais capixabas por crime contra a saúde pública e lesão corporal grave por causa de um surto de micobactéria de crescimento rápido (MCR) ocorrido entre abril e julho de 2007. Esta é a primeira vez em que profissionais de saúde são acusados criminalmente por um surto de infecção hospitalar no País.
Os acusados são o diretor-geral, Antonio Alves Benjamim Neto, e o diretor-clínico, Ivan Lima; os médicos Gil da Costa Gomes, Isaac Walker de Abreu, Luís Alberto Sobral Vieira Júnior, Adelmo Rezende da Costa, Leandro Correa Leal e Gustavo Peixoto Soares Miguel; e a enfermeira Cláudia Sales Martins do Nascimento. Todos trabalham no Hospital Meridional. Miguel e Cláudia atuavam ainda em outro hospital particular, o Santa Rita.
As acusações constam nas 800 páginas de dois inquéritos que investigavam 106 casos de infecção hospitalar pelo micro-organismo, todos ocorridos em pacientes submetidos a cirurgias com videolaparoscopia. Ainda estão em aberto mais nove inquéritos para investigar 86 casos registrados em outros nove hospitais da região metropolitana de Vitória no mesmo período.
Nos inquéritos, os policiais apontaram que a infecção ocorreu por descaso na organização do centro cirúrgicos, que houve falha no reprocessamento de material, excesso de cirurgias em um mesmo dia, desinfecção insuficiente e reutilização de material descartável. Os inquéritos serão encaminhados hoje para o Ministério Público Estadual, que terá 15 dias para analisar as provas e abrir denúncia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR

Por Liza Gutierrez
Fonoaudióloga - Crfa. RS 8572
A atuação fonoaudiológica hospitalar no Brasil iniciou na década de 80. Nos anos 90 ocorreu uma grande evolução desta especialidade, a partir da conscientização de seu importante papel na prevenção e na reabilitação de pacientes hospitalizados junto à equipes interdisciplinares.

No ambiente hospitalar, o fonoaudiólogo pode atuar desde a fase pré natal, até o fim da vida do ser humano. Na fase pré-natal atuamos na orientação a gestante, incentivando o aleitamento materno e informando a respeito do desenvolvimento da alimentação, audição e linguagem, prevenindo possíveis distúrbios, e ainda esclarecemos duvidas sobre hábitos orais como o uso de mamadeira e chupeta. No berçário e/ou alojamento conjunto favorecemos a interação entre pais e bebê.

Realizamos Triagem Auditiva Neonatal, procedimento importante para diagnóstico precoce de perdas auditivas, que, quando identificadas, geram a necessidade de imediato encaminhamento para serviços competentes de protetização auditiva. Nestes atuamos na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora. Nas equipes de implante coclear o fonoaudiologo tem relevância no processo de seleção dos candidatos a implantação coclear e ainda na reabilitação auditiva e de fala dos implantados. O implante coclear é uma opção no tratamento de crianças e adultos portadores de deficiência auditiva, substituindo parcialmente as funções da cóclea.

Já o trabalho realizado em UTI Neonatal e Pediátrica ocorre junto às crianças que por algum motivo não conseguem sugar ou se alimentar por via oral. Aí a ênfase esta voltada para habilitação ou reabilitação desta função, ainda não adquirida ou perdida por sequela de alguma enfermidade. A atuação fonoaudiológica com bebês prematuros, sindrômicos, paralisados cerebrais ou com fendas labiopalatinas, ainda sem condições de alimentação via oral, já é bastante reconhecida por outros profissionais de saúde e pelas instituições hospitalares, principalmente porque nossa intervenção proporciona melhor qualidade de vida para estas crianças e suas famílias e com isso ocorre diminuição do período de hospitalização.

Intervimos também em adultos com problemas de deglutição e de comunicação que podem ocorrer devido a acidentes vasculares encefálicos (derrames ou isquemias), doenças degenerativas ou por cirurgia, traumas ou queimaduras na região de cabeça e pescoço. No tratamento das Disfagias ou distúrbios da deglutição nosso objetivo terapêutico principal é a reabilitação da alimentação por via oral, minimizando os riscos de alterações respiratórias e promovendo, alem disto, um pouco de satisfação ou prazer para o paciente em poder se alimentar pela boca de forma efetiva e exclusiva. Ainda orientamos a família e a equipe de saúde quanto à consistência dos alimentos, temperatura que devem ser oferecidos e postura corporal no momento de alimentação.

Nos traumas, queimaduras e nos cânceres da região da cabeça e pescoço atuamos nas fases pré e pós cirúrgicas visando além da alimentação, aspectos como cicatrização adequada dos tecidos, reabilitação da mímica facial e dos movimentos necessários a produção da voz e da fala.

A reabilitação da comunicação, também faz parte da rotina do fonoaudiólogo hospitalar quando orientamos equipe e família no sentido de complementar nossa pratica terapêutica, que, a principio, encontra-se na reabilitação da fala, mas pode-se estender até a implantação de um sistema de Comunicação Alternativa Suplementar quando o prognostico é desfavorável para a comunicação oral.

Importante salientar que os procedimentos se adaptam a realidade de cada caso, em relação às orientações e as condutas terapêuticas, ou seja, nosso atendimento é específico e personalizado de acordo com a demanda de cada indivíduo e sua família, no contexto social em que esta inserido.

Nas equipes interdisciplinares, procedemos da mesma forma, segundo as necessidades que surgem, completando o atendimento hospitalar. Nosso trânsito entre os profissionais de saúde nos hospitais vem aumentando e melhorando, justamente pela comprovação da eficácia de nosso trabalho claramente efetivo e satisfatório para a população e instituições hospitalares.

Em Pelotas/RS, os hospitais ainda não contam com serviços de fonoaudiologia. Mesmo assim ou exatamente por isso, a comunidade pelotense deve estar ciente de que a fonoaudiologia hospitalar existe, e principalmente tem participação importante na reabilitação de pacientes hospitalizados, já que contribui realmente para a alta hospitalar mais rápida e com menos sequelas, e com isso melhoramos a qualidade de vida desses indivíduos, contribuindo também nas questões de saúde pública e ecologia hospitalar.

Liza Gutierrez colaborou com nosso Blog diretamente da cidade de Pelotas, ela é Especialista em fono hospitalar e Mestranda em saúde comportamental.

GE Healthcare inaugura primeira fábrica no Brasil

Nova planta montará equipamentos de Raios X e Mamografia ainda por meio de fornecedores internacionais

A GE Healthcare inaugurou nesta quarta-feira (21) sua primeira fábrica de equipamentos médicos no Brasil, e também na América do Sul. As estimativas de investimentos para o empreendimento, localizado em Contagem (MG), são de US$ 50 milhões ao longo de dez anos.

No primeiro momento, a nova planta montará equipamentos de Raios X e Mamografia ainda por meio de fornecedores internacionais. De acordo com a presidente da companhia para a América Latina, Cláudia Goulart, o início para comercialização dos produtos está prevista para outubro deste ano.
"Já temos a liberação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Mas ainda aguardamos a licença ambiental e a inclusão da unidade como fabricante de origem", afirmou.

Entretanto, o grande objetivo da GE Healthcare é produzir os equipamentos de maneira local, sem ter de importar peças. Para isso, a companhia já está trabalhando em um Centro de Treinamento para engenheiros, localizado no Brasil, a ser lançado a partir de 2011. O centro será destinado à capacitação de profissionais latino-americanos.

"Começaremos com montagem de equipamentos e, enquanto isso, faremos a prospecção de fornecedores locais. Em aproximadamente três anos, acredito que 60% dos aparelhos de Raios X estarão sendo produzidos localmente", disse o gerente geral de supply chain da GE Healthcare, Phillip Griffith.
Ainda segundo Griffith, cerca de 23 fornecedores brasileiros já foram mapeados para possíveis parcerias.

Centro de Pesquisa
Além disso, a empresa anunciará, em agosto, o projeto de construção de um centro de pesquisa tecnológico no Brasil. O local está sendo definido, com base em logística, custo, entre outras variáveis.
Segundo o presidente e CEO da GE Healthcare para as Américas, Mark Vachon, essas três investidas no Brasil mostram o compromisso da empresa em relação ao País.

"Tenho acompanhado a transformação por que o Brasil está passando e ele está certamente entre os três maiores focos de investimentos para a GE", afirmou Vachon.

Portfólio
Em 2011, além de Raios X e mamógrafos, a GE Healthcare pretende expandir sua linha de produção no Brasil. Os equipamentos previstos são: PET/CT, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Sistemas de Monitoração.
Os produtos serão comercializados também no mercado exterior, apesar do grande foco ser o Brasil.

Fonte: www.saudebusiness.com.br


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Laboratório da USP vai produzir células-tronco a partir de dentes de leite

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Universidade de São Paulo (USP) está construindo um laboratório para cultivo de células-tronco obtidas a partir de dentes de leite. O projeto é uma iniciativa da Faculdade de Odontologia e da universidade inglesa King´s College, que já tem outras cinco parcerias com a universidade paulista para pesquisas.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Andrea Mantesso, que leciona nas duas instituições, foi detectada a existência de células-tronco na polpa dos 20 dentes de leite que cada ser humano tem. Essas células poderiam ser usadas para desenvolvimento de novos dentes e até de outros tecidos, como ossos, músculos e nervos. O processo ainda permite a obtenção de células-tronco a um custo menor e sem a necessidade de cirurgia nos doadores.

“A principal vantagem de se trabalhar com células-tronco de dentes é o acesso fácil aos tecidos”, disse Mantesso, em entrevista à Agência Brasil. “No caso dos dentes de leite, pelo fato de eles caírem por si só, temos 20 oportunidades de coleta de material.”

Hoje, por exemplo, as células-tronco são coletadas em embriões e cordões umbilicais de recém-nascidos e depois armazenadas em laboratórios, ou então retiradas da medula óssea de pacientes que pretendem usá-las em tratamentos de saúde.

A professora afirmou também que pesquisas para uso das células na produção de novos dentes ainda estão em estágio inicial. Já para a produção de novos tecidos, estão mais avançadas. Mesmo assim, é impossível dizer quando a técnica será aplicada em pacientes. “Seria um chute no escuro”, disse ela.

O novo centro de pesquisas da Faculdade de Odontologia da USP deve ser inaugurado no ano que vem.

Edição: Vinicius Doria
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saúde libera R$ 100 milhões para os hospitais federais universitários de todo país

Até o fim do ano, mais R$ 200 milhões serão investidos na reestruturação destes hospitais
O Ministério da Saúde anunciou hoje (19) a liberação de R$ 100 milhões para a reestruturação e revitalização de 45 hospitais federais universitários em todo o país. O valor, que será incorporado ao teto financeiro anual dos estados, municípios e do Distrito Federal, será repassado a partir de agosto pelo Fundo Nacional de Saúde, dentro do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Federais (REHUF), do ministério.
Esta é a primeira parcela de um total de R$ 300 milhões que o Ministério da Saúde irá repassar até o final do ano para os hospitais universitários federais.
“Esta liberação de recursos financeiros é um passo importante no sentido de garantir o fortalecimento da rede federal dos hospitais de ensino. Estes hospitais são de extrema importância para o atendimento de média e alta complexidade (consultas, exames, cirurgias e tratamento em especialidades que exigem maior complexidade) em todo o país. Além disso, são centros de formação de especialistas em saúde e centros qualificados de realização de pesquisas no campo da saúde e da medicina”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
A portaria que autoriza o repasse desse novo recurso pelo Ministério da Saúde será publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União. Esse valor deve ser incorporado aos contratos de metas estabelecidos entre os gestores estaduais e municipais com os respectivos hospitais (veja lista anexa).
O REHUF foi instituído em 27 de janeiro deste ano, por Decreto Presidencial. Tem como objetivo criar as condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão, além da dimensão da assistência à saúde.
No campo estritamente da assistência à saúde, os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade para a rede pública de serviços de saúde. No REHUF, o financiamento dos hospitais universitários federais é partilhado, paritariamente, entre as áreas de saúde e de educação, num sistema de pactuação global que ainda inclui o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O programa serve para instituir mecanismos adequados de financiamento, progressivamente, até 2012.

Tabela 1 – Veja quanto receberá cada um dos 45 hospitais federais universitários


UF MUNICIPIO SIGLA Hospital Valor anual
AL MACEIÓ UFAL Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes 1.734.157,03
AM MANAUS UFAM Hospital Universitário Getúlio Vargas 1.275.182,86
BA SALVADOR UFBA Hospital Universitário Prof. Edgard Santos 1.707.118,11
BA SALVADOR UFBA Maternidade Climério de Oliveira 590.044,18
CE FORTALEZA UFC Hospital Universitário Walter Cantídio 2.153.718,54
CE FORTALEZA UFC Maternidade Escola Assis Chateaubriand 1.966.050,12
DF BRASILIA UNB Hospital Universitário 2.236.439,30
ES VITÓRIA UFES Hospital Univers. Cassiano Antonio de Moraes 2.579.237,78
GO GOIÂNIA UFG Hospital das Clínicas 3.317.079,43
MA SÃO LUIS UFMA Hospital Universitário 6.827.555,87
MG B.HORIZONTE UFMG Hospital de Clínicas 5.957.727,63
MG JUIZ DE FORA UFJF Hospital Universitário 877.160,82
MG UBERLÂNDIA UFU Hospital de Clínicas 5.843.155,95
MG UBERABA UFTM Hospital Escola 3.334.036,04
MS CAMPO GRANDE UFMS Hosp.Univ. Maria Aparecida Pedrossian 2.515.994,21
MS DOURADO UFGD Hospital Universitário 522.446,88
MT CUIABÁ UFMT Hospital Universitário Júlio Müller 770.838,30
PA BELÉM UFPA Hosp. Univ. João de Barros Barreto 1.996.067,90
PA BELÉM UFPA Hosp. Univ. Bettina Ferro deSouza 27.268,06
PB JOÃO PESSOA UFPB Hosp. Univ. Lauro Wanderley 1.550.842,33
PB CAMPINA GRANDE UFCG Hosp. Univ. Alcides Carneiro 1.182.838,08
PE RECIFE UFPE Hospital das Clínicas 4.181.866,51
PR CURITIBA UFPR Hospital de Clínicas 6.883.237,70
PR CURITIBA UFPR Matern. Vitor Ferreira do Amaral 138.631,74
RJ NITEROI UFF Hospital Universitário Antonio Pedro 2.404.172,24
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Hosp. Univ. Clementino Fraga Filho 3.354.658,94
RJ RIO DE JANEIRO UNIRIO Hosp. Universitário Gaffrée e Guinle 1.238.749,06
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Maternidade Escola 729.134,20
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Psiquiatria 530.696,05
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Inst. de Puericultura e Pediat. Martagão Gesteira 168.420,38
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Neurologia Deolindo Couto 105.176,81
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Doenças do Tórax 20.622,90
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Instituto de Ginecologia 10.998,88
RJ RIO DE JANEIRO UFRJ Hospital Escola São Francisco de Assis 10.311,45
RN NATAL UFRN Hosp. de pediat. Prof. Heriberto F. Bezerra 59.577,28
RN NATAL UFRN Hospital Universitário Onofre Lopes 1.480.266,17
RN NATAL UFRN Maternidade Escola Januário Cicco 624.644,83
RN SANTA CRUZ UFRN Hospital Universitário Ana Bezerra 172.774,10
RS PORTO ALEGRE HCPA Hospital de Clínicas de Porto Alegre 8.546.131,14
RS SANTA MARIA UFSM Hospital Universitário 3.900.936,74
RS RIO GRANDE FURG Hosp. Univ. Dr. Miguel Riet Correa Júnior 1.774.486,26
RS PELOTAS UFPEL Hospital Escola 1.402.357,43
SC FLORIANÓPOLIS UFSC Hosp. Univ. Polydoro Ernani de São Thiago 3.076.478,89
SE ARACAJU UFS Hospital Universitário 767.172,00
SP SÃO PAULO UNIFESP Hospital São Paulo 9.453.538,89

TOTAL 100.000.000,00

Fonte: www.saude.gov.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Vai ter enfermeiro agindo como se fosse médico"

Claudio Porto, presidente do Coren-SP, teme que os limites sejam extrapolados, impedindo que a população tenha acesso aos médicos

"A lei permite isso. Cabe aos conselhos trabalharem para se ter consciência e limite dessa ação"
A decisão unânime do Tribunal Regional Federal do Espírito Santo, que derrubou a ação civil pública aberta pelo Ministério Público Federal em abril de 2008 impondo restrições à atividade dos enfermeiros, não deve afetar o exercício desses profissionais no Estado de São Paulo.

O Coren do Espírito Santo ganhou a ação e junto à vara federal, com repercussão em todo território nacional, que permite aos enfermeiros solicitarem exames e prescreverem medicamentos mediante protocolo elaborado pelos programas de saúde do Ministério da Saúde ou da própria instituição em que o profissional é atuante.

A partir de agora está sob competência do enfermeiro fazer diagnóstico de patologia simples e corrente, como é o caso de uma gripe, um resfriado ou uma verminose por exemplo. A Secretaria de Saúde deve elaborar um protocolo de segurança para que os profissionais de enfermagem assumam tal responsabilidade.

"Para todos os efeitos em todo Brasil os enfermeiros terão competência legal e técnica para atuar na prescrição de medicamentos. A lei diz e permite isso, agora cabe aos conselhos trabalharem junto com seus profissionais para ter consciência e limite dessa ação", comenta o presidente do Coren-SP, Cláudio Porto ao citar que o seu temor é que os limites sejam extrapolados, impedindo que a população tenha acesso aos médicos - o que é um direito de lei para todo cidadão. "Caso contrário vai ter enfermeiro agindo, trabalhando e se comportando como se fosse médico e aí a coisa vai ficar feia porque já vimos isso acontecer em São Paulo e naquela ocasião foi preciso intervir", completa.

Embora Porto já tenha presenciado algumas situações de conflito acredita que o estado paulista não tem grandes problemas com efeito judicial, ao contrario do que vem acontecendo em outras regiões.

Uma das iniciativas do Coren-SP para evitar conflito jurídico é trabalhar em conjunto com o Conselho Regional de Medicina. "Isso tem surtido efeitos positivos e caso seja detectado alguma situação irregular de imediato ambos os conselhos já intervém para uma adequação protocolar", ressalta.

Recentemente, as classes desses profissionais se desentenderam após os enfermeiros anunciarem sua busca pela redução da carga horária para 30 horas e por um aumento do piso salarial.

De acordo com Porto, a proposta da carga horária já está aprovada por todas as comissões e aguarda apenas votação em plenário. "Existe um movimento político contrário ao projeto de redução, está existindo uma obstrução".

Já a proposta do piso salarial passou por três comissões e está para apreciação. O executivo afirma que esse é um projeto mais complexo, pois gera custo e por isso não acredita na aprovação ainda neste ano.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Morre em São Paulo um dos fundadores do SUS

Médico sanitarista, um dos fundadores do Sistema Único de Saúde brasileiro e secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, de 57 anos, faleceu neste sábado, dia 17 de julho, às 20h50, vítima de um infarto do miocárdio.

Barradas dedicou boa parte de sua vida ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde, sob seu comando como secretário e secretário-adjunto, a Secretaria de Estado da Saúde entregou novos hospitais, implantou o modelo de Organizações Sociais de Saúde para gerenciamento de unidades públicas de saúde, foi criador do programa Dose Certa, construiu o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entregou novas fábricas de remédios, construiu uma fábrica de vacinas, idealizou e entregou os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), realizou mutirões de consultas e exames, criou Centros de Referência do Idoso, construiu o primeiro hospital público de transplantes do Brasil, idealizou a lei anti-fumo, humanizou o atendimento nos hospitais e reorganizou a rede de atendimento no Estado de São Paulo, entre outras iniciativas.

Por seus serviços prestados à saúde pública brasileira, recebeu do Ministério da Saúde, no ano passado, a medalha de Mérito Oswaldo Cruz.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

União: central para encaminhar pacientes do SUS a UTIs

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7563/10, que determina que a União deverá manter uma central de atendimento para encaminhar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a proposta, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a central deverá funcionar durante 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Pelo projeto, o local, que será mantido por meio de convênio, intermediará os contatos entre pacientes e unidades de saúde com UTI. Os pacientes que necessitem de atendimento serão dirigidos ao hospital mais próximo onde haja vaga. Caso nenhuma unidade pública esteja disponível, os hospitais privados deverão prestar o atendimento.

Eduardo Cunha acredita que a proposta pode gerar economia ao SUS. "O não atendimento médico imediato, além de gerar perdas de vidas humanas, aumenta as sequelas e a necessidade de hospitais públicos no tratamento posterior", explicou o deputado.

Penalidades aos privados
As unidades da rede privada de saúde que se recusarem a prestar atendimento em UTI aos pacientes do SUS estarão sujeitas às seguintes penalidades:
- multa de até dez vezes o valor médio do custo do atendimento completo em Unidades de Terapia Intensiva;
- cassação da licença para funcionamento, em caso de reincidência.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para análise das comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Produtos são comprados sem licitação

Ministério Público estadual instaurou um inquérito civil público para apurar as denúncias de irregularidades na aquisição de medicamentos


A Secretaria de Estadual de Saúde do Rio de Janeiro realizou processo sem licitação de compra emergencial de remédios e material médico-hospitalar. Aquisições deste caráter vêm ocorrendo naquele estado desde 2009 sob argumento de que no pregão realizado anteriormente, não houve interessados em vender os produtos necessários.

Na última lista de produtos adquiridos constam 24 itens como soro, água destilada e o anticoagulante heparina.

O Ministério Público estadual instaurou um inquérito civil público para apurar as denúncias de irregularidades na aquisição de medicamentos e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) está realizando uma auditoria na Secretaria estadual de Saúde, com a finalidade de examinar todos os atos de dispensa de licitação efetuados.

Isenção para remédios de hipertensão e diabetes

Essas doenças atingem cerca de 51 milhões de pessoas - 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de diabéticos no País

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (7) a isenção de todos os tributos federais, inclusive contribuições e taxas, para os medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e da hipertensão arterial.

Segundo dados das sociedades Brasileiras de Hipertensão e Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, essas doenças atingem cerca de 51 milhões de pessoas - 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de diabéticos no País -, perfazendo 26% da população brasileira.

A medida consta do Projeto de Lei 6900/10, do deputado Albano Franco (PSDB-SE). Na avaliação da relatora, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), a proposta deve reduzir os preços e ampliar o acesso dos portadores dessas doenças a um grupo de produtos essenciais para a vida e manutenção da sua saúde.

Tramitação
A proposta, conclusiva ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: www.saudebusiness.com.br

Enfermeiros podem solicitar e prescrever medicamentos

Decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região dá autonomia para esses profissionais fazerem o que era exclusividade dos médicos

Os enfermeiros de Vitoria e de Vila Velha, no Espírito Santo, terão o direito de solicitar exames e prescrever medicamentos a pacientes - autonomia antes só permitida aos médicos. A decisão unânime é do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região, que derrubou a ação civil pública aberta pelo Ministério Público Federal em abril de 2008 impondo restrições à atividade desses profissionais.

A ação foi definida após o órgão entender como improcedentes as alegações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que argumentava que a legislação responsável pela regulamentação do exercício de enfermagem não previa que esses trabalhadores pudessem solicitar exames de rotina e complementares ou prescrever medicamentos.

14 de julho - DIA DO ADMINISTRADOR HOSPITALAR

"A competência é uma das condições que acompanham o administrador hospitalar por toda sua vida, mas sobretudo durante o exercício de sua atividade profissional."
PARABÉNS COLEGAS ADMINISTRADORES HOSPITALARES!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cartão pré-pago de saúde deve ter 20 mi de usuários

Novidade não inclui serviço hospitalar de emergência e tem como benefícios quatro fatores de motivação do público


A APPI, empresa de tecnologia da informação, lançou o cartão pré-pago de saúde com foco nos milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa da empresa é que em dez anos cerca de 20 milhões de brasileiros passem a utilizar o cartão, que pode ser carregado apenas com o valor a ser utilizado na rede credenciada.
A novidade não inclui serviço hospitalar de emergência e tem como benefícios quatro fatores de motivação do público, segundo a APPI: não ter despesa mensal fixa, ter uso extensivo à família, o custo acessível e não ter restrição de uso.

A empresa está fechando parcerias com redes de farmácia e de transporte público, por exemplo, para que a distribuição do cartão seja feita. Por outro lado, para credenciar médicos, a APPI conta com a parceria de algumas unidades da Unimed, que já são suas clientes.

O profissional da saúde ou laboratório que aceitar o cartão pré-pago terá o recebimento do valor em dois dias úteis.


Hospitais privados devem ser isentos do ICMS

Importação de aparelhos de diagnóstico de imagem deve isentar essas instituições em troca de atender pacientes do SUS
O governo de São Paulo anunciou um incentivo fiscal para que hospitais e laboratórios particulares importem aparelhos de diagnósticos de imagem sob isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, em troca, essas instituições deverão realizar exames gratuitos aos pacientes do SUS. No estado paulista esse imposto chega a cerca de 17,5% do valor do equipamento.
Cada exame realizado será contabilizado segundo a tabela de preços da Associação Médica Brasileira, usada por planos de saúde. O objetivo, segundo o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, é aumentar o número de exames na rede pública e ao mesmo tempo modernizar o parque tecnológico das instituições.

domingo, 11 de julho de 2010

Saúde do RS recebe reforço com novos investimentos

Em visita ao estado nesta quinta-feira (1º), ministro Temporão inaugura a maior UTI do SUS no Rio Grande do Sul, anuncia recursos para a construção de hospital e garante equipamentos para unidade no interior

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou reforços do governo federal ao investimento na saúde do Rio Grande do Sul. O anúncio contempla a inauguração da maior UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Sistema Único de Saúde no estado, no Hospital Conceição, além de R$ 13 milhões para o início da construção de hospital regional no Norte/Noroeste do Rio Grande do Sul e R$ 5 milhões em equipamentos para ampliação do atendimento no litoral Norte.

“É um conjunto de esforços que vão se integrando. Todas as iniciativas no campo do atendimento em saúde vão se potencializando. São investimentos importantes e tem sido assim em todos os estados do Brasil’, disse o ministro Temporão.

Na manhã desta quinta-feira (1º), o ministro da Saúde esteve no município de Palmeira das Missões, onde foi assinado convênio entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal para a construção do Hospital Público Regional, que beneficiará a população de 72 municípios da região Norte/ Noroeste do estado.

Pelo convênio, o Ministério da Saúde repassará R$ 13 milhões para o projeto arquitetônico, de engenharia e para início da obra. Até 2012, o governo federal investirá R$ 38,7 milhões para conclusão do hospital regional. Outros R$ 790 mil serão aplicados como contrapartida pelo município.

Demanda antiga da região, que não conta com um hospital desse porte, a unidade contribuirá para qualificar o atendimento a quase 300 mil pessoas que residem na área rural. A unidade terá 180 leitos na primeira etapa, três vezes o que dispõe o município de Palmeira das Missões, além de 25 leitos de UTI. Estima-se um período de três anos para conclusão da obra.

Por meio de outro acordo anunciado nesta quinta-feira (1º), o Ministério da Saúde investirá R$ 5 milhões em equipamentos para ampliação do atendimento no Litoral Norte do estado, por meio da Associação Beneficente Vicente de Paula. Outros R$ 3 milhões serão investidos pela prefeitura de Osório em obras.

O anúncio foi feito pelo ministro Temporão durante a cerimônia de inauguração da nova UTI do Hospital Conceição, que aumenta de 40 para 59 o número de leitos de UTI disponíveis na unidade. Com instalações modernas e equipamentos de alta tecnologia, a UTI do Hospital Conceição passa a contar com uma área física de 2.755 metros quadrados, ante os 627 metros quadrados ocupados anteriormente.

Na ampliação da UTI, medida que acontece em meio à celebração pelos 50 anos do Hospital Conceição, foram investidos R$ 14,6 milhões, sendo R$ 8,9 milhões em obras e R$ 5,7 milhões em equipamentos, provenientes do programa QualiSUS, do Ministério da Saúde, e do Plano de Investimentos do Grupo Hospitalar Conceição.

Desde 2003, pelo menos R$ 150 milhões foram investidos em recursos federais somente nas unidades do Grupo Hospitalar Conceição. “Isso vai ampliar o acesso da população em situações que demandam uma internação mais prolongada, que demandam uma tecnologia de ponta. Isso é qualificação à atenção hospitalar do Rio Grande do Sul”, disse o ministro.

MAIS RECURSOS – Os novos investimentos anunciados pelo ministro da Saúde somam-se a outro R$ 1,76 bilhão repassado a cada ano pelo Ministério da Saúde ao Rio Grande do Sul. No período de março de 2007 a dezembro de 2009 houve um crescimento de 43,27% no teto de alta e média complexidade do estado, que inclui o atendimento hospitalar, a realização de procedimentos especializados ou que requeiram alta tecnologia, como cirurgias, por exemplo.

Ao final do mês de junho, o ministro esteve no Rio Grande do Sul para anunciar a entrega de ambulâncias ao Samu/192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que, na prática, representaram o alcance de 100% de cobertura do serviço no estado. “Quando o Samu/192 é universalizado, melhora o atendimento nas residências, reduz-se a mortalidade imediata, reduz-se o número de casos que podem se complicar”, afirmou o ministro.


Atendimento à Imprensa
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UnA-SUS apresenta duas novas ferramentas de educação a distância

Encontro em Brasília debate ações estratégicas para qualificação da força de trabalho em saúde utilizando o recurso da educação a distância

O Ministério da Saúde reuniu os coordenadores da Universidade Aberta do SUS (UnA-SUS) para apresentar dois novos projetos de ações educacionais, além de discutir áreas prioritárias para ações educacionais, projetos de ampliação da UnA-SUS e resultados obtidos nos dois anos do programa. A proposta da Universidade Aberta do SUS é qualificar profissionais de saúde de nível superior a distância, por isso dois novos serviços foram apresentadas às instituições parceiras: o Acervo Nacional de Recursos Educacionais em Saúde/ARES e o Sistema Nacional de Informações da Educação Permanente em Saúde/Plataforma Arouca (leia mais abaixo).

Durante o encontro, que começou ontem (7) e termina hoje (8), foram feitas avaliações das ferramentas e apresentadas orientações sobre como utilizá-las, antes do lançamento ao público. A secretária Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, ressaltou a importância da rede de conhecimento que a UnA-SUS produz e destacou a parceria do programa com o Telessaúde Brasil. O Telessaúde utiliza modernas tecnologias de informação e comunicação para apoiar os profissionais das equipes de saúde da família. “O Ministério da Saúde tem a visão de que a capacitação de profissionais está dentro de um componente de gestão que consequentemente gera melhores resultados”, afirmou Bassit. Ela destacou ainda que o fortalecimento da atenção primária deve ser feito pela valorização dos profissionais do SUS, como os médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, dentistas e principalmente gestores com capacidade de adquirir e repassar conhecimento.

A iniciativa de maior impacto resultante da parceria UnA-SUS/Telessaúde é a oferta de 27 mil vagas, disponíveis para esse ano e 2011, para cursos de especialização em saúde da família por meio das universidades integrantes da Rede Universidade Aberta do SUS. Essas vagas são frutos de convênios e termos de cooperação do Ministério da Saúde com universidades públicas ou com secretarias estaduais de saúde com projetos de formação em larga escala em andamento.

Além disso, o Programa Nacional de Desenvolvimento Gerencial, também integrante da UnA-SUS, tem como meta capacitar 100 mil gestores, sendo que 20 mil certificações estão sendo entregues às três esferas de governo até o fim deste ano.

DESAFIOS DO PROGRAMA – O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Francisco Campos, apresentou o balanço dos dois anos da UnA-SUS e os desafios do programa. Ele citou os quatros eixos de compõem a UnA-SUS: produção de conhecimento, tecnologia, tutoria e certificação. Sobre os novos serviços ele afirmou que “a idéia é que as novas ferramentas sirvam como acervo de recursos educacionais para ser utilizado por todos, preservando, assim, esse patrimônio”.

O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha, um dos parceiros da UnA-SUS, destacou que o papel da Fiocruz nesse processo é de dar suporte estratégico e logístico aos programas tidos como prioritários pelo Ministério da Saúde. Como resultado desse apoio, a nova unidade da Fiocruz, em Brasília, abrigará a Secretaria Executiva da UnA-SUS. “Nosso propósito é ajudar a alicerçar o que é produzido em rede pelas instituições parceiras”, disse Gadelha.

O secretario de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Bielschowsky, ressaltou que o modelo de educação a distância tem bons resultados no MEC e serve como uma ferramenta de inclusão. Participaram também do encontro o gerente da Área de Sistemas da Organização Pan-Americana (OPAS), Félix Rigoli, e o representante da Secretaria Executiva da UnA-SUS, José Francisco Paranaguá.

NOVAS FERRAMENTAS – O ARES é uma é uma iniciativa do Ministério da Saúde para disponibilizar ao público os recursos educacionais produzidos pelo próprio Ministério e por Instituições de Educação Superior parceiras, em especial as integrantes do projeto nacional de especialização em Saúde da Família, do Programa Nacional de Desenvolvimento Gerencial do SUS e do Programa Nacional de Telessaúde.

A expectativa é que o espaço virtual sirva para o intercâmbio de material didático, tecnologias educacionais e metodologias de aprendizagem na área da saúde. Dessa forma, será possível potencializar o alcance e melhorar as ações de qualificação dos trabalhadores do SUS, dando a elas mais transparência e eficiência, além de reduzir custos, uma vez que o ambiente de aprendizagem será virtual.

Com essa iniciativa, o UnA-SUS tem o seu público ampliado, pois qualquer trabalhador do SUS terá acesso ao material didático, como cadernos de estudos, vídeos educativos e material interativo. Inicialmente, espera-se atingir cerca de 1,2 milhões de trabalhadores, considerando apenas os profissionais de nível superior.

PLATAFORMA AROUCA – A Plataforma Arouca é um sistema integrado que concentra as informações sobre o histórico educacional e de trabalho dos profissionais de saúde. A ferramenta é útil para que os gestores do SUS tenham informação de qualidade sobre a situação dos trabalhadores. Com esse histórico profissional e educacional integrado, as ações de gestão do trabalho e educação em saúde serão qualificadas, permitindo um melhor planejamento, acompanhamento e fiscalização.

O nome do projeto é uma homenagem ao sanitarista Sérgio Arouca (morto em 2003) e tem objetivos semelhantes a outras experiências do governo federal, como a Plataforma Freire, que desenvolve o Plano Nacional de Formação de Professores, do Ministério da Educação; e a Plataforma Lattes, que arquiva currículos acadêmicos, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Plataforma Arouca visa a agregar informações sobre a força de trabalho em saúde, servindo como ferramenta para elaboração de políticas que envolvam os profissionais do setor. Além disso, é um serviço de utilidade pública para esses trabalhadores, pois oferece um histórico certificado da sua experiência profissional em saúde e de atividades de educação permanente, funcionando como Cadastro Nacional dos Profissionais de Saúde que atuam no SUS, ao lado do já existente Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Para que o público utilize as duas ferramentas, é necessário que as instituições parceiras cadastrem seus cursos e recursos educacionais (cadernos de texto, vídeos, animações, material interativo, cursos pré-montados de Ensino a Distância/EAD). Até o fim do ano, será realizada uma oficina para a efetivação do cadastro.

SOBRE O UnA-SUS – A Universidade Aberta do SUS é uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão da rede pública, destinada a atender as necessidades de formação e educação permanente dos trabalhadores do setor. A rede serve para que os profissionais de saúde tenham acesso a cursos a distância, como material para auto-instrução, cursos livres e de atualização, cursos de aperfeiçoamento, especialização e até mesmo mestrados profissionais.

Participam da rede 12 universidades públicas, duas secretarias de saúde e núcleos do Telessaúde (veja lista abaixo), que atuam por meio do intercâmbio de experiências, cooperação para desenvolvimento e implementação de ações educacionais mediadas por tecnologias interativas, compartilhamento de recursos educacionais e apoio tutorial ao processo de aprendizagem em saúde.

Além disso, a UnA-SUS minimiza a necessidade do profissional se deslocar-se para fazer os cursos. Ele pode, ainda, obter certificação do seu histórico educacional, evitando que, ao mudar de localização, precise fazer novos treinamentos.

Desde 2005, é possível observar o crescimento do número de vagas em cursos de especialização (incluindo residências multiprofissionais), das vagas de residência em Medicina de Família e Comunidade (MFC) e das vagas em cursos de especialização em saúde da família (tabela abaixo).



Outra ação recente em parceria com a UnA-SUS é a distribuição do Vademecum Influenza para mais de mil médicos e enfermeiros que atuam como multiplicadores em todos os estados. O material servirá para atualizar os profissionais que atuam no combate à gripe H1N1 durante o inverno.

Parceiros da rede UnA-SUS:
• Escola Nacional de Saúde Pública (ESPN) da Fiocruz
• Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
• Universidade Federal do Ceará (UFC)
• Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
• Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
• Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
• Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
• Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
• Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
• Universidade de Brasília (UnB)
• Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
• Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
• Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
• Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais
• Secretaria Estadual de Saúde da Bahia
• Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
• Núcleos do Telessaúde Brasil:
- Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
- Universidade Federal de Goiás (UFG)
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Universidade de São Paulo (USP)

Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315 2351

Fonte: www.saude.gov.br


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Projeto quer direcionar recursos do DPVAT para saúde


Proposta é direcionar parte do dinheiro arrecadado exclusivamente para a saúde estadual e municipal

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deverá analisar, nesta terça-feira (29), projeto que destina aos estados e municípios parte dos recursos do seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores terrestres (DPVAT). Hoje, metade dos recursos arrecadados é usada para pagar indenizações às vítimas de acidentes e as seguradoras repassam à União os outros 50% dos valores recolhidos com o seguro. A proposta em exame na CAE destina à União apenas 15% desses recursos e divide os 35% restantes com os estados (15%) e os municípios (20%).

Conforme substitutivo do senador João Vicente Claudino (PTB-PI) apresentado ao Projeto de Lei do Senado 16/08, de autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), os recursos devem ser usados exclusivamente no custeio da assistência médico-hospitalar de vítimas de acidentes de trânsito.

Gastos
Na defesa da proposta, Marconi Perillo argumenta que os gastos hospitalares com atendimento e tratamento das vítimas de acidentes de trânsito recaem, na maior parte, sobre estados e municípios que dispõem de unidades de saúde destinadas a urgência e emergência.
O autor da proposta observa que, para os estados e municípios, esses recursos representariam contribuição importante ao provimento dos serviços, enquanto que, na esfera da União, constituiriam apenas parcela do custeio da atividade.

Números

No ano de 2008, a arrecadação do seguro DPVAT, que abrange todas as categorias de veículos - de passeio, de transporte coletivo, motos, táxis, caminhões, camionetas, máquinas de terraplanagem e equipamentos móveis em geral (quando licenciados) - foi de R$ 4,646 bilhões, valor correspondente a 39,8 milhões de veículos segurados.
Do total arrecadado naquele ano, 45% foram destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), do Ministério da Saúde, e 5% ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O FNS recebeu R$ 2,091 bilhões e o Denatran, R$ 232,3 milhões.

terça-feira, 15 de junho de 2010

RJ abre concurso público para gestores de saúde

Secretaria de Saúde oferecerá 40 vagas para gestores com salários que variam de R$4200 à R$5200

A Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro abre em 15 de junho seu primeiro concurso público para especialistas em gestão de saúde.

Serão oferecidas 40 vagas com salários que variam entre R$4.200 R$5.200. Os candidatos deverão ter nível superior.

Promovido pela Fundação Ceperj (Centro Estadual Estatísticas, Pesquisas, Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) os gestores públicos da área de saúde trabalharão 40 horas semanais e terão gratificação por desempenho de R$882 e adicional por nível de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, que serão de R$ 210, R$ 420 ou R$ 840 respectivamente.

O edital para o concurso público foi publicado nesta terça-feira, 15 de junho, no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro.